Contador de visitas

contador gratuito de visitas

terça-feira, 9 de julho de 2013

TRUQUE DE MESTRE

TRUQUE DE MESTRE (Now You See Me)
Suspense / 115 min / EUA / 2013

Direção: Louis Leterrier
Roteiro: Ed Solomon, Boaz Yakin, Edward Ricourt
Produção: Bobby Cohen, Alex Kurtzman, Roberto Orci
Música:
Tom Rowlands y Ed Simons
Fotografia:
Larry Fong
Desenho de Produção: Peter Wenham
Edição: Robert Leighton, Vincent Tabaillon
Elenco: Jesse Eisenberg (J. Daniel Atlas); Mark Ruffalo (Dylan Rhodes); Woody Harrelson (Merritt McKinney); Isla Fisher (Henley); Dave Franco (Jack Wilder); Mélanie Laurent (Alma Dray); Morgan Freeman (Thaddeus Bradley); Michael Caine (Arthur Tressler); Michael Kelly (Agente Fuller); Common (Evans); David Warshofsky Cowan); José Garcia (Etienne Forcier).

SINOPSE: Michael Atlas (Jesse Eisenberg) é o carismático líder do grupo de ilusionistas chamado “Os Quatro Cavaleiros ”. O que poucos sabem é que, enquanto encanta o público com suas mágicas sob o palco, o grupo também rouba um banco em Paris e entrega o dinheiro para o público, em Las Vegas ainda distribui a quantia roubada nas contas dos próprios espectadores. Estes crimes fazem com que o agente do FBI Dylan Hobbs (Mark Ruffalo) esteja determinado a capturá-los a qualquer custo, ainda mais após o grupo anunciar que em breve fará seu assalto mais audacioso. Para isto ele conta com a ajuda de Alma Vargas (Melanie Laurent), uma detetive da Interpol, e também de Thaddeus Bradley (Morgan Freeman), um veterano desmistificador de mágicos que insiste que os assaltos são realizados a partir de disfarces e jogos envolvendo vídeos. Ainda temos o milionário patrocinador (Michael Caine) do grupo.

COMENTARIO: O grande mérito deste filme é ser só um simples entretenimento. Possui atores carismáticos em papéis simples e uma narrativa repleta de mistério. Temos Daniel Atlas (Jesse Eisenberg) como mágico, Henley (Isla Fisher) sua ex-assistente, Jack (Dave Franco) um golpista que usa de técnicas de ilusionismo para bater carteiras pelas ruas, Merritt (Woody Harrelson) como mentalista especializado em hipnose, alem dos golpistas, os perseguidores, as "vítimas" e o espectador.

Now You See Me (título original cuja tradução literal é "agora você me vê") foi escrito à seis mãos por Ed Solomon (Homens de Preto), Boaz Yakin (Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo) e Edward Ricourt (estreante).
Passando por diversas cidades como LA, Nova Orleans e Nova York, o quarteto consegue carregar bem o filme na dinâmica de gato e rato entre eles e os agentes.
Enfim, “Truque de Mestre”,  com um roteiro interessante engana parecendo uma mágica e revelando no fim como uma simples ilusão, é apenas bom com um elenco sempre competente como Morgan Freeman e Michael Caine com uma atuação razoável.

Nota: 7,5

quarta-feira, 3 de julho de 2013

AMANTES PASSAGEIROS - OS

OS AMANTES PASSAGEIROS (Los Amantes Pasajeros)
Comedia / 91 min. / Espanha / 2013.

Direção: Pedro Almodovar
Roteiro: Pedro Almodovar
Produção: Agustin Almodovar + Ester Garcia
Musica: Alberto Iglesias
Fotografia: Jose Luis Alcaine
Direção de Arte: Antxon Gomez
Figurino: Tatiana Hernandez, David Delfin
Edição: José Salcedo
Elenco: Javier Cámara (Joserra); Carlos Areses (Fajas); Raúl Arevalo (Ulloa); Lola Dueñas (Bruna);
cecilia Roth (Norma); Hugo Silva (Benito Moron); Antonio de la Torre (Alex Acero); Miguel Ángel Silvestre (Jeune Narié); Paz Veja (Alba); Antonio Banderas (León); Penelope Cruz (Jessica); Carmen Machi (La Consierge d`Alba).

