CINDERELA (Cinderella)
Aventura; Romance / 105 min / EUA / 2015
Direção: Kenneth Branagh
Roteiro: Aline Brosh McKenna e Chris Weitz
Produção: David Barron e Simon Kinberg
Música: Patrick Doyle
Fotografia: Haris Zambarloukos
Desenho de Produção: Dante Ferretti
Figurino: Sandy Powell
Edição: Martin Walsh
Elenco: Lily James (Cinderela); Cate Blanchett (Madrasta má); Richard Madden (Príncipe); Stellan Skarsgård (Duque); Holliday Grainger (Anastasia); Sophie McShera (Drisella); Derek Jacobi (O Rei); Helena Bonham Carter (Fada Madrinha); Nonso Anozie (Capitão, amigo do príncipe); Ben Chaplin (Pai de Cinderela); Hayley Atwell (Mãe de Cinderela).
SINOPSE: Após a trágica e inesperada morte do seu pai, Ella (Lily James) fica à mercê da sua terrível madrasta, Lady Tremaine (Cate Blanchett), e suas filhas Anastasia e Drisella. A jovem ganha o apelido de Cinderela e é obrigada a trabalhar como empregada na sua própria casa, mas continua otimista com a vida. Passeando na floresta, ela se encanta por um corajoso estranho (Richard Madden), sem desconfiar que ele é o príncipe do castelo. Cinderela recebe um convite para o grande baile e acredita que pode voltar a encontrar sua alma gêmea, mas seus planos vão por água abaixo quando a madrasta má rasga seu vestido. Agora, será preciso uma fada madrinha (Helena Bonham Carter) para mudar o seu destino...
COMENTARIO: Ela (Lily James) esta feliz, seu pai (Ben Chaplin) voltou encontrar o amor. Felicidade para ele, e para ela com uma nova mãe (Cate Blanchet) e duas novas irmãs. Também conheceu o simpático e bem apresentado Kit (Richard Madden). Ate agora tudo igual a todos os filmes “Cinderelas” anteriores.
Mas este clássico nas mãos do diretor irlandês Kenneth Branagh seguindo o estilo das suas adaptações shakespearianas, consegue com sua equipe substituir a falta de surpresa da historia de fada, por cenários belos falsos, figurinos pomposos, uma narração ágil e intercalada por cenas de humor.
Lily James esta bem no seu papel menina, bela por fora e por dentro, inocente e quase infantil, acompanhada pela Cate Blanchett magnifica no papel de vilã clássica.
O Madden razoável no seu papel de aprendiz de príncipe, já que fisicamente esta longe de ser “O Príncipe”.
Bons efeitos visuais em especial na transformação apos da meia noite.
Enfim, com o lema: "Seja corajosa e gentil. Não importa como o mundo e as pessoas vão te tratar. Você será recompensada no final pelos seu ato de bondade ao próximo" é um bonito filme infantil que consegue prender alguns adultos.
Nota: 7,5
segunda-feira, 30 de março de 2015
quarta-feira, 25 de março de 2015
IDA
IDA (Ida)
Drama / 82 min / Polônia; Dinamarca; França; Reino Unido / 2013
Direção: Pawel Pawlikowski
Roteiro: Pawel Pawlikowski; Rebecca Lenkiewicz.
Roteiro: Pawel Pawlikowski; Rebecca Lenkiewicz.
Produção: Eric Abraham; Piotr Dzieciol ; Ewa Puszczynska
Música: Kristian Selin Eidnes Andersen
Fotografia: Ryszard Lenczewski; Lukasz Zal; Ewa Puszczynska
Música: Kristian Selin Eidnes Andersen
Fotografia: Ryszard Lenczewski; Lukasz Zal; Ewa Puszczynska
Direção de Arte:
Katarzyna Bogdanska
Desenho de Produção: Marcel
Slawinski; Katarzyna Sobanska-Strzalkowska
Figurino: Ola
Staszko; Agata Winska
Edição: Jaroslaw Kaminski
Efeitos Especiais: Slawomir Maslanka; Piotr Nowacki
Efeitos Especiais: Slawomir Maslanka; Piotr Nowacki
Elenco: Agata Kulesza (Wanda Cruz); Agata
Trzebuchowska (Anna / Ida Lebenstein); Halina Skoczynska (Madre Superiora);
Joanna Kulig (Cantora).
