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sábado, 30 de junho de 2012

PARA ROMA COM AMOR


PARA ROMA COM AMOR (To Rome with Love)
Comedia / 102 min. / EUA , Espanha, Italia / 2012

Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum
Fotografia: Darius Khondji
Desenho de Produção: Anne Seibel
Direção de Arte:
Luca Tranchina
Edição: Alisa Baldin
Elenco: Ellen Page (Monica), Jesse Eisenberg (Jack), Woody Allen (Jerry), Penélope
Cruz (Anna), Alec Baldwin (John), Roberto Benigni (Leopoldo), Greta Gerwig (Sally), Judy Davis (Phyllis), Ricardo Scamarcio, Isabella Ferrari, Ornella Muiti, Alessandro Tiberi, Carol Alt.

SINOPSE: Um caleidoscópio de quatro historias acontecendo simultaneamente na maravilhosa Roma.
O conhecido arquiteto John (Alec Baldwin)(30 Rock) esta de férias em Roma, onde viveu em sua juventude. Andando no seu antigo bairro ele encontra Jack (Jesse Eisenberg)(A Rede Social), um jovem não muito diferente de si mesmo. Como ele observa Jack se apaixonar por Monica (Ellen Page) (Juno) John revive um dos episódios mais romanticamente dolorosos de sua vida.

No mesmo momento, o aposentado diretor de ópera Jerry (Woody Allen) voa para Roma com sua esposa Phyllis (Judy Davis), para encontrar a filha (Alison Pill) que acaba de ficar noiva de um italiano, Michelangelo (Flavio Parenti). Jerry fica espantado ao ouvir o pai de Michelangelo, Giancarlo (renomado tenor Fabio Armiliato) cantar enquanto se ensaboa no chuveiro.
Convencido de que o talento de Giancarlo não pode ser mantido oculto, Jerry faz tudo para promover Giancarlo e rejuvenecer sua carreira.

Leopoldo Pisanello (Roberto Benigni)(A vida é bella) um modesto executivo que do dia para a noite, sem qualquer razão, é transformado em celebridade. Logo os paparazzi começam a seguir cada movimento seu e como Leopoldo não esta acostumado a ser o centro das atenções, ele descobre o alto preço da fama.

Enquanto isso, Antonio (Alessandro Tiberi) chega de províncias próximas à Roma na esperança de impressionar seus parentes ricos com sua nova esposa Milly (Alessandra Mastronardi) para que ele possa obter um trabalho na grande cidade. Atraves de mal-entendido e cômico acontecimento o jovem casal se desencontra e Antonio acaba apresentando uma estranha como sua esposa (Penepole Cruz), enquanto Milly é envolvida pelo legendário astro de cinema italiano Luca Salta (Antonio Albanese).

COMENTARIO: A comédia fragmentada em diversas histórias paralelas onde todos os personagens tem o intelecto de Woody Allen. Isto é nos papeis extravagantes dos atores, no texto "neurótico" e nas reflexões própria do roterista.
Neste filme, Allen quer ser mesmo um italiano, deixando de lado a tradicional abertura com jazz e trocar por a clássica canção "Nel blu dipinto di blu (Volare)", fazendo o espectador entrar totalmente no clima do país e sua capital.
A espanhola Penélope Cruz tem uma participação deliciosa como Anna, e o iraniano Darius Khondji consegue fotografar as belezas da cidade eterna.
Para quem espera ver um filme na altura de Match Point ou Meia Noite em Paris pode sair desiludido porem não deixa de ser uma comedia brilhante, superior a boa parte das comédias que chegaram aos cinemas nos últimos tempos.
Enfim, 102 minutos de diversão.

Nota: 8



METODO PERIGOSO - UM - DVD

UM METODO PERIGOSO (A Dangerous Method) Drama, Suspense / 99 min. / Reino Unido, Alemanha, Canadá, Suiça / 2011


Direção: David Cronenberg
Roteiro: Christopher Hampton e John Kerr 
Produção: Martin Katz, Marco Mehlitz 
Música: Howard Shore 
Fotografia: Peter Suschitzky 
Direção de Arte: James McAteer 
Figurino: Denise Cronenberg 
Edição: Ronald Sanders 
Elenco: Keira Knightley (Sabina Spielrein); Michael Fassbender (Carl Jung); Viggo Mortensen (Sigmund Freud); Vincent Cassel (Otto Gross); Sarah Gadon (Emma Jung).


SINOPSE: O fascinante diretor David Cronenberg (Senhores do Crime) revela um episódio pouco conhecido mas muito marcante na vida dos dois mais importantes psicólogos de todos os tempos. O jovem psicanalista Carl Jung (Michael Fassbender) começa um tratamento inovador na histérica Sabina Spielrein (Keira Knigthley) sob orientação de seu mestre, Sigmund Freud (Viggo Mortensen). Disposto a penetrar mais afundo nos mistérios da mente humana, Jung verá algumas de suas ideias se chocarem com as teorias de Freud ao mesmo tempo em que se entrega a um romance alucinante e perigoso com a bela Sabina. 