SINOPSE: Um avião da companhia aérea Península enfrenta problemas durante um voo para o México, já que um dos trens de pouso não esta mais funcionando. Com isso o comandante da aeronave (Antonio de la Torre) é obrigado a voar em círculos  à espera de algum aeroporto que tenha condições para que possam fazer um pouso de emergência em solo espanhol. 

Durante este período todos os passageiros e as aeromoças da classe econômico são dopados, para evitar que haja pânico generalizado. Os únicos acordados são os comissários de bordo e os passageiros da classe executiva, que, percebendo que correm sério risco de morrerem  decidem abrir o jogo sobre segredos de suas vidas pessoais.


COMENTARIO: Em entrevista ao jornal inglês “The Observer”, Pedro Almodóvar declarou: “Metáfora de uma Espanha que não sabe para onde vai, não sabe onde aterrissar, que estará no comando ou quais serão os perigos” ao produzir o filme no qual o avião entra em pane em pleno voo.
Sem ser explicito, o diretor fez uma divertida pornô-comedia, incluindo como sempre seus atores preferidos, como Antônio Bandeiras e Penélope Cruz, mesmo com papeis de coadjuvantes.
Um destaque, para o trio de protagonistas, Carlos Areces, Raul Arevalo e Javier Camara que encarnam brilhantemente seus papeis principais de tripulantes gays.
Um filme com algumas cenas ate bem divertidas e bem diferente aos últimos feitos por Pedro Almodovar.

Nota: 6,5

domingo, 23 de junho de 2013

INFÂNCIA CLANDESTINA - DVD

INFÂNCIA CLANDESTINA (Infancia clandestina)
Drama / 112 min / Argentina; Espanha; Brasil / 2011

Direção: Benjamín Ávila
Roteiro: Benjamín Ávila; Marcelo Muller
Produção: Luis Puenzo
Trilha Sonora: Pedro Onetto e Marta Rocca
Fotografia:
Ivan Gierasinchuk
Direção de Arte: Yamila Fontán
Figurino: Ludmila Fincic
Edição: Gustavo Giani
Elenco: Natalia Oreiro (Cristina alias Charo); Ernesto Alterio (Tio Beto); César Troncoso (Horacio alias Daniel); Cristina Banegas (Avó Amalia); Teo Gutiérrez Romero (Juan alias Ernesto Estrada); Mayana Neiva (Carmen); Douglas Simon (Gregorio); Violeta Palukas (María).

SINOPSE:
Argentina, 1979. O menino Juan (Teo Gutiérrez Romero), de 12 anos, vive na clandestinidade da mesma maneira que seus pais e seu tio Beto (Ernesto Alterio) integrantes da organização Montoneros, que lutam contra a ditadura e levam uma vida clandestina. Na escola, ele tenta seguir uma rotina normal sob outra identidade, conhecido como Ernesto e precisa manter as aparências pelo bem da família. Tudo corre bem, ate ele se apaixonar por  Maria (Violeta Palukas) uma colega de escola. Ele passa por cima das rígidas regras familiares para ficar mais tempo com ela de quem sabe apenas o nome.

COMENTARIO: Escolhido da Argentina para concorrer ao Oscar 2013, “Infância Clandestina” (2011) Benjamín Ávila homenageia às pessoas que lutaram contra a ditadura no país.
O filme foi feito com pontos de vista infantil e nesta perspectiva a criança, tem apenas um recorte da realidade e o diretor omite os enfrentamentos e tiroteios entre os adultos e as inevitáveis mortes mostradas e criadas em forma de animação.



O filme peca em algumas cenas cumpridas demais sem necessidades.
Um filme que reflete totalmente à realidade e nos conhecemos pessoalmente um caso idêntico ao desenlace do filme onde os avos tomaram conta dos filhos órfãos.
Um bom filme.


