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sexta-feira, 21 de abril de 2017

CABANA - A

A CABANA (The Shack) 
Drama / 132 min / EUA / 2017 

Direção: Stuart Hazeldine 
Roteiro: John Fusco; Destin Cretton; 
Produção: Gil Netter 
Música: Aaron Zigman 
Fotografia: Declan Quinn 
Direção de Arte: Joseph C. Nemec 
Figurino: Karin Nosella; Stacy Caballero 
Edição: William Steinkamp 
Elenco: Sam Worthington (Mack Phillips); Octavia Spencer (Papai / Elouisa ); Tim McGraw (Willie); Radha Mitchell (Nan Phillips); Megan Charpentier (Kate Phillips); Gage Munroe (Josh Phillips); Alice Braga (Sabedoria); Ryan Robbins (Emil Ducette). 

SINOPSE: Baseado no best-seller homônimo, “A Cabana” apresenta a jornada espiritual de um pai. Depois de sofrer uma tragédia familiar, Mack Phillips [Sam Worthington] entra em uma profunda depressão, que o faz questionar suas crenças mais íntimas. Diante de uma crise de fé, ele recebe uma carta misteriosa que o convida para ir a uma cabana abandonada no deserto de Oregon. Apesar das suas dúvidas, Mack vai à cabana e encontra um enigmático grupo de estranhos liderados por uma mulher chamada Papa [Octavia Spencer]. Por meio deste encontro, Mack encontra verdades significativas que irão transformar o seu entendimento sobre a tragédia que abalou sua família e sua vida mudará para sempre 
COMENTARIO: Um conceito de Deus diferente, para qualquer que seja a religião, é de fácil compreensão e invita a reflexão. O filme reflete quase todo o livro e é por isso que chegou a 132 min. O longo é protagonizado pelo Sam Worthington, um ator que aparece em todos os filmes com a mesma expressão, sem importar se é um soldado paraplégico em “Avatar”, ou mitológico em “Fúria de Titãs”, aqui faz o pai enjoado ante a terrível tragédia. A seu lado aparecem Otavia Spencer, Tim McGraw e Alice Braga. 
O enfoque do sequestro da filha acontece rápido demais e depois o filme estanca e o protagonista encontra Deus e a Trinidade, os que lhe ajudam sanear as feridas ocasionadas pela perda. Radha Mitchel, que aparece como mãe que acaba perder a sua filha, parece conformada desde o inicio. O filme fala sobre perdão, esperança e a eterna confrontação entre o bem e o mal. Um bom filme 

Nota; 8

quinta-feira, 20 de abril de 2017

ARMAS NA MESA DVD

ARMAS NA MESA (Miss Sloane)
Drama; Suspense / 132 min / França; EUA / 2016

Direção: John Madden
Roteiro: Jonathan Perera
Produção: Ariel Zeitoun
Música:
Max Richter
Fotografia: Sebastian Blenkov
Desenho de Produção: Matthew Davies
Figurino: Georgina Yarhi
Edição: Alexander Berner
Elenco: Jessica Chastain (Elizabeth Sloane); Mark Strong (Rodolfo Schmidt); Sam Waterston (George Dupont); Gugu Mbatha-Raw (Esme Manucharian); Alison Pill (Jane Molloy); John Lithgow (Senator Sperling); Jake Lacy (Robert Forde); Michael Stuhlbarg (Pat Connors)

SINOPSE: Filme conta a historia de ElisabethSloane (Jessica Chastain), poderosa estrategista política que arrisca sua carreira a fim de passar com sucesso uma emenda com leis de controle de armas mais rígidas nos Estados Unidos. Apesar de suas habilidades, ela coloca sua vida e de sua família em risco.
COMENTÁRIO: O roteiro de Perera tem algumas lagunas e se percebem algumas dificuldades em manter o suspense, mas sem duvida é a própria Jessica Chastain que consegue manter o ritmo neste drama, com espionagem, virando finalmente um quase thriller politico, animado e inteligente. 
A vantagem deste filme é pelo seu titulo e conteúdo não precisa investir em tiroteios e perseguições para chegar a um ritmo frenético.
Um ótimo filme.
Nota 8,5

quarta-feira, 12 de abril de 2017

SEGUNDAS INTENÇÕES - DVD

SEGUNDAS INTENÇÕES (Match) 
Comédia; Drama / 92 min / EUA / 2014 

Direção: Stephen Belber 
Roteiro: Stephen Belber 
Produção: Rick Rosenthal; Matt Ratner; David Permut 
Música: Stephen Trask 
Fotografia: Luke Geissbuhler 
Desenho de Produção: Chris Trujillo 
Figurino: Sarah Mae Burton 
Edição: Madeleine Gavin 
Elenco: Patrick Stewart (Tobi Powell); Carla Gugino (Lisa); Matthew Lillard (Mike); Maduka Steady (Cabbie) 