SINOPSE: Em Polônia
1960, a jovem noviça Anna está pronta para prestar seus votos e se tornar freira,
só que antes disso, vai visitar a única familiar restante: tia Wanda, uma juiza
bastante liberal, defensora do Partido
Comunista, que revela segredos sobre o seu passado. O nome real de Anna é Ida,
e sua família era judia, capturada e morta pelos nazistas. Após essa revelação,
vai em busca de resposta e do tumulo de seus pais, em sua cidade natal. As duas resolvem partir em uma jornada de
autoconhecimento, para descobrir o real desfecho da história da família e onde
cada uma delas pertence na sociedade.
COMENTARIO: A fotografia é excelente, os planos, o
branco e o preto do ponto de vista artístico de uma beleza magistral.
Interessante a edição do filme se resume a uma sequencia de quadros estáticos
de curta duração o que faz o filme dinâmico mesmo com roteiro simples.
“Ida”
faz parte dos filmes que o espectador sai em completo silencio. A gente se
sente como testemunha de uma historia intensa, sem grandes artifícios com o
poder maravilhar. “Ida” é uma joia imperdível do cinema contemporâneo.
Ganhador
do Oscar como melhor filme estrangeiro 2015.
Nota:8,5
sábado, 21 de março de 2015
DOIS DIAS, UMA NOITE
DOIS
DIAS, UMA NOITE (Deux
jours, une nuit)
Drama
/ 95 min / Bélgica; França; Itália / 2014
Direção: Jean-Pierre Dardenne; Luc Dardenne
Roteiro: Jean-Pierre Dardenne; Luc Dardenne
Música: Jean-Pierre Duret
Fotografia: Alain Marcoen
Roteiro: Jean-Pierre Dardenne; Luc Dardenne
Música: Jean-Pierre Duret
Fotografia: Alain Marcoen
Produção: Jean-Pierre Dardenne; Luc
Dardenne
Desenho de Produção: Igor
Gabriel
Figurino: Maïra
Ramedhan Levi
Edição: Marie-Hélène Dozo
Elenco: Marion
Cotillard (Sandra); Fabrizio Rongione (Manu); Catherine Salée (Juliette);
Baptiste Sornin (Mr. Dumont); Pili Groyne (Estelle); Simon Caudry (Maxime);
Christelle Cornil (Anne); Olivier Gourmet (Jean-Marc).
SINOPSE: Sinopse
Sandra
descobre que seus colegas de trabalho optaram por ganhar um bônus ao invés de
mantê-la na equipe. Ela tem um final de semana para convencê-los a abrirem mão
de seu bônus para que ela possa manter o seu emprego.
COMENTARIO: Os
irmãos Dardenne ( O Garoto da Bicicleta) mostram a crise
e os problemas econômicos da Europa e em especial da França.
Sandra (Marion
Cotillard,
indicada ao Oscar de melhor atriz), encarna com êxito o papel de uma mulher em
depressão e auto medicada com antidepressivos.
O
roteiro mostra os problemas e questões morais de cada um dos 16 colegas de
trabalho justificando a necessidade do bônus anual.
Marion Cotillard (Era uma vez em Nova York), maravilhosa e sensível, com roupa modesta, sem maquiagens cria um personagem bem complexo.
Marion Cotillard (Era uma vez em Nova York), maravilhosa e sensível, com roupa modesta, sem maquiagens cria um personagem bem complexo.
Um
bom trabalho também do Manu, marido da Sandra (Fabrizio Rongione), sempre
apoiando os dramas pessoais com medicamentos e incentivando a luta pelos votos.
Num
roteiro simples e despretensioso, mas aproveita mostrar a desumanização do capitalismo
no mundo do trabalho.