Nota: 7

terça-feira, 18 de junho de 2013

FILHO DO OUTRO - O - DVD

O  FILHO  DO  OUTRO (Le fils de l'autre)
Drama / 105 min / França / 2012

Direção: Lorraine Levy
Roteiro: Lorraine Levy, Nathalie Saugeon, Noam Fitoussi ,Isabelle Delacroix, Keren Sternfeld
Produção: Raphael Berdugo, Virginie Lacombe
Musica:
Dhafer Youssef
Fotografia: Emmanuel Soyer
Desenho de Produção: Miguel Markin
Figurino: Rona Doron, Valerie Adda
Edição: Sylvie Gadmer
Elenco: Emmanuelle Devos (Orith Silberg); Pascal Elbé (Alon Silberg); Jules Sitruk (Joseph Silberg); Mehdi Dehbi (Yacine Al Bezaaz); Areen Omari (Leila Al Bezaaz); Khalifa Natour (Said Al Bezaaz); Mahmud Shalaby (Bilal Al Bezaaz);diana Zriek (Amina).
SINOPSE: Prestes a integrar o exército israelense para cumprir seu serviço militar, Joseph descobre que foi trocado ao nascer com Yacine, filho de uma família palestina da Cisjordânia. A vida das duas famílias se transforma radicalmente com esta descoberta, forçando cada um a reconsiderar seus valores e sua identidade.
COMENTARIO: A diretora francesa Lorraine Levy não quis se aprofundar na área política, preferindo mostrar o lado das relações pessoais.
O filme retrata um delicado tema sobre a guerra religiosa entre judeus e palestinos.
A diretora aborda o drama das mães e a amizade que cresce entre os dois irmãos, mesmo com todas as diferenças políticas, religiosas e morais.
Nesta estranha situação criada nas duas famílias, são as mulheres as que primeiro se entendem e utilizam o afeto para sobrepor todos os preconceitos. Antes de se posicionar como uma judia e outra palestina, elas são mães.
O filme tem méritos, muito bem filmado com uma fotografia discreta, mas o  ponto alto é o elenco, com destaque para Emmanuelle Devos, que realmente da credibilidade ao papel de uma das mães envolvidas.
Enfim, um ótimo filme:

Nota: 9 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

DEBATE COM CINEASTAS BRASILEIROS

Neste domingo 16 de junho 2013, ultimo dia da Feira do Livro, tivemos a apresentação para debate sobre o documentário “O dia que durou 21 anos” de Camilo Tavares ,

o filme “O Som ao Redor” de Kleber Mendonça Filho

 com a mediadora jornalista e professora universitária Carmen Cagno. 

Tivemos uma curta apresentação do Rubens Edwald Filho, que veio de São Paulo a Ribeirão sem saber a pauta do evento e retirou se após alguns minutos.


 Sobre o Documentário, Camilo Tavares comentou da preocupação de fazer um roteiro neutro , sem influenciar o espectador, 

mas o que valorizou foram as imagens e gravações resgatados pelo pai dele, jornalista naquela época, dos diálogos entre John F. Kennedy e o Embaixador Americano no Brasil 

sobre os temores e suspeitas do perigo eminente do então presidente João Goulart, em permitir a entrada do comunismo na America do Sul, após a entrada do mesmo em Cuba.



 O Kleber Mendonça Filho, comentou que sempre teve a ideia de produzir um filme, visando o dia a dia da classe media pernambucana de Recife, sua terra natal.

 Uma sociedade convivendo com o medo da violência e suportando os múltiplos sons: ruídos externos da rua, animais, vizinhos e eletrodomésticos. 

Salientou que o custo de produção dos filmes é elevado, mas contornáveis e ajudados com os diversos incentivos. Mas o maior vilão está após terminar o filme e é o custo da distribuição do mesmo e os requisitos a cumprir para as diversas redes de cinemas. Sobre a técnica de filmagem captando apenas os ruídos e sons do ambiente com apenas um suave e tímida musica, perguntei se teve alguma influencia a técnica do DOGMA 95 utilizada numa época no cinema europeu. Respondeu que caso tiver alguma semelhança, seria pura coincidência, porque os sons e ruídos foram produzidos com muito trabalho e introduzidos artificialmente. Enfim, com muita agilidade e dinâmica, Carmen Cagno conseguiu com sucesso, mediar os dois cineastas com o público de Ribeirão Preto.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