SINOPSE: Tobi Powell (Patrick Stewart), experiente professor de dança da prestigiosa Juilliard, aceita conceder entrevista a Lisa (Carla Gugino), acadêmica de Seattle que está escrevendo uma dissertação sobre a dança em Nova York na década de 1960. Conforme as conversas avançam, segredos do passado vão sendo revelados e as segundas intenções do encontro vêm à tona. 

COMENTÁRIO: O filme é uma obra de teatro escrita pelo Stephen Belber, que também adaptou para o cinema. Tudo no filme é cativante, os atores conseguem engrandecer a historia com bons diálogos em especial o do Patrick Stewart que personalizando um coreografo idoso com um domínio da gestualidade interatuando com o resto dos atores. Pode ser um filme entediante, caso esperem emoções fortes, mas a intenção e fazer luzir o Stewart 
Um ótimo filme 

Nota 9,5

domingo, 26 de março de 2017

BELA E A FERA - A

A BELA E A FERA (Beauty and the Beast) 
Aventura; Musical; Romance / 129 min / EUA / 2017 

Direção: Bill Condon 
Roteiro: Evan Spiliotopoulos; Stephen Chbosky 
Produção: David Hoberman; Todd Lieberman 
Música compositores: Alan Menken; Howard Ashman; Tim Rice; 
Musica Interpretes: Céline Dion; Ariana Grande; John Legend; Josh Groban 
Fotografia: Tobias Schliesser 
Figurino: Jacqueline Durran 
Edição: Virginia Katz 
Elenco: Emma Watson (Bela); Dan Stevens (Fera); Luke Evans (Gastão); Kevin Kline (Maurice, o pai da Bela); Josh Gad (LeFou); Ewan McGregor (Lumière); Emma Thompson (Madame Samovar); Audra McDonald (Guarda-Roupa). 
SINOPSE: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana 
COMENTARIO: Os roteiristas Stephen Chbosky e Evan Spiliotopoulos ampliaram a história conhecida e o diretor Bill Condon entregou situações inéditas na criação e na narrativa clássica criando um elenco formado por objetos mágicos. Um belo filme, que pode agradar os fãs e ate conquistar novos. Um filme muito bem feito. 

Nota:8

quarta-feira, 22 de março de 2017

CONFISSÕES - AS DVD

AS CONFISSÕES (Le Confessioni)
 Drama, Suspense/ 100 min / Itália; França / 2016

Direção: Roberto Andò
Roteiro: Roberto Andò
Produção: Angelo Barbagallo
Música: Nicola Piovani; Fulgencio Ceccon
Fotografia: Maurizio Calvesi
Figurino: Maria Rita Barbera
Edição: Clelio Benevento
Elenco: Toni Servillo (Roberto Salus); Daniel Auteuil (Daniel Roché); Connie Nielsen (Claire Seth); Pierfrancesco Favino (Ministro italiano); Marie-Josée Croze ( Ministro canadense);
Moritz Bleibtreu ( Mark Klein); Lambert Wilson ( Kis); Richard Sammel (Ministro alemão).

SINOPSE: Roberto Salus (Toni Servillo) é um carismático monge que foi convidado para participar  de uma reunião com ministros de finanças em um luxuoso hotel na costa Báltica.
mas que convidou o frade para a reunião? E que matou um dos financiadores que tinham planos radicais de mudar a ordem econômica mundial?