Um
filme que nos faz pensar e nos pode angustiar em casos similares.
Nota: 7,5
sexta-feira, 13 de março de 2015
SELMA – Uma Luta Pela Igualdade
SELMA – Uma Luta Pela Igualdade (Selma)
Drama / 128 min / Reino Unido; EUA / 2014
Direção: Ava DuVernay
Roteiro: Paul Webb
Produção: Christian Colson, Dede Gardner, Jeremy Kleiner e Oprah Winfrey.
Música: Jason Moran
Fotografia: Bradford Young
Desenho de Produção: Mark Friedberg
Figurino: Ruth Carter
Edição: Spencer Averik
Elenco: David Oyelowo (Martin Luther King Jr.); Tom Wilkinson (Presidente Lyndon Johnson); Carmen Ejogo (Coretta Scott King); Giovanni Ribisi (Lee C. White); Lorraine Toussaint (Amelia Boynton); Common (James Bevel); Alessandro Nivola (John Doar); Cuba Gooding Jr. (Fred Gray); Tim Roth (George Wallace); Oprah Winfrey (Annie Lee Cooper)
SINOPSE: Cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King, Jr (David Oyelowo), que acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana
COMENTARIO: Igual aos temas de Holocausto que aparecem periodicamente para jamais esquecer, em Selma temos também mais uma historia sobre racismo, sofrido em alguns estados americanos. Já vimos filmes anteriores premiados “12 Anos de Escravidão”, “Mordomo da Casa Branca”, ou “Django Livre” abordando o mesmo tema, DuVernay apresenta este drama com inteligência a através da sua genial fotografia e trilha sonora deste brutal filme. Mostra como uma humanidade pode ser aplastada com um tenso jogo sociopolítico de lutas internas e externas e suas conquista por meio da religião e persistência. Um bom filme, em um roteiro já tão gasto. Ganhador do Oscar da melhor canção original “Gloria”
Nota: 7,0
Drama / 128 min / Reino Unido; EUA / 2014
Direção: Ava DuVernay
Roteiro: Paul Webb
Produção: Christian Colson, Dede Gardner, Jeremy Kleiner e Oprah Winfrey.
Música: Jason Moran
Fotografia: Bradford Young
Desenho de Produção: Mark Friedberg
Figurino: Ruth Carter
Edição: Spencer Averik
Elenco: David Oyelowo (Martin Luther King Jr.); Tom Wilkinson (Presidente Lyndon Johnson); Carmen Ejogo (Coretta Scott King); Giovanni Ribisi (Lee C. White); Lorraine Toussaint (Amelia Boynton); Common (James Bevel); Alessandro Nivola (John Doar); Cuba Gooding Jr. (Fred Gray); Tim Roth (George Wallace); Oprah Winfrey (Annie Lee Cooper)
SINOPSE: Cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King, Jr (David Oyelowo), que acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana
COMENTARIO: Igual aos temas de Holocausto que aparecem periodicamente para jamais esquecer, em Selma temos também mais uma historia sobre racismo, sofrido em alguns estados americanos. Já vimos filmes anteriores premiados “12 Anos de Escravidão”, “Mordomo da Casa Branca”, ou “Django Livre” abordando o mesmo tema, DuVernay apresenta este drama com inteligência a através da sua genial fotografia e trilha sonora deste brutal filme. Mostra como uma humanidade pode ser aplastada com um tenso jogo sociopolítico de lutas internas e externas e suas conquista por meio da religião e persistência. Um bom filme, em um roteiro já tão gasto. Ganhador do Oscar da melhor canção original “Gloria”
Nota: 7,0
terça-feira, 10 de março de 2015
A TEORIA DE TUDO
A TEORIA DE TUDO (The Theory of Everything) (La teoria del todo)
Drama / 123 min / Reino Unido / 2014
Direção: James Marsh
Roteiro: Anthony McCarten baseado no livro “Travelling to infinity: My life with Stephen”, de Jane Hawking.