ANTES DA MEIA NOITE

ANTES DA MEIA NOITE (Before Midnigth) 
Drama / 109 min / EUA / 2013 

Direção: Richard Linklater 
Roteiro: Ethan Hawke, Julie Delpy, Richard Linklater 
Produção: Christos V. Konstantakopoulos, Richard Linklater, Sara Woodhatch 
Trilha Sonora: Graham Reynolds
Fotografia: Christos Voudouris 
Edição: Sandra Adair 
Elenco: Ethan Hawke (Jesse); Julie Delpy (Celine); Seamus Davey-Fitzpatrick (Hank); Jennifer Prior (Ella); Charlotte Prior (Nina); Xenia Kalogeropoulou (Natalia); Walter Lassally (Patrick); Ariane Labed (Anna); Yiannis Papadopoulos (Achilleas); Athina Rachel Tsangari (Ariadni); Panos Koronis (Stefanos). 

SINOPSE: A saga iniciou-se em 1995 com o estadunidense Jesse (Ethan Hawke) e a francesa Celine (Delpy), que se conheceram uma noite em Viena e prometeram reencontrar se seis meses depois. Em 2004, ficou claro que o casal não tinha se encontrado, mas o lançamento de um livro fez reencontrá-los em Paris. Nos primeiros cinco minutos deste filme, eles estão juntos com duas filhas gêmeas. O filme narra como vivem hoje, durante as ferias em Grécia e Jesse se despediu de seu filho maior, que vive com sua ex-mulher em Chicago. Esse reencontro promete selar para sempre o destino desse casal. 
COMENTARIO: Depois do “Antes do Amanhecer” (1995) e “Antes do Pôr do Sol” (2004) chega agora “Antes da Meia Noite”, a terceira parte da historia de amor entre Jesse e Celine dirigida por Richard Linklater. O casal protagonista, Ethan Hawke e Julie Delpy, prosseguem nesta trilogia iniciado em Viena há quase vinte anos. Os diálogos foram coescritos pelos mesmos atores. Os protagonistas assinam o roteiro junto com o diretor Richard Linklater. 
Interessante é como o conteúdo e profundeza do dialogo evoluiu entre o primeiro, o segundo e finalmente neste episodio. O gênero romântico sempre perdura mesmo quando se envilece. Para mim, umas da melhores cenas é o almoço com uma família de gregos. 
As paisagens de Viena e Paris dos dois primeiros capítulos anteriores são bem melhores aos apresentados na Grécia. Questionado sobre uma possível continuação, Richard Linklater revelou que vai voltar a pensar no assunto em cerca de cinco, seis anos. “Antes da Media Noite” participou nos festivais do mundo do: Sundance, Berlín, Estambul, Nova York e San Francisco. Enfim, um bom filme. 