COMENTARIO: Roberto Andó foca sua atenção em uma reunião do G8 para debater soluções para tirar países como a Grécia em crise e para debater a economia europeia.
Comandada pelo presidente do Banco Mundial Daniel Roché (Daniel Auteuil) a reunião passa em um grande e luxuoso hotel na Alemanha. Para tornar o encontro mais humano, Roche convida um monge (Toni Servillo), um escritora infantil (Connie Nielsen) e um musico (Johan Heldenberg para participar do evento.
Tudo parecia transcorrer normalmente, ate que Roche pede  ao monge que escute sua confissão.
Uma belíssima fotografia paisagística  e do próprio hotel. Uma trilha sonora com longas canções eruditas, e interessante e o idioma cada pais falando no próprio, ora italiano, frances, ingles e alemão
Um bom filme com um roteiro inteligente

Nota: 8,5

MAR DE ARVORES - O DVD

O MAR DE ÁRVORES (The Sea of Trees) 
Drama / 110 min / EUA / 2015 

Direção: Gus Van Sant 
Roteiro: Chris Sparling 
Produção: Gil Netter; Ken Kao; Chris Sparling 
Música: Mason Bates 
Fotografia: Kasper Andersen 
Direção de Arte:Erik Polczwartek 
Figurino: Danny Glicker 
Edição: Pietro Scalia 
Elenco: Matthew McConaughey (Arthur Brennan); Ken Watanabe (Takumi Nakamura); Naomi Watts (Joan Brennan); Katie Aselton (Gabriella Laforte ); Jordan Gavaris (Eric); James Saito (Dr. Takahashi); Mark Burzenski (Gas Station Customer ) 
SINOPSE: O filme se passa na floresta Aokigahara e acompanha dois homens o americano Arthur Brennan (Matthew McConaughey) e o japonês Takumi Nakamura ( Ken Watanabe) que vão para lá pensando em cometer suicídio, mas acabam iniciando uma jornada de reflexão na tentativa de responder suas questões existenciais. 
COMENTARIO: Uma historia contada aos poucos por flashbacks justificando a vontade do suicídio do americano. Este filme pretende falar muito, mas se estende demais e não fala nada e no fim entra o obvio Mas mesmo assim o filme tem seus bons momentos quando tenta a enfrentar a “Fe vs Ciência” O motivo do suicídio envolve o relacionamento complicado com sua esposa (Naomi Watts); A fotografia do Kasper Andersen é ótima, e a trilha sonora de Mason Bates com poucas variações vira um pouco entediante; O trabalho do Matthew McConaughey e muito bom digno de aplausos e a Naomi Watts se entrega totalmente no filme, Um final diferente. 

Nota 7,5

ELIS - DVD

ELIS (Elis)
Drama / 110 min / Brasil /  2016

Direção: Hugo Prata
Roteiro: Hugo Prata; Vera Egito; Luiz Bolognesi.
Produção: Fabio Zavala; Antônio Irivan de Souza
Música:
Alessandro Laroca
Fotografia: Adrian Teijido
Direção de Arte: Frederico Pinto
Desenho de Produção:
Figurino: Cristina Camargo
Efeitos Especiais:
Elenco: Andreia Horta (Elis Regina); Caco Ciocler (César Camargo Mariano); Gustavo Machado (Ronaldo Bôscoli); Lúcio Mauro Filho (Miéle); Natallia Rodrigues (Beth);
Zecarlos Machado (Romeu); Júlio Andrade (Lennie Dale); Rodrigo Pandolfo (Nelson Motta)

SINOPSE: Cinebiografia da cantora Elis Regina. O filme acompanha a adolescência da artista, com as dificultardes financeiras e os primeiros testes para seu talento descoberto, ate a ascensão, incluindo o destaque na televisão, os envolvimentos amorosos, as controversas decisões tomadas durante a Ditadura Militar, as brigas com parceiros de trabalho e a dependência de drogas e álcool, que levaram à sua morte precoce.
COMENTÁRIO: Depois dos filmes biográficos “Cazuza – O Tempo não Para”, “Tim Maia”, “Gonzaga: de Pai para Filho” Hugo Prata lança com coragem o filme “Elis” com uma linguagem visual maravilhosa.
Andrea Horta encarnando a Elis é perfeita nos mínimos detalhes,
Hugo Prata quis mostrar “os dramas e conflitos internos da personagem” desde sua chegada ao Rio de Janeiro ate sua morte com 36 anos.
O interessante  é a letra da musica que se encaixa em cada época e etapa da vida da Elis.
A protagonista Andrea Horta entregou-se de corpo e alma e fez uma “Elis” com uma excelente  caracterização.  Teve um maravilhoso trabalho de pesquisa, com sorrisos, risadas e toda a presença física da pequena cantora. Não foi somente cortar o cabelo e vestir igual para assumir o papel da pequena Elis.
No filme vemos também partes onde João Gilberto e depois Nara Leão precedem interpretando o Bossa Nova.    O resto do elenco é ofuscado  pela pequena Andrea Horta;
Tudo funciona bem neste excelente filme 