Produção: Tim Bevan; Eric Fellner; Anthony McCarten.
Música: Jóhann Jóhannsson
Fotografia: Benoît Delhomme
Desenho de Produção: John Paul Kelly
Figurino: Steven Noble
Edição: Jinx Godfrey.
Elenco: Eddie Redmayne (Stephen Hawking); Felicity Jones (Jane Hawking); Tom Prior (Robert Hawking); Harry Lloyd (Brian); David Thewlis (Dennis Sicama); Thomas Morrison (Carter); Emily Watson (Isobel Hawking); Simon McBurney (Frank Hawking); Charlotte Hope (Philippa Hawking); Christian McKay (Roger Penrose); Adam Godley (Senior Doctor); Enzo Cilenti (Kip Thorne); Simon Chandler (John Taylor); Charlie Cox (Jonathan Hellyer Jones); Maxine Peake (Elaine Mason).
SINOPSE: Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa, quando ele tinha apenas 21 anos.
COMENTARIO: James Marsh nos convida a conhecer melhor uma das figuras mais relevantes da historia moderna, um ícone que não teria chegado onde esta, sem o apoio de uma mulher verdadeiramente incrível.
Um biopic com muita humanidade. O filme ressalta acertadamente o campo da tragédia mas não impede incrementar um humor agradável, respeitoso e delicado bem britânico. Um belo trabalho mostrando a esperança, logo bem devagar nos mostra o drama e sem perceber muda sutilmente para a resistência e responsabilidade. Uma química feliz entre o casal. A maquiagem, o tom de voz e o trabalho corporal são perfeitos mesmo nos momentos mais sutis sem fala e quase sem expressão, dignas a premiações.
A fotografia mostrando luzes incandescentes na conversa com a imaginação do protagonista ajuda no clima do romance. A esposa encarnado a Jane Hawking nos passa com êxito o sofrimento em muitas cenas difíceis. A direção de James Marsh consegue nos 123 min não ficar um filme cansativo Um fato interessante é que Stephen Hawking emprestou sua própria cadeira para a gravação do filme e ainda visitou o set do filme, mostrando apoio e aprovação. Um filme bonito, bem escrito e com muitos detalhes.
Nota: 9,0
Drama / 123 min / Reino Unido / 2014
Direção: James Marsh
Roteiro: Anthony McCarten baseado no livro “Travelling to infinity: My life with Stephen”, de Jane Hawking.
Produção: Tim Bevan; Eric Fellner; Anthony McCarten.
Música: Jóhann Jóhannsson
Fotografia: Benoît Delhomme
Desenho de Produção: John Paul Kelly
Figurino: Steven Noble
Edição: Jinx Godfrey.
Elenco: Eddie Redmayne (Stephen Hawking); Felicity Jones (Jane Hawking); Tom Prior (Robert Hawking); Harry Lloyd (Brian); David Thewlis (Dennis Sicama); Thomas Morrison (Carter); Emily Watson (Isobel Hawking); Simon McBurney (Frank Hawking); Charlotte Hope (Philippa Hawking); Christian McKay (Roger Penrose); Adam Godley (Senior Doctor); Enzo Cilenti (Kip Thorne); Simon Chandler (John Taylor); Charlie Cox (Jonathan Hellyer Jones); Maxine Peake (Elaine Mason).
SINOPSE: Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa, quando ele tinha apenas 21 anos.
COMENTARIO: James Marsh nos convida a conhecer melhor uma das figuras mais relevantes da historia moderna, um ícone que não teria chegado onde esta, sem o apoio de uma mulher verdadeiramente incrível.
Um biopic com muita humanidade. O filme ressalta acertadamente o campo da tragédia mas não impede incrementar um humor agradável, respeitoso e delicado bem britânico. Um belo trabalho mostrando a esperança, logo bem devagar nos mostra o drama e sem perceber muda sutilmente para a resistência e responsabilidade. Uma química feliz entre o casal. A maquiagem, o tom de voz e o trabalho corporal são perfeitos mesmo nos momentos mais sutis sem fala e quase sem expressão, dignas a premiações.