Nota 7,5

quarta-feira, 12 de junho de 2013

GRANDE GATSBY - O

O GRANDE GATSBY - 3D (The Great Gatsby)
Drama / 142 min / Austrália ; EUA / 2013 

Direção: Baz Luhrmann 
Roteiro: Baz Luhrmann, Craig Pearce; baseado na novela de F.Scott Fitzgerald 
Produção: Baz Luhrmann, Catherine Martin, Douglas Wick, Lucy Fisher e Catherine Knapman. 
Musica: Craig Armstrong 
Fotografia: Simon Duggan. 
Desenho de Produção: Catherine Martin 
Edição: Jason Ballantine, Matt Villa e Jonathan Redmond.
Elenco: Leonardo DiCaprio (Jay Gatsby); Tobey Maguire (Nick Carraway); Carey Mulligan (Daisy Buchanan); Isla Fisher (Myrtle Wilson); Elizabeth Debicki (Jordan Baker); Joel Edgerton (Tom Buchanan); Jason Clarke (George Wilson); Adelaide Clemens (Catherine); Callan McAuliffe (Jovem Jay Gatsby); Amitabh Bachchan (Meyer Wolfsheim); Jack Thompson (Ator); Vince Colosimo (Ator). 
 SINOPSE: O Grande Gatsby” conta a história do aspirante a escritor Nick Carraway (Tobey Maguire) que sai do centro-oeste e chega à Nova York na primavera de 1922, em meio a uma era de falta de moral, do ápice do jazz, dos reis beberrões e de ações exorbitantes. Perseguindo o sonho americano, Nick acaba vizinho de um misterioso e festeiro milionário, Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio), além de conhecer sua prima Daisy (Carey Mulligan) e seu marido mulherengo e de sangue azul, Tom Buchanan (Joel Edgerton). É assim que Nick é atraído para o mundo cativante dos super-ricos, cheio de ilusões, amores e decepções. Enquanto Nick é testemunha, dentro e fora do mundo que habita, ele escreve um conto de um amor impossível, sonhos puros e muita tragédia, criando um reflexo das nossas lutas e tempos modernos 
COMENTARIO: O Grande Gatsby teve diversas adaptações. A primeira versão romântica baseada no livro de F.Scott Fitzgerald foi em 1926. Um filme mudo dirigido por Herbert Brenon com Warner Baxter. A segunda foi em 1949, lançada no Brasil com o nome de Até o Céu Tem Limites, com Allan Ladd e Betty Field dirigida por Elliot Nungent. Em 1974 foi brilhante com Robert Redford e Mia Farrow como protagonistas, Francis F. Coppola como roteirista e dirigida por Jack Clayton; em 2000 teve uma adaptação para a TV, com Toby Stephens e Mira Sorvino e finalmente em 2013, a mais moderna em 3D. 
O filme de Baz Luhrmann na sua primeira parte da produção, apresenta infinidades de cenas com festas luxuosas e aparentemente bem divertidas e regadas com champagne oferecidas pelo misterioso protagonista, Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio), com muitas trocas de cenas e cortes deixando o espectador sem tempo para absorver os quadros cheio de gente, os vestidos brilhantes, reconstituindo os vibrantes anos 1920. 
Na segunda metade, o filme ganha força abandonando o estilo de vida extravagante para mergulhar num estudo mais aprofundado dos personagens, e dando oportunidade a Leonardo DiCaprio demonstrar seu talento, mesmo parecendo um pouco sobreatuado no papel inicial de playboy. O trabalho dos inúmeros coadjuvantes estão perfeitos. A ultima parte desta versão 3D e bem mais moderna e dinâmica que as dos anos 70. 
Enfim, um filme com um final dramático muito bem logrado. 

Nota: 9

domingo, 2 de junho de 2013

SOB A AREIA - DVD

SOB A AREIA (Sous le sable) 
Drama / 96 min / França / 2000 

Direção: François Ozon 
Roteiro: Emmanuelle Bernheim, François Ozon, Marcia Romano, Marina de Van 
Produção: Marc Missonnier, Olivier Delbosc 
Trilha Sonora: Philippe Rombi 
Fotografia: Jean-Claude Moireau, Jeanne Lapoirie e Antoine Heberle. 
Figurino: Pascaline Chavanne 
Edição: Leurence Bawedin 
Elenco: Charlotte Rampling (Marie Drillon); Bruno Cremer (Jean Drillon); Jacques Nolot (Vincent); Alexandra Stewart (Amanda); Pierre Vernier (Gérard); Andrée Tainsy (Suzanne). 

SINOPSE: Por 25 anos Marie Drillon (Charlotte Rampling) e Jean (Bruno Cremer), seu marido, têm tido um casamento feliz. Durante o verão eles estão passando férias no sul da França e, na praia, Jean deixa Marie tomando banho de sol enquanto vai nadar. Esta foi a última vez que Marie o viu. Ela notifica as autoridades do desaparecimento de Jean e volta para Paris, onde trabalha como professora de literatura inglesa, como se nada tivesse acontecido. Incapaz de aceitar que Jean está morto, ela pensa e age como se ele ainda estivesse ao lado dela, o que perturba seus amigos e Vincent (Jacques Nolot), seu novo amante. 