Nota: 10

sexta-feira, 10 de março de 2017

CHEGADA - A DVD

A CHEGADA  (Arrival)
Ficção / 116 min / EUA / 2016

Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Eric Heisserer
Produção: Shawn Levy; Dan Levine; David Linde
Música:
Jóhann Jóhannsson
Fotografia: Bradford Young
Desenho de Produção: Patrice Vermetie
Figurino: Renee April
Edição: Joe Walker
Elenco: Amy Adams (Dra. Louise Banks); Jeremy Renner (Ian Donnelly); Forest Whitaker (Coronel Weber); Michael Stuhlbarg ( Agente Halpern); Mark O'Brien (Capitão Marks); Tzi Ma
(General Shang); Pat Kiely ( Técnico Ambiental); Mark Camacho (Richard Riley).

SINOPSE: Quando seres interplanetários deixaram marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams) uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto a resposta para todas as perguntas e mistérios pode amenaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.


COMENTÁRIO: A protagonista principal é uma experta em linguística e com um trabalho metódico e racional tenta estabelecer o primeiro dialogo com os alienígenas. Um ciência ficção com uma mensagem didática que mantem a intriga interessante.

Porem no meio da projeção o filme fica sem ação e com excesso de flash backs ficando entediante, Eu esperava mais deste filme.  O argumento é original, mas discordo na indicação ao Oscar como melhor filme, diretor, fotografia e edição. Com uma edição melhorada não passaria ser entediante.

Nota: 7

domingo, 26 de fevereiro de 2017

SULLY – O Heroi do Rio Hudson

SULLY – O Heroi do Rio Hudson (Sully)
Drama / 96 min / EUA / 2016 

Direção: Clint Eastwood 
Roteiro: Todd Komarnicki 
Produção: Clint Eastwood; Robert Lorenz; Gary Goetzman; Allyn Stewart; Frank Marshall Música: José Antonio Garcia 
Fotografia: Tom Stern 
Figurino: Deborah Hooper 
Edição: Blu Murray 
Elenco: Tom Hanks (Chesley 'Sully' Sullenberger); Aaron Eckhart (Jeff Skiles); Laura Linney (Lorrie Sullenberger); Anna Gunn (Dr. Elizabeth Davis); Autumn Reeser (Tess Soza); Jerry Ferrara (Michael Delaney); Sam Huntington ( Jeff Kolodjay); Holt McCallany (Mike Cleary). 

SINOPSE: Em 15 de janeiro de 2009, o mundo testemunhou o “Milagre no Hudson”, quando o capitão "Sully" Sullenberger (Hanks) deslizou seu avião danificado nas águas geladas do rio Hudson, salvando a vida de 155 pessoas a bordo. No entanto, mesmo Sully sendo anunciado pela população e pela mídia por sua façanha e habilidade sem precedentes na aviação, uma investigação se desenrolou e ameaçou destruir sua reputação e sua carreira.

COMENTARIO: O roteiro de Todd Komarnicki, transforma em vilão o NTSB (departamento nacional de segurança no transporte) que exige o aprendizagem com os acidentes aéreos e evitar futuras tragédias. 
O personagem Sully conecta o espectador aos questionamentos de alguém que fez a coisa certa, mas ainda é assombrado pela possibilidade de erro. Dirigido pelo mestre Clint Eastwood, baseado em fatos reais e em memória do livro “Highest Duty: My Search for What Really Matters”, de Chesley ‘Sully’ Sullenberger e Jeffrey Zaslow,
 “Sully: O Herói do Rio Hudson” é um filme que cativa o espectador não só por ter um final feliz mas pelo trabalho de seus atores, principalmente do piloto Jeff Skiles (Aaron Eckhart) e do Tom Hanks indicado para o Oscar 2017. 
Em 96 minutos de filme, Clint Eastwood consegue apresentar com êxito os argumentos para o público. 