A fotografia mostrando luzes incandescentes na conversa com a imaginação do protagonista ajuda no clima do romance. A esposa encarnado a Jane Hawking nos passa com êxito o sofrimento em muitas cenas difíceis. A direção de James Marsh consegue nos 123 min não ficar um filme cansativo Um fato interessante é que Stephen Hawking emprestou sua própria cadeira para a gravação do filme e ainda visitou o set do filme, mostrando apoio e aprovação. Um filme bonito, bem escrito e com muitos detalhes.
Nota: 9,0
segunda-feira, 9 de março de 2015
WHIPLASH – Em Busca da Perfeição
WHIPLASH – Em Busca da Perfeição (Whiplash)
Drama / 107 min / EUA / 2014
Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle
Produção: Jason Blum; Helen Estabrook; David Lancaster; Michel Litvak.
Música: Justin Hurwitz
Fotografia: Sharone Meir
Direção de Arte: Hunter Brown
Desenho de Produção: Melanie Jones
Figurino: Lisa Norcia
Edição: Tom Cross
Elenco: Miles Teller (Andrew Neyman); J.K. Simmons (Terence Fletcher); Paul Reiser (Jim); Melissa Benoist (Nicole); Jayson Blair (Travis); Austin Stowell (Ryan); Damon Gupton (Mr. Kramer); Kofi Siriboe (Bassist);
SINOPSE: Um jovem baterista (Miles Teller) sonha em ser o melhor de sua geração. Com o treinamento de o respeitado, temido e impiedoso mestre do jazz, Terence Fletcher (JK Simmons), o músico começa a ultrapassar todos os seus limites, inclusive tomando atitudes que jamais pensou que tomaria.
COMENTARIO: Apos apresentar perfeitamente seus dois personagens principais em apenas cinco minutos , vemos que somente se trata de batalha monstruosa por alcançar algo tão inalcançável como a Perfeição.
Mas o Mestre Terence Fletcher demostra ser uma pessoa insana, tirana, animalesca, um monstro intimidando e humilhando os alunos em proveito da virtuose.
A justificativa é só pode florescer com esforço e muitas vezes empurrões são mais necessários que tapinhas nas costas “Não é a toa que o jazz esta morrendo”.
Estes seus estados emocionais mantem o publico incerto de suas intenções.
Em certos momentos no filme Fletcher é visto tratando com amabilidade com a filha de um colega depois de arremessar uma cadeira em direção a Andrew.
As cenas musicais são excepcionais, em especial a montagem perfeita entre ator e seus dublês músicos, mas a grande força da produção se concentra na carga emocional das atuações.
A pergunta que fica é: no final, o sacrifício valeu a pena? O diretor Damien Chazelle não deixa claro se inspira seus alunos ou utiliza sua posição para liberar o seu lado negro e externar sua própria angustia. Um ótimo filme também pela qualidade estética, roteiro e direção.
Nota: 9,0
Drama / 107 min / EUA / 2014
Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle
Produção: Jason Blum; Helen Estabrook; David Lancaster; Michel Litvak.
Música: Justin Hurwitz
Fotografia: Sharone Meir
Direção de Arte: Hunter Brown
Desenho de Produção: Melanie Jones
Figurino: Lisa Norcia
Edição: Tom Cross
Elenco: Miles Teller (Andrew Neyman); J.K. Simmons (Terence Fletcher); Paul Reiser (Jim); Melissa Benoist (Nicole); Jayson Blair (Travis); Austin Stowell (Ryan); Damon Gupton (Mr. Kramer); Kofi Siriboe (Bassist);
SINOPSE: Um jovem baterista (Miles Teller) sonha em ser o melhor de sua geração. Com o treinamento de o respeitado, temido e impiedoso mestre do jazz, Terence Fletcher (JK Simmons), o músico começa a ultrapassar todos os seus limites, inclusive tomando atitudes que jamais pensou que tomaria.