COMENTARIO: Ozon envolve a plateia no drama de Marie, que mergulha numa vida paralela, em que ela tenta negar o desaparecimento do marido. O grande mérito do roteiro é fazer com que o público conviva as mesmas dúvidas da personagem principal. Teria Jean se afogado? Se suicidado? Ou simplesmente abandonou a esposa em busca de uma vida diferente? Charlotte Rampling perfeita representando a Marie. Um roteiro ótimo, uma fotografia boa, uma sonoplastia normal do ambiente e uma tímida trilha sonora dando um tom especial ao filme. Existe uma cena curta e aterrorizadora, para mim a favorita. A conversação entre duas mulheres Suzane Drillon (Andrée Tainsy) lutando pelo filho e Marie Drillon pelo marido, que já não existe, as duas exercendo seus sentidos de propriedade de uma lembrança. Imagens diferentes que cada uma conheceu e que jamais chegarão a conhecer. Genial! Enfim um bom filme. 

Nota: 8

sexta-feira, 31 de maio de 2013

E... QUE DEUS NOS AJUDE!!! - DVD


E... QUE DEUS NOS AJUDE!!!  (Salvation Boulevard)
Comédia, Suspense / 96min / EUA / 2013

Direção: George Ratliff
Roteiro: Doug Max Stone e George Ratliff inspirado na obra de Larry Beinhert
Produção: Celine Rattray; Peter Fruchtman; Cathy Schulman
Trilha Sonora: George S. Clinton
Fotografia: Tim Orr
Desenho de Produção: Clark Hunter
Figurino: Lynn Falconer
Edição: Michael Lahaie
Elenco: Jennifer Connelly (Gwen Vanderveer); Pierce Brosnan (Dan Day); Ed Harris (Dr. Paul Blaylock); Marisa Tomei (Honey Foster); Greg Kinnear (Carl Vanderveer); Isabelle Fuhrman (Angie); Ciarán Hinds (Jim Hunt).


SINOPSE: Carl Vanderveer (Greg Kinnear) encontrou na religião uma forma de mudar sua vida, que antes era dedicada às drogas e ao rock. Sua esposa, Gwen (Jennifer Connelly), frequentadora assídua da Igreja do Terceiro Milênio, vive de acordo com o que o pastor Dan Day (Pierce Brosnan) prega e quer que o marido seja como ela. Tudo vai bem até que Carl se torna testemunha de um acidente envolvendo o líder religioso e sua vida muda radicalmente: Dan Day acidentalmente atirou no Dr. Paul Blaylock (Ed Harris), um grande nome do ateísmo, quando os dois discutiam sobre escreverem juntos um livro. Só que Day mexe na cena do crime e Carl passa de testemunha a suspeito. Depois disso, uma série de confusões e intrigas mostram a Carl a verdade sobre os bastidores da igreja, sua família e quem ele é realmente. Quem disse que o caminho para a salvação seria fácil?





COMENTARIO: Adaptado por Doug Max Stone e pelo diretor George Ratliff (Joshua - O Filho do Mal) do romance de Larry Beinhart (Mera Coincidência), a comédia de humor negro faz uma crítica à igreja e seus poderosos pastores.
O filme agrada e o bom elenco ajuda. Destaques para Jennifer Connelly e para Marisa Tomei que interpretam seus papeis com imensa competência.
Não e fácil fazer uma sátira dosando humor e crítica social num assunto tão delicado como é a religião.

Um bom filme.


Nota: 7,5

terça-feira, 28 de maio de 2013

DENTRO DA CASA

DENTRO DA CASA (Dans La Maison)
Suspense / 105 min / França / 2013

Direção: François Ozon
Roteiro: François Ozon, Juan Mayorga
Produção: Eric Altmeyer, Nicolas Altmeyer, Claudie Ossard
Trilha Sonora: Philippe Rombi
Fotografia: Jérôme Alméras
Direção de Arte: Jerome Almeras
Figurino: Pascaline Chavanne
Edição: Laure Gardette
Elenco: Fabrice Luchini (Germain); Ernst Umhauer (Claude); Kristin Scott Thomas (Jeanne); Emmanuelle Seigner (Esther); Denis Ménochet (Rapha Père); Jean-François Balmer (Le proviseur); Yolande Moreau (Les jumelles).