O filme é tão bom quanto o ótimo “O voo” com Denzel Washington lançado recentemente, e suas produções com algumas semelhanças. 
Esta é a primeira parceria entre Clint Eastwood diretor e Tom Hanks ator. Ambos têm experiência com histórias de vida e pessoas reais: Hanks no” Capitão Phillips” e “Ponte dos Espiões” Bridge of Spies e Clint Eastwood com “American Sniper” e “J. Edgar”. 
Um bom filme 

Nota: 8,0

APARTAMENTO - O

O APARTAMENTO (Forushande)
Drama; Suspense? 143 min/ Irã; França/ 2016

Direção: Asghar Farhadi
Roteiro: Asghar Farhadi
Produção: Asghar Farhadi; Alexandre Mallet-Guy.
Música:
Sattar Oraki
Fotografia: Hossain Jafarian
Edição: Hayeden Safiyarian
Elenco: Shahab Hosseini (Emad); Taraneh Alidoosti (Rana); Babak Karimi (Babak); Mina Sadati (Sanam).

SINOPSE: Emad e Rana são forçados a morar provisoriamente em um apartamento emprestado por causa de obras no prédio vizinho.
Lá , Rana é surpreendida com a entrada de um antigo morador no banheiro, justamente quando está tomando banho  de chuveiro.
O susto faz com que ela se machuque seriamente e vá parar no hospital. Entretanto, é o trauma do ocorrido que afeta cada vez mais, suas vida.

COMENTARIO: O diretor iraniano Asgar Farhadi (A Separação), foi mais um, em ser influenciado pelas obras de Arthur Miller, mostrando o sonho americano, a apresentação do núcleo familiar e sua desestruturação. No filme “O Apartamento”, um jovem casal Rana e o professor Emad compõem o elenco da peça “A morte do Caixeiro Viajante” em exibição na capital iraniana.
O prédio em que eles viviam começou a apresentar rachaduras e o risco de demolição fez com que eles trocassem de residência graças ao favor de um conhecido que tinha um apartamento em aluguel.  
Aqui entra o jogo irônico do Miller e adaptada por Farhadi, quando acreditamos estar saindo beneficiados por uma situação amistosa, o mais provável é que outra pessoa pense o mesmo. Rana escuta o som do interfone antes de tomar banho de chuveiro, pensando que é o marido, aperta o botão  de abrir a porta sem perguntar, dando acesso e continua com seu banho de chuveiro.  Instantes depois chegaria Emad encontrando muito sangue no chão e a casa vazia, sua mulher tinha sido atacada e transladada ao hospital com ferimentos na cabeça. 
A partir deste momento o protagonista dedica todo seu tempo em busca de vingança e salvar o honor da família. 

Decidido em procurar detalhes da agressão,  com medo de encontrar a reposta, a mulher mostra sintoma claros de abuso sexual e teme ter uma reposta que a um profundo estado de humilhação.
O comportamento dos homens no filme, não se sabe ate que ponto entra a parte religiosa, é de uma brutalidade machista do pais com seres rancorosos e egoístas, que pensam que com a destruição e humilhação retribuída serão mais felizes, quando o verdadeiro motivo de infelicidade é devido a seu comportamento e a incapacidade de de esquecer. 
”O Apartamento” tem um roteiro demolidor, bem adaptado e bem dirigido mostrando os problemas clássicos na sociedade contemporânea. Um bom filme é aquele que provoca muitos sentimentos e consegue gerar discussões.
O filme é indicado para o Oscar do melhor filme estangeiro.2017