COMENTARIO: Apos apresentar perfeitamente seus dois personagens principais em apenas cinco minutos , vemos que somente se trata de batalha monstruosa por alcançar algo tão inalcançável como a Perfeição.
Mas o Mestre Terence Fletcher demostra ser uma pessoa insana, tirana, animalesca, um monstro intimidando e humilhando os alunos em proveito da virtuose.
A justificativa é só pode florescer com esforço e muitas vezes empurrões são mais necessários que tapinhas nas costas “Não é a toa que o jazz esta morrendo”.
Estes seus estados emocionais mantem o publico incerto de suas intenções.
Em certos momentos no filme Fletcher é visto tratando com amabilidade com a filha de um colega depois de arremessar uma cadeira em direção a Andrew.
As cenas musicais são excepcionais, em especial a montagem perfeita entre ator e seus dublês músicos, mas a grande força da produção se concentra na carga emocional das atuações.
A pergunta que fica é: no final, o sacrifício valeu a pena? O diretor Damien Chazelle não deixa claro se inspira seus alunos ou utiliza sua posição para liberar o seu lado negro e externar sua própria angustia. Um ótimo filme também pela qualidade estética, roteiro e direção.
Nota: 9,0
BOYHOOD - Da Infância à Juventude
BOYHOOD -
Da Infância à Juventude (Boyhood); B.. (Momentos de una vida).
Drama / 165 min /
EUA / 2014
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater
Produção: Richard Linklater; Cathleen Sutherland.
Fotografia: Lee Daniels; Shane Kelly
Fotografia: Lee Daniels; Shane Kelly
Desenho de Produção: Rodney Becker
Figurino: Kari Perkins.
Edição: Sandra Adair
Elenco: Patricia Arquette (Olivia), Ellar Coltrane (Mason), Lorelei Linklater (Samantha), Ethan Hawke (padre).
Elenco: Patricia Arquette (Olivia), Ellar Coltrane (Mason), Lorelei Linklater (Samantha), Ethan Hawke (padre).
SINOPSE:
O filme conta a história de um casal de pais
divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason
(Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de
doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme
ele vai amadurecendo
COMENTARIO: Uma experiência
interessante e corajosa devido a seu planejamento e duração da filmagem.
Conta
com boas atuações e uma montagem muito natural na passagem do tempo.
O
filme foi rodado durante doce anos
mantendo os personagens de uma família
sem necessidade de mudar de atores. Esta proposta tem seu mérito. Os momentos dramáticos
e as brigas entre personagens são muito bem logradas.
Um
ponto positivo do filme e a montagem de Richard Linklater, que não faz referencia do tempo, deixado ao espectador perceber por sim só a
mudança a idade dos atores sem se
perder.
Esta
odisseia cinematográfica e um filme de produção de alta qualidade e muito
recomendável para qualquer amante da Sétima Arte mesmo com alguns defeitos
óbvios.
Um
bom filme
Nota: 7,5
domingo, 8 de março de 2015
RELATOS SELVAGENS
Comedia negra / 122 min / Argentina; España / 2014
Direção: Damián Szifron
Roteiro: Damián Szifron
Produção: Hugo Sigman, Pedro e Agustín Almodóvar, Matias Mosteirin, EstherGarcía.
Música: Gustavo Santaolalla
Fotografia: Javier Juliá
Desenho de Produção: Clara Notari.
Figurino: Ruth Fischerman
Edição: Damián Szifron e Pablo Barbieri.
