OS MERCENÁRIOS 2 (The Expendables 2,) Ação / 102 min. / EUA / 2012 Direção: Simon West Roteiro: David Agosto, Ken Kaufman Baseado no livro de David Agosto. Produção: Basil Iwanyk, Avi Lerner, Kevin King Templeton, John Thompson; Led Weldon e Danny Lerner. Musica: Brian Tyler Fotografia: Shelly Johnson Desenho de Produção: Paul Cross Figurino: Lizz Wolf Edição: Ken Blackwell + Todd E. Miller Elenco: Sylvester Stallone (Barney Ross); Jason Statham (Lee Christmas); Jet Li (Yin Yang); Dolph Lundgren (Gunnar Jensen); Chuck Norris (Booker); Jean-Claude Van Damme (Jean Vilain); Bruce Willis (Mr. Church); Arnold Schwarzenegger (Trench); Terry Crews (Hale Caesar);
Randy Couture (Toll Road); Steve Austin (Paine); Liam Hemsworth (Bill “O Garoto); Scott Adkins (Hector); Eric Roberts (James Munroe); Gisele Itié (Sandra Garza); David Zayas (General Garza); Gary Daniels (The Brit); Charisma Carpenter (Lacy); Amin Joseph (Pirate Leader); Senyo Amoaku (Tall Pirate); Lauren Jones (Cheyenne). SINOPSE: “Os Mercenários 2” acompanha os heróis em uma batalha pessoal.
Barney Ross (Sylvester Stallone), Lee Christmas (Jason Statham), Yin Yang (Jet Li), Gunnar Jensen (Dolph Lundgren), Toll Road (Randy Couture) e Hale Caesar (Terry Crews), com os novos membros Billy the Kid (Liam Hemsworth) e Maggie (Yu Nan) a bordo, são reunidos quando o Sr. Church (Bruce Willis) convocados para buscarem vingança em um território hostil, onde as probabilidades estão contra eles. A equipe forma uma faixa de destruição através de forças opostas, causando estragos e acabando com uma ameaça inesperada em cima da hora.
COMENTÁRIO: Não espere um filme inteligente e coerente. Trata-se de um filme completamente descerebrado, mas embora isso possa parecer um ponto negativo, o longa sabe explorar esta característica a seu favor, intercalando cenas de ação cheias de explosões e piadas com a idade já avançada de seus protagonistas uma atrás da outra. Alem da idade, o ex-astro belga Jean-Claude Van Damme, que mantém a agilidade e os músculos de Bruxelas, apresenta um rosto todo desfigurado. Stallone decidiu se dedicar mais a estar em frente às câmeras do que atrás delas e convidou o diretor Simon West. É inevitável a comparação com o primeiro filme da franquia. O "Os Mercenários 2" é melhor e as piadas são mais engraçadas do que o filme anterior. Enfim, uma parodia dos filmes de ação que eles mesmos interpretaram. Nota 6
HELENO Biografia, Drama / 116 min. / Brasil 2010 Direção: José Henrique Fonseca Roteiro: José Henrique Fonseca, Felipe Bragança, Fernando Castets Produção: José Henrique Fonseca, Eduardo Pop, Rodrigo Teixeira, Rodrigo Santoro Musica: Berna Ceppas Fotografia: Walter Carvalho Direção de Arte: Marlise Storchi Figurino: Rita Murtinho Edição: Sergio Mekler Elenco: Rodrigo Santoro (Heleno de Freitas), Alinne Moraes (Silvia), Othon Bastos (presidente de Botafogo), Herson Capri (Medico da Clinica), Angie Cepeda (Diamantina), Erom Cordeiro (Alberto), Orã Figueiredo (Bezerra), Henrique Juliano, Duda Ribeiro (Cezar). SINOPSE: Heleno de Freitas é a figura do Rio de Janeiro de 1940, quando a cidade era cheia de glamour, sonho e promessas. Primeiro galã do futebol, Heleno defendia o Botafogo e tinha tudo para ser o maior jogador do Brasil. No entanto, a guerra mundial da época e a libertinagem que guiava sua vida mudaram seu brilhante destino, abandonado em um sanatório e vítima da sífilis aos 39 anos de idade. COMENTÁRIO: O filme, baseado no livro “Nunca Houve um Homem como Heleno” de Marcos Eduardo Neves. Em Heleno, o diretor José Henrique Fonseca, filho do escritor Rubem Fonseca, criou uma cinebiografia de um personagem controverso e polêmico mas sem desconstruir sua personalidade absolutamente complexa. Fácil lembrar Lenny de Bob Fosse em1974 sobre o comediante Lenny Bruce e Touro Indomável de Martin Scorsese em 1980 sobre Jake La Motta um dos grandes boxeadores da história americana.