Nota: 8,0

domingo, 19 de fevereiro de 2017

JACKIE

JACKIE (Jackie) 
Drama biográfico / 100 min / EUA; CHILE; UK; FRANÇA. 2016 

Direção: Pablo Larrain 
Diretora de Elenco: Mary Vernieu 
Roteiro: Noah Oppenheim 
Produção: Juan de Dios Larrain; Darren Aronofsky; Mickey Liddell; Ari Handel 
Música: Mica Levi 
Fotografia: Stéphane Fontaine 
Direção de Arte: Halina Gebarowicz 
Figurino: Madeline Fontaine 
Edição: Sebastian Sepúlveda 
Elenco: Nathalie Portmann (Jackie Kennedy), Peter Sarsgaard (Bobby Kennedy), Greta Gerwig (Nancy Tuckerman), Billy Crudup (The Journalist / Theodore H. White), John Hurt (The Priest), Richard E. Grant (William Walton); John Carroll Lynch (Lyndon B. Johnson) Beth Grant (Lady Bird Johnson). 
SINOPSE: Dallas, Texas, 22 de novembro, 1963. John Fitzgerald Kennedy é assassinado enquanto desfila em carro aberto, chocando os EUA e o mundo. Para Jacqueline Bouvier Kennedy é o início de um tormento íntimo e abrasador, o qual ela tem de lidar sem esmorecer perante a família, a imprensa, os políticos e a nação. Conhecida por sua extraordinária dignidade e equilíbrio, se esforça para manter o legado da família e do mundo de “Camelot” que os identificava. 
COMENTARIO: Muitos americanos não tinham nascidos quando o assassinato de JFK . A memoria faz esquecer uma época de segregação racial, ameaça nuclear, fruto de uma Guerra Fria, Macarthismo e Jacqueline Kennedy, confiou no historiador politico Theodore White para fazer um retrato de seu marido. A revista LIFE publicou e questionou a capacidade de JFK lidar com Nikita Khrushchev e as redes de TV e radio de todo o mundo destacou tudo sobre o “Clan Kennedy” e Jackie ocupou um papel de destaque. 
O roteirista Noah Oppenheim dá ao diretor chileno Pablo Larraín (No, Neruda, O Clube) a oportunidade de passar por momentos pessoais da primeira dama mais popular do mundo protagonizada pela brilhante Natalie Portman. O diretor Larrain pediu a diretor de fotografia Stephane Fontaine, copiar quadro por quadro das entrevistas em p/b da chegada do presidente em Dallas. Natalie Portman, sem duvida teve a melhor atuação da sua carreira, estudando durante horas o sotaque, entonação, posturas e maneirismos da Jackie o que possivelmente da chance de ganhar uma estatueta. Também tem destaques a maquiagem, penteados, o perfeito figurino, o desenho de produção e a trilha sonora. Durante o enterro temos o padre representado pelo saudoso John Hurt em um de seus últimos papeis. Enfim, Jackie não deixa de ser um olhar intimo sobre uma das mais famosa primeira dama dos EUA 

Nota: 8

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

ALIADOS  (Allied)
Drama; Romance; Suspense / 124 min / UK; EUA / 2016

Direção: Robert Zemeckis
Roteiro: Steven Knight
Produção: Graham King; Robert Zemeckis
Musica: Alan Silvestri; Randy Thom
Fotografia: Don Burgues
Figurino: Joana Johnston
Edição: Mick Audsley
Elenco: Brad Pitt (Max Vatan); Marion Cotillard (Marianne Beausejour), Jared Harris (Frank
Heslop); Lizzy Caplan (Bridget Vatan); Matthew Goode (Guy Sangster); Charlote Hope
(Louise); August Diehl (Hobar); Raffey Cassidy (Anna Vatan).

SINOPSE: os espiones Max Vatan e Marianne Beausejour se apaixonam durante uma missão no Marrocos para eliminar um embaixador nazista. Os dois se casam, mas anos depois Max passa a desconfiar de uma possível conexão da esposa com os alemães. Os dias de felicidade terminam quando ele dá inicio a uma investigação sobre o passado de Marianne
COMENTARIO: O inicio do filme é no deserto marroquino durante a segunda guerra na década 1940. Max Vatan (Brad Pitt) viaja para Casablanca com a finalidade de entrar em contato com uma espiã da resistência francesa (Marion Cotillard)

Robert Zemeckis brinca com as varias sensações como suspense  e drama e repassa com êxito aos espectadores, conseguindo um filme simples e com muita eficiência.
Marion Cotillard brilha em cena as vezes somente com um olhar. dominando se parceiro Brett.
Ela interpreta um espécie de mulher fatal com a diferença que o de ela é um amor sincero.
Enfim, Aliados é um filme simples, com um bom ritmo, graças a habilidade de Zemeckis e o trabalho da dupla Pitt e Cotillard.