Elenco: Ricardo Darín (Simón Fisher –em “Bombita”), Óscar Martínez (Mauricio el “La Propuesta”), Darío Grandinetti (Salgado em “Pasternak”), Rita Cortese (cocinera em “Las ratas”), Julieta Zylberberg (moza em “Las ratas”), Érica Rivas (Romina em “Hasta que la muerte nos separe”), Leonardo Sbaraglia (Diego Iturralde em “El mas fuerte”), Cesar Bordon (Cuenca em “Las ratas");
![]() |
Las Ratas |
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El mas fuerte |
![]() |
Hasta que la muerte nos separe |
É uma seleção de breves historias em formas de comédia de humor negro e o grande mérito é conseguir mostrar as neuroses do dia a dia nas quais uma sociedade pode passar acompanhado num estado de stress e morrendo de vontade de liberar as frustrações em cima do primeiro que passar na frente. O diretor testa, o tempo todo, os limites cômicos do sadismo e nossos mais ocultos desejos. Um ótimo filme
Nota: 8,5
sexta-feira, 6 de março de 2015
PARA SEMPRE ALICE
PARA
SEMPRE ALICE (Still Alice) (Siempre Alice)
Drama / 101 min / EUA
/ 2014
Direção: Richard Glatzer / Wash
Westmoreland
Roteiro: Richard Glatzer e Wash Westmoreland; baseado na obra de Lisa Genova
Música: Ilan Eshkeri
Fotografia: Denis Lenoir.
Produção: James Brown, Pamela Koffler, Lex Lutzus
SINOPSE: Alice Howland é uma renomada professora de linguística que começa esquecer algumas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan. Ela é diagnosticada com Alzheimer. A doença coloca em prova suas relações familiares que passam a ser testada.
COMENTÁRIO: Uma historia forte, convincente e comovente envolvendo problemas existenciais de uma impactante mulher criada pela dupla de diretores e roteiristas Richard Glatzer e Wash Westmoreland.
Roteiro: Richard Glatzer e Wash Westmoreland; baseado na obra de Lisa Genova
Música: Ilan Eshkeri
Fotografia: Denis Lenoir.
Produção: James Brown, Pamela Koffler, Lex Lutzus
Desenho de Produção: Tommaso Ortino
Figurino: Stacey Battat
Edição: Nicolas Chaudeurge
Elenco:
Julianne Moore (Dr. Alice Howland);
Kristen Stewart (Lydia Howland); Alec Baldwin (Dr. John
Howland); Kate Bosworth (Anna Howland-Jones); Shane
McRae (Charlie Howland-Jones); Hunter Parrish (Tom
Howland); Seth Gilliam (Frederic Johnson); Victoria Cartagena (Prof.
Hooper).SINOPSE: Alice Howland é uma renomada professora de linguística que começa esquecer algumas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan. Ela é diagnosticada com Alzheimer. A doença coloca em prova suas relações familiares que passam a ser testada.
COMENTÁRIO: Uma historia forte, convincente e comovente envolvendo problemas existenciais de uma impactante mulher criada pela dupla de diretores e roteiristas Richard Glatzer e Wash Westmoreland.
O papel principal foi oferecido para Michele Pfeiffer, Julia
Roberts, Diane Lane e Nicole Kitman, mas todas recusaram o papel e felizmente a Julianne
Moore aceitou e recebeu merecidamente a estatueta do Oscar de melhor atriz.
O filme é uma lição de vida com um roteio otimamente adaptado observando cuidadosamente cada detalhe de evolução desta doença prematura. Não podemos esquecer a boa atuação de Alec Balwin como marido e da Kristen Steward como filha.
O filme é uma lição de vida com um roteio otimamente adaptado observando cuidadosamente cada detalhe de evolução desta doença prematura. Não podemos esquecer a boa atuação de Alec Balwin como marido e da Kristen Steward como filha.
O filme é dinâmico e interessante assistir como Alice aprende a
lidar com a nova condição.Ha cenas cruéis como não conseguir lembrar onde fica o banheiro da própria casa. Mas o ponto alto é o recado que Alice faz num discurso quase cientifico falando sobre a doença num congresso, explicando o que a pessoa enfrenta ao ter esta doença.
Um bom trabalho de edição, muito preciso e detalhista na mudança rápida e marcante de Julianne Moore.
Um bom trabalho de edição, muito preciso e detalhista na mudança rápida e marcante de Julianne Moore.
Enfim, um tema muito delicado e importante, já mostrado em “Amor” de
Michel Haneke (Oscar 2012) e aqui nos fala sobre o preparo e a fragilidade e é
uma produção que nos faz pensar.
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