O filme de Fonseca é cheio de idas e vindas no tempo, começando por mostrar primeiramente o período de doença e decadência no sanatório, onde o mesmo relembrava-se dos seus feitos, gols, glórias e mulheres.
A cinematografia de Walter Carvalho passeia entre o alto contraste dos momentos de glória e o cinza sujo e entristecido da época presente do filme. Uma ótima fotografia todo em preto e branco com imagens surpreendentes. Magnífico trabalho do Rodrigo Santoro e do Fonseca que consegue retratar a transformação de Santoro – de um “garanhão” saudável para uma figura magra e doentia. Com uma montagem não cronológica consegue intercalar os ambientes abertos, gigantescos, bonitos, elegantes e transformá-los em ambientes fechados, claustrofóbicos e repulsivos. Nota 8
Heleno de Freitas nasceu em São João Nepomuceno,12 de fevereirode1920
e faleceu emBarbacena,8 de
novembrode1959.
Foi umfutebolistabrasileiro, considerado o primeiro "craque problema" dofutebol brasileiro.
Advogado, boêmio, catimbeiro, boa vida, irritadiço, galã, Heleno
era homem de boa aparência, mas quase intratável. Depois de onze anos jogando
futebol, entrou para a história como um dos maiores craques do futebol
sul-americano
Heleno estudou no Colégio São Bento e depois obteve o
bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Rio de
Janeiro (atual Faculdade Nacional de Direito da UFRJ). Era
considerado membro da alta sociedade, com amigos empresários, juristas e
diplomatas. Seu pai era dono de um cafezal e ainda cuidava de
negócios de papel e chapéus.
Sua vida foi marcada por vícios em drogas
como lança-perfume e éter. Isto o fez tentar se auto-eletrocutar
num treino do Botafogo. Boêmio, era frequentador de diversas boates do Rio de
Janeiro.
Teve um filho apenas, Luiz Eduardo, com sua esposa Silvia. Porém,
ela fugiu para Petrópolis por conta do temperamento de Heleno de
Freitas em 1952. Luiz Eduardo — por ter perdido contato desde a mudança —
só teve notícias sobre o pai com 10 anos de idade, justamente sobre seu
falecimento.
Heleno teve complicações com sífilis, que o deixou louco.
Segundo o ex-goleiro Danton, Heleno, já internado em um sanatório, assistia
acompanhado de um médico os jogos do Olympic de Barbacena, e dentre seus
delírios megalomaníacos Danton o ouviu contar que teve casos amorosos com
várias mulheres bonitas, incluindo um caso nunca comprovado com Eva Perón no período em que ele esteve na Argentina. Veio
a falecer no ano de 1959, em um sanatório de Barbacena, onde se internou seis
anos antes, em 1953, com apoio da família.
Sua vida é retratada no filme Heleno estrelado
por Rodrigo Santoro que fez o papel do título e Alinne Moraes,
que fez sua esposa Silvia.
Como jogador foi dono de um gênio
intempestivo, que muitas vezes o fazia ser expulso de campo e lhe trazia muitos
inimigos, Heleno de Freitas, apelidado de "Gilda" por seus amigos do
Clube dos Cafajestes e pela torcida doFluminense, por seu temperamento e por este ser o nome de uma
personagem da atrizestadunidenseRita
Hayworthem filme de mesmo nome, foi o símbolo de umBotafogoguerreiro, que nunca se dava por vencido.
Descoberto porNeném Pranchano time do Botafogo de praia, Heleno chegou ao time
principal em1937, com a responsabilidade de substituir o ídoloCarvalho Leite(goleador do tetracampeonatoestadual, de1932a35) e não decepcionou a torcida, com grande habilidade e
excelente cabeceio.
Dono de uma postura elegante dentro e fora de campo, o jogador de
cerca de 1,82 metros de altura foi o maior ídolo alvinegro antes deGarrincha, mesmo
sem nunca ter sido campeão pelo clube. Marcou sua passagem pelo Botafogo com
209 gols em 235 partidas, tornando-se o quarto maior artilheiro da história do
clube. Deixou General Severianoem 1948,
quando foi vendido aoBoca
Juniors, daArgentina, na maior transação dofutebol
brasileiroaté então.