Nota: 8 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A GAROTA NO TREM -- DVD

A GAROTA NO TREM  (The Girl on the Train)
Suspense / 112 min / EUA /  2016

Direção: Tate Taylor
Roteiro: Erin Cressida Wilson; Paula Hawkins
Produção: Marc Platt
Música: Danny Elfman
Fotografia: Charlotte Bruus Christensen
Desenho de Produção: Kevin Thompson
Figurino: Michelle Matland; Ann Roth
Edição: Michael McCusker
Elenco: Emily Blunt (Rachel Watson); Rebcca Ferguson ( Anna); Haley Bennett (Megan); Justin Theroux ( Tom); Luke Evans ( Scott); Allison Janney (Detetive Riley); Édgar Ramírez (Dr. Kamal Abdic)l;

SINOPSE: Rachel, uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divorcio recente.
Todas as manhas, ela viaja em um trem que a leva de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e estranha com um deles e dias depois descobre que a mulher esta desaparecida.
Envolvida com a situação, Rachel recorre a policia e de repente, se participando de todo o desenrolar do mistério.
COMENTARIO: O roteirista Erin Cressida Wilson, teve a missão desvendar o original enredo de Paula Hawkins para o cinema.
Na trama temos o ponto de vista de três mulheres: Rachel (Emily Blunt), divorciada e alcoólatra que viaja de trem e fantasia uma historia; Megan (Haley Bennett), uma mulher recém-casada que mora numa casa ao lado da ferrovia e é observada diariamente  por Rachel; e finalmente temos Anna (Rebecca Ferguson), que também mora perto da linha de trem e é esposa de Tom (Justin Theroux), ex-marido de Rachel. 
O trio feminino realiza um trabalho formidável na atuação. Emily Blunt, Haley Bennett e Rebecca Ferguson estão ótimas. 
Rachel se destaca com seu papel de alcóolatra  e acaba se envolvendo numa cena criminosa.
Quando Megan desaparece, a polícia entra em cena (Allison Janney) para solucionar o caso e descobrir o que está por trás.
Através de flashbacks e cenas, mostram  para o público as ferramentas para montar este complicado quebra-cabeça.

Nota: 8,0

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ATE O ULTIMO HOMEM

ATE O ULTIMO HOMEM  (Hacksaw Ridge)
Drama; Épico; Guerra / 139 min /  Austrália; EUA / 2016

Direção: Mel Gibson
Roteiro: Robert Schenkkan; Andrew Knight
Produção: Bill Mechanic; David Permut
Música:
Rupert Gregson-Williams
Fotografia: Simon Duggan
Direção de Arte: Mark Robins
Desenho de Produção:
Figurino: Lizzy Gardiner
Edição: John Gilbert (II)
Elenco: Andrew Garfield (Desmond T. Doss); Vince Vaughn ( Sargento Howell); Teresa Palmer (Dorothy Schutte); Sam Worthington (Capitão Glover); Luke Bracey (Smitty Ryker); Hugo Weaving ( Tom Doss); Rachel Griffiths (Bertha Doss); Ryan Corr ( Tenente Manville).

SINOPSE: Durante a Segunda Guerra Mundial, o medico do exercito Desmond T. Doss (André Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, e é assim que, durante a Batalha  de Okinawa, ele trabalha na ala medica e salva mais de 75 homens, sendo por isto, condecorado. com Medalha de Honra do Congresso.

COMENTARIO: Desmond Doss, um recruta do exército americano que se recusa a pegar armas e visa ir a guerra para ajudar e salvar os homens no campo de batalha. Um Cristão fervoroso, o protagonista vê a guerra como uma missão dada por Deus, e exige sábado “sabbat”.
 “Até o Último Homem” é hoje o filme mais falado de Gibson na direção, junto com “A Paixão de Cristo”.
No inicio se contempla a juventude do rapaz numa cidade da Virgínia, o seu período na academia militar, existe toda uma construção sobre  o origem do  surgimento da fé e as conseqüências  daquele garoto. A filmagem de Mel  Gibson no interior dos EUA na década de 1940 são impecáveis.