SINOPSE: A vida do professor Germain (Fabrice Luchini) era monótona e ele pretendia incentivar os alunos a escrever melhor. Um dia no meio de textos desprezíveis, o professor encontrou uma redação altamente sedutora e com um final em aberto. Nele, o adolescente Claude (Ernst Umhauer) relata seu contato com a família de um colega, salienta sua intenção de fazer parte daquele núcleo e em especial, seu desejo pela mãe do amigo, vivida pela exótica Emmanuelle Seigner. O professor Germain (Fabrice Luchini) nota que Claude tem um talento acima da média e gostando do estilo da escrita o incentiva a continuidade. O jovem atende ao pedido, mas omite o fato de ser uma ficção, vivendo uma realidade.

COMENTARIO: O cineasta francês François Ozon retorna com um ótimo roteiro baseado na peça "El Chico de la Última Fila" (O Menino da Última Fila), do premiado dramaturgo espanhol Juan Mayorga. Um delicioso e intrigante jogo entre mestre e pupilo. Uma história fora do comum, excitante, com começo, meio e um bom fim. Indicado a Melhor Filme no Festival de Londres, em 2012. Vencedor do prêmio de Melhor Filme e Melhor Roteiro no Festival de San Sebastián, em 2012. Dentro de Casa exibido no Festival do Rio 2012, com grandes chances de capturar o público com sua trama, que flerta com o drama, a comédia e o suspense.

Nota: 8,5

quarta-feira, 22 de maio de 2013

EXPEDIÇÃO KON-TIKI

EXPEDIÇÃO KON-TIKI (Kon-Tiki)
Aventura / 118 min / Reino Unido; Noruega; Dinamarca; Alemanha / 2012

Direção: Joachim Rønning / Espen Sandberg
Roteiro: Petter Skalan
Produção: Aage Aaberge y Jeremy Thomas
Trilha Sonora: Johan Söderqvist
Fotografia: Geir Hartly Andreassen
Desenho de Produção: Karl Júlíusson
Figurino: Louize Nissen.
Edição: Per-Erik Eriksen y Martin Stoltz.
Elenco: Pål Sverre Hagen (Thor Heyerdahl); Anders Baasmo Christiansen (Herman Watzinger); Gustaf Skarsgård (Bengt Danielsson); Odd Magnus Williamson (Erik Hesselberg); Tobias Santelmann (Knut Haugland); Jakob Oftebro (Torstein Raaby); Agnes Kittelsen (Liv Heyerdahl).
SINOPSE: A história do legendário explorador Thor Heyerdal e cinco outros homens que percorreram mais de quatro mil milhas em uma balsa no pacífico entre a America do Sul e a Polinésia, querendo provar que a Polinesia em épocas pré-colombiano foi conquistada por moradores de America do sul.
COMENTARIO: Kon-Tiki foi o nome da embarcação utilizada pelo explorador norueguês em homenagem ao deus do sol inca, Viracocha, o qual era também chamado de "Kon-Tiki". Trata-se da reconstituição fiel da história real da viagem do explorador Thor Heyerdal, que em 1947 descobriu indícios de que a Polinésia teria sido povoada pelos incas e não pelos asiáticos como se acreditava. Para provar, ele se dispôs a enfrentar uma jornada mar adentro numa jangada feita com a tecnologia do povo Inca. A história virou livro e um documentário, dirigido pelo próprio Heyerdal, que ganhou o Oscar em 1950. A fotografia e a direção de arte é impecável. As semelhanças dos efeitos especiais com o do filme “As aventuras do Pi” de Ang Lee são similares, como as imagens geradas por computador de tubarões ameaçando a jangada. Foi o filme mais caro já feito na Noruega. Um detalhe interessante foi que cada cena foi filmada primeiramente em norueguês e depois, após duas ou três tomadas, em inglês e esta técnica enriqueceu o filme esteticamente. Nem todas as tomadas precisaram ser refilmadas. Algumas das primeiras cenas, em que Heyerdahl está nos Estados Unidos tentando levantar dinheiro para sua expedição, foram rodadas apenas em inglês. Outras, filmadas de longe, puderam ser dubladas. "Expedição Kon Tiki" foi indicado ao Oscar 2013 como melhor filme em língua estrangeira. Um bom filme