Ainda atuou peloVasco da Gama, onde conquistou seu único título por um clube, o decampeão carioca de 1949 com o memorávelExpresso
da Vitória, pelo Atlético Junior de Barranquilla (da
Liga Pirata daColômbia), pelo Santose peloAmérica,
onde encerrou a carreira, porém tendo jogado apenas uma partida pelo clube de
Campos Sales, sua única no estádio do Maracanã, sendo expulso aos 35 minutos do
primeiro tempo, após acertar um carrinho violento em um zagueiro adversário.
Ainda tentou, depois, voltar aos campos peloFlamengopor indicação deKanela,
mas se desentendeu com os jogadores do rubro-negro num jogo-teste e não foi
aceito.
Fez 18 partidas pelaSeleção Brasileira de
Futebolmarcando 15 gols, tendo sido artilheiro doCampeonato Sul-Americano de
Futebol de 1945- atualCopa
América- com 6 gols.
Elenco: Meryl Streep (Kay
Soames); Tommy Lee Jones (Arnold Soames); Steve Carell (Dr. Bernie Feld); Susan
Misner (Dana Feld); Brett Rice (Vince); Elisabeth Shue (Mimi Rogers); Marin
Ireland (Molly); Ben Rappaport (Hank); Jamie Christopher White (Maine
Fisherman).
SINOPSE:Kay (Meryl Streep) e Arnold
Soames (Tommy Lee Jones) estão casados há 30 anos. O relacionamento entre eles
caiu na rotina e há tempos não tem algum tipo de romantismo. Querendo mudar a
situação, Kay agenda para ambos um fim de semana de aconselhamento com o dr.
Feld (Steve Carell), que passa a lhes dar conselhos sobre como reavivar a chama
da paixão.
COMENTÁRIO: Dirigido por David
Frankel (O Diabo Veste Prada) que consegue um entrosamento e uma
química entre dois atores que são os que sustentam esta história.
O
roteiro de “Um Divã para Dois” é muito intimo e mostra um matrimonio estagnado
em 31 anos de monotonia e este script foi ajustado para dois atores da grandeza
de Meryl Streep e Tommy Lee Jones. É claro que Meryl Streep faz valer a pena
qualquer filme em que apareça e Tommy Lee Jones está sensacional, ambos são
naturais e não carregam exageros caricatos para as cenas, que ao tratar de
sexo, poderiam ter ficado com cenas forçadas em diversos momentos. Uma boa
surpresa foi Steve Carell no papel nada engraçado e bastante comprometido do
terapeuta para casais receitado “exercícios sexuais” a fim de restabelecerem
novamente sua intimidade.
O
ponto alto do filme está nos diálogos e nas cenas muito bem rodadas de terapia
e num equilíbrio na narrativa entre drama e humor, conseguindo agradar ao
grande público.
A
edição, a direção de arte e a fotografia só auxiliam para deixar tudo isso
ainda mais agradável e divertido.
Drama; Romance / 115min / Reino Unido, Áustria, Brasil, França / 2012
Direção:Fernando Meirelles
Roteiro: Peter Morgan baseado na novela “La ronda”, de Arthur Schnitzler.
Produção:
Andy Stebbing, Peter Morgan, Fernando
Meirelles, Michael Winterbotton, Andrew Eaton, Chris Hanley, Danny Krausz,
David Linde, Emanuel Michael, Andy Stebbing Fotografia: Adriano Goldman
Edição:Daniel Rezende
Elenco: Anthony Hopkins (Homem velho), Jude Law
(Michael Daly), Rachel Weisz (Rose Daly); Bem Foster (Tyler); Jamel Debbouze
(Argelino); Moritz Bleibtreu (Comerciante Alemão), Maria Flor (Laura); Juliano
Cazarré (Rui); Marianne Jean-Baptiste (Fran); Mark Ivanir (Chefe).
SINOPSE: Inspirado em "La Ronde”, clássica peça de Arthur Schnitzler, 360º
é um conjunto de histórias dinâmicas e modernas, passadas em diversas partes do
mundo. Dirigido por Fernando Meirelles, o filme começa em Veneza e passa por
Paris, Londres, Rio de Janeiro, Bratislava, Denver e Phoenix. O elenco conta
com as presenças de Rachel Weisz, Anthony Hopkins, Maria Flor, Jude Law e Ben
Foster.