Logo na academia do exército é onde o protagonista entra em conflito com o mundo real.
Os ideais de Doss são opostos as rígidas leis do exército, e com isto a lei dos homens entram em confronto com as leis divinas.
Faz lembrar à obra-prima de Stanley Kubrick, “Nascido para Matar” (1987),no qual os recrutas passavam por um treinamento militarista forçado, aqui ele recebia pancadas em forma de flagelo por aqueles que no concordavam com seus ideais .
Finalmente aceito Desmond T. Doss  vai ao campo de batalha e é na cordilheira de Okinawa que os bravos soldados americanos chegam realmente ao inferno. Apos escalar. eles são recebidos e massacrados deixando uma chuva de sangue, vísceras, partes de corpo de soldados decepados.
Um general pergunta se Doss realmente sabe que encontrará o diabo do outro lado, e o herói responde que sim.  Mel Gibson concebe aqui um filme religioso que parece anti-armamentista, mas nunca recusa de seu pensamento anti-guerra, e ainda fica a grande questão sobre a espiritualidade e da missão divina de Doss.
É no fim da guerra que os EUA, o presidente Truman concedeu-lhe a Medalha de Honra por tantas vidas salvas, como medico do Exercito dos EUA, que serviu na Segunda guerra Mundial, durante a batalha de Okinawa

Nota: 7,5


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

ESTRELAS ALEM DO TEMPO

ESTRELAS ALEM DO TEMPO (Hidden Figures) 
Drama / 127 min / EUA / 2016 

Direção: Theodore Melfi 
Roteiro: Theodore Melfi; obra original de Margot Lee Shetterly 
Produção: Theodore Melfi; Pharrell Williams; Peter Chernin 
Música: Pharrell Williams; Hans Zimmer 
Fotografia: Mandy Walker 
Direção de Arte: Jeremy Woolsey 
Figurino: Renee Ehrich Kalfus 
Edição: Peter Teschner 
Elenco: Taraji P. Henson (Katherine Johnson); Octavia Spencer (Dorothy Vaughn); Janelle Monáe (Mary Jackson); Kevin Costner ( Al Harrison); Kirsten Dunst (Vivian Michael); Aldis Hodge (Levi Jackson); Jim Parsons (Paul Stafford ); Mahershala Ali (Jim Johnson). 
SINOPSE: No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas - formada exclusivamente por mulheres afro-americanas - da NASA provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história estadunidense e se tornando verdadeiras heroínas da nação 
COMENTARIO: O filme é baseado no livro “Hidden Figures”, de Margot Lee Shetterly, a segregação racial existentes na década 60-70. Dirigido e escrito pelo americano Theodore Melfi conta a história destas três mulheres negras e fortes que venceram os preconceitos e hoje na vida real são reconhecidas pelos seus trabalhos em um departamento específico de matemática dentro da poderosa Nasa. Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe) sao as três mulheres fortes que enfrentam um clima de segregação racial absurda, onde até os banheiros e refeitórios da Nasa eram divididos pela cor das pessoas. 
Os coadjuvantes Kirsten Dunst e Jim Parsons se destacam como personagens racistas e Kevin Costner também se destaca no elenco apoiando e reconhecendo a inteligência da personagem de Taraji P. Henson. Em uma parte do filme mostra, Taraji procurando um livro, sobre programação em idioma Fortran, na biblioteca para o uso da matemática profunda para o IBM com programação em idioma Fortran, livros que somente estavam disponível para brancos, porem necessário para o calculo de levar um norte americano a dar sete voltas completas pela órbita da Terra. Também, mostra a luta jurídica para conseguir frequentar uma faculdade que só entravam brancos para uma jovem afro-americana que sonhava em ser engenheira contratada da Nasa. 
O filme esta muito bem adaptado na época, mas se atrapalhando com os flash distorcidos do lançamento real com os do filme. Enfim a história é muito bem contada, mostra de maneira nada sutil o racismo existente na América. “Estrelas além do Tempo” é indicada para o Oscar de melhor filme, Octavia Spencer para melhor atriz coadjuvante melhor roteiro adaptado e lembrar que tudo isso é baseado em uma história real, só torna essas atitudes ainda mais admiráveis. Na corrida ao Oscar o longa é indicado para melhor “Filme”, melhor “Roteiro Adaptado” e Octavia Spencer para melhor “Atriz coadjuvante”, Um bom filme 

Nota: 8