Nota: 7

domingo, 12 de maio de 2013

JACK REACHER – O Ultimo Tiro - DVD


JACK REACHER – O Ultimo Tiro (Jack Reacher)
Policial; Drama / 130 min / EUA / 2012


Direção: Christopher McQuarrie
Roteiro: Chistopher McQuarrie baseado na obra de Lee Child
Produção: Tom Cruise, Kevin J.Messik
Trilha Sonora: Joel Kraemer
Fotografia: Caleb Deschanel
Desenho de Produção: James D. Bissell
Figurino: Susan Matheson
Edição: Kelvin Stitt
Elenco: Tom Cruise (Reacher); Rosamund Pike (Helen Rodin); Richard Jenkins (Rodin); David Oyelowo (Emerson); Werner Herzog (The Zec); Jai Courtney (Charlie); Vladimir Sizov (Vlad); Joseph Sikora (Barr); Michael Raymond-James (Linsky); Alexia Fast (Sandy); Josh Helman (Jeb); Robert Duvall (Cash).
SINOPSE: Quando um atirador tira cinco vidas com seis tiros, todas as evidências apontam para o suspeito que foi detido. Durante o interrogatório, o suspeito faz um único comentário: “Chamem Jack Reacher!”. Assim começa uma extraordinária busca pela verdade, colocando Jack Reacher contra um inimigo inesperado, com habilidades para a violência e com um segredo a guardar.
COMENTARIO: Tom Cruise encarna perfeitamente o papel de um veterano de guerra misterioso, que age pelos próprios princípios, isento de escrúpulos e sem medo a morte.
O elenco coadjuvante composto pelos experientes Richard Jenkins, o alemão Werner Herzog e o veterano Robert Duvall ajudam valorizar o longo.
A protagonista principal Rosamund Pike aparece bem, porem um pouco apática.
O diretor e também roteirista Christopher McQuarrie conduz o filme com um inicio brutal, apresentando aos espectadores um enigma mas logo entra em cena o Jack Reacker destrinchando a trama com uma lógica maravilhosa, mantendo um bom clima de misterio e suspense. A trilha sonora tem um ritmo incessante e incansável e a edição é otima. 
O filme decai com uma perseguição de carro inverosímel para manter o clima de tensão e finalmente, após a entrada de Robert Duvall em cena e querendo dar um toque divertido ao filme, é mostrado uma operação de resgate demorada e absurda e finalizando com um tiro final ridículo.
Uma pena, mas mesmo assim

Nota: 6,5





quarta-feira, 8 de maio de 2013

FERRUGEM E OSSO

FERRUGEM E OSSO (De ouille et d`os)
Drama / 122 min. / França, Belgica / 2012

Direção: Jacques Audiard
Roteiro: Craig Davidson e Jacques Audiard
Produção: Jacques Audiard, Martine Cassinelli, Pascal Caucheteux
Trilha Sonora: Alexandre Desplat
Fotografia: Stephane Fontaine
Elenco: Marion Cotillard (Stephanie); Matthias Schoenaerts (Alain); Bouli Lanners (Martial); Armand Verture (Sam);Corinne Masiero (Anna); Celine Sallette (Louise).

SINOPSE: Encarregado de cuidar de seu filho pequeno, Alain deixa o norte de França e parte para Antibes, onde passa a morar com sua irmã e seu cunhado como uma família. Após uma luta numa discoteca, Alain conhece Stephanie, uma treinadora de baleias orcas, pela qual fica encantado. A relação entre ambos fica mais profunda após Stephanie sofrer um terrível acidente.

COMENTARIO: Um filme forte e marcante, dramático e emotivo. Como sempre um ótimo trabalho da Marion Cottilard e do belga Matthias Schoenaerts, mesmo no seu papel antipático e xucro. Nao gostei da fotografia desfocada parecendo de um amador, filmando muitas vezes cenas curtas ilustrando a historia dos personagens. Este filme perdeu no Globo de Ouro para o filme “Intocaveis”. Audiard como roterista e diretor ja tinha produzido um filme de prisão “Profeta” que perdeu para o argentino “O segredo de seus olhos”. Enfim um ótimo filme

Nota: 8,5