COMENTARIO: 360º “um circulo completo”, é uma compilação de fragmentos isolados
de vida, sem identificação e ligação entre os personagens. A ideia da trama é
mostrar como qualquer decisão banal pode mudar o futuro. O
roteiro de Peter Morgan, que já foi indicado ao Oscar por A Rainha (2006) e Frost/Nixon (2008), é muito
desafinado, contendo diversos episódios irregulares do começo ao fim. Traição,
amor, esperança, protagonistas infelizes e inseguros tentando melhorar ou mudar
de vida. Uma história em que o acaso rege o destino de seus personagens
mostrando a notável habilidade de Meirelles como diretor, conseguindo manter a
atenção do espectador com um roteiro algo confuso e com poucas expectativas.
Ótimos atores facilitaram o trabalho do diretor e a produção conseguiu mostrar
belas paisagens em diferentes países e em diferentes línguas.
SINOPSE:Roberto é um jovem e ambicioso advogado
que está prestes a se casar com Sara. Toda a sua vida é perfeitamente
planejada. Durante uma desapropriação da qual é o encarregado, ele encontra
Micol, uma bela e provocante mulher de uma pequena vila na Toscana. É aí que as
coisas começam a se complicar... Fabio,
um famoso apresentador de televisão, tem sido o marido perfeito durante
vinte e cinco anos. Certa noite, numa festa, ele encontra Eliana, uma “femme
fatale” cheia de surpresas. Esta única noite juntos torna-se complicada quando
ela se recusa a ir embora... Adrian
é um americano professor de História da Arte que se mudou para Roma após o
divórcio. Ele é amigo de Augusto, o porteiro do prédio onde mora, cuja
exuberante filha Viola está prestes a quebrar sua existência pacífica e
reacender seu fogo...
COMENTARIO: Terceiro filme da
franquia italiana iniciada com Manual do Amor (2005) e Manual do Amor 2 (2007),
As Idades do Amor estreou no início de 2011 no país de origem.
Escrito
e dirigido pelo mesmo cineasta, Giovanni Veronesi retorna apresentando um longa
dividido em contos. Dessa vez, um taxista (autodenominado cupido) interpretado
pelo jovem Vittorio Emanuele Propizio, conta a história de três personagens de
idades diferentes e momentos distintos da vida amorosa.
Na
primeira história, Roberto (Riccardo Scamarcio) conta com belíssimos paisagens
e a beleza da atriz Laura Chiatti e a segunda historia com o protagonista Carlo
Verdone, são os episódios
mais
fracos. A ultima parte com o impecável protagonista De Niro contracenando com a
maravilhosa Monica Bellucci é o melhor dos episódios.
Produção: Breno Silveira, Lula Buarque de
Hollanda Musica: Roberto
Carlos / Berna Ceppas Fotografia:Lula
Carvalho
Direção de Arte: Claudio Amaral Peixoto
Figurino: Angèle
Fróes
Edição: Vicente Kubrusky
Elenco: Dira Paes (Rosa); João Miguel (João); Ângelo
Antônio (Afonso); Vinícius Nascimento
(Duda); Ludmila Rosa (Helena), Denise Weinberg (Mãe de João).
SINOPSE:A
história de João (João Miguel), um homem que encontra na estrada uma saída para
esquecer os dramas de seu passado. Por acaso ou sorte, seu caminho se cruza com
o de um menino (Vinicius Nascimento) em busca do pai que nunca conheceu. A
partir desse encontro, nasce uma bela relação que movimentará o delicado
equilíbrio construído por João para enfrentar seus fantasmas.
COMENTARIO:Conhecendo
o grande ator João Miguel que admirei no filme “Estomago” e com um roteiro
interessante, fiz questão de assistir este filme de Breno Silveira (2 Filhos de
Francisco).
O roteiro faz lembrar as vezes a "Central do Brasil"
(1998) de Walter Salles , "Viajo Porque Preciso, Volto Porque te
Amo" (2009), e "Paris, Texas", mas este tem uma identidade
própria.
Embora
possamos classificá-lo como um melodrama, há alguns momentos com toques cômicos,
como frases nos para-choques de caminhões.
Apesar
de ser um filme de pouco dialogo, este também é um filme de pouco silêncio.
Todas as cenas de grande intensidade dramática são acompanhadas por músicas que
trazem uma carga emocional extra.
O
roteiro é inspirado em canções de Roberto
Carlos, que estão na trilha como também interpretações de Márcio Greyk e
Antônio Marcos.
Com uma boa direção de atores e com diversos flashbacks
e a desfragmentação do passado de João e do ator estreante Vinícius Nascimento, faz o espectador
aproximar-se lentamente a historia dos protagonistas. Uma produção
relativamente barata, onde o texto das musicas de Roberto Carlos consegue transmitir
o pensamento e o drama de cada um dos personagens. A química entre João Miguel
e o garoto Vinicius e incrível.