COMENTARIO: O livro “A Most Dangerous Method”, de John Kerr, e a peça “The Talking Cure”, de Christopher Hampton, servem de base para o roteiro. 
Nele, o jovem suíço Carl Jung (Michael Fassbender) começa a colocar em prática a psicanálise que o austríaco Freud (Viggo Mortensen) havia formulado em teoria que o desejo sexual é o motor do comportamento humano, é comprovada por Jung em uma das suas primeiras pacientes: a judia russa Sabina Spielrein (Keira Knightley). 
Numa narrativa com muitos simbolismos em diversas cenas importantes, e para tirar uma conclusão delas, exige ver o filme possivelmente mais de uma vez. 
O ator alemão em ascensão Michael Fassbender que já apareceu em vários filmes (“Sem Saída”, “Bastardos Ingloriosos”, no épico “Centurião”, só agora neste “Um Método Perigoso” e no polemico “Shame”, de Steve McQueen, ficou com papeis de maior visibilidade. 
Viggo Mortensen, no papel de Freud, ótimo porem em segundo plano devido a pouca participação do personagem Freud no filme. Com uma boa fotografia e com paisagens de Zurich na Suíça, o filme dirigido pelo David Cronenberg, foi exibido em primeira mão no Festival de Veneza de 2011 e conquistou uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante para Mortensen.


Nota: 8





domingo, 10 de junho de 2012

DUBLÊ DO DIABO - O - DVD


O DUBLÊ DO DIABO (Devil's Double, The)
Biografia/Drama / 109 min / Bélgica/Holanda / 2011

Direção: Lee Tamahori
Roteiro: Michael Thomas, Latif Yahia (livro)
Produção: Paul Breuls, Michael John Fedun, Emjay Rechsteiner, Catherine Vandeeleene
Musica:
Christian Henson
Fotografia:
Sam McCurdy
Desenho de Produção: Paul Kirby
Direção de Arte: Jan Sewel
Figurino: Anna B. Sheppard
Edição: Luis Carballar
Elenco:
Dominic Cooper (Uday Hussein / Latif Yahia);  Ludivine Sagnier  (Sarrab); Raad Rawi (Munem); Philip Quast (Saddam Hussein / Faoaz); Mimoun Oaïssa (Ali); Khalid Laith (Yassem Al-Helou); Dar Salim (Azzam).

SINOPSE: Durante a adolescência, Uday, primogênito do ditador iraquiano Saddam Hussein, estudava com um colega de escola parecido com ele, Latif Yahia.
Baseado na história verídica de um tenente do Exército iraquiano Latif, que foi obrigado a viver como sósia do notório filho psicótico mais velho de Saddan.
 COMENTARIO: Dominic Cooper interpreta otimamente os papeis do Uday como os de Latif. Dois personagens idênticos fisicamente lado-a-lado, com personalidades completamente diferentes.
O ponto alto do filme é a direção enérgica de Lee Tamahori, que não deixa o ritmo diminuir em momento algum. Para isto ele tem que recorrer alguns banhos de sangue e mostrar os idealismos de tiranos.
Um momento muito especial é onde Latif imita Uday confundindo ate os espectadores.
O ponte fraco é o excesso dos momentos sangrentos e a fuga e retorno de Latif, cansando um pouco o espectador. O filme poderia ter bem menos que 109 minutos de duração.

Nota: 7

sexta-feira, 8 de junho de 2012

SETE DIAS COM MARILYN

SETE DIAS COM MARILYN (My Week with Marilyn)

Biopic; Drama / 99 min. / Reino Unido, USA / 2011


Direção: Simon Curtis
Roteiro: Adrian Hodges e Colin Clark baseado nos libros “My week with Marilyn” e “The prince, the showgirl and me”, de Colin Clark.
Produção: David Parfitt; Harvey Weinstein
Musica: Conrad Pope
Fotografia: Ben Smithard
Desenho de Produção: Donal Woods
Figurino: Jill Taylor.
Edição: Adam Recht,
Elenco: Michelle Williams (Marilyn Monroe), Kenneth Branagh (Sir Laurence Olivier), Eddie Redmayne (Colin Clark), Judi Dench (Dame Sybil Thorndike), Emma Watson (Lucy), Dominic Cooper (Milton Greene), Toby Jones (Arthur Jacobs), Derek Jacobi (Sir Owen Morshead), Dougray Scott (Arthur Miller), Julia Ormond (Vivien Leigh).


SINOPSE: A musa Marilyn Monroe (Michelle Williams) está em Londres pela primeira vez para filmar “O príncipe encantado”. Colin Clark (Eddie Redmayne), o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier (Kenneth Branagh), sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX.
COMENTARIO: O filme é baseado nos livros “The Prince, The Showgirl and Me” e “My Week with Marilyn”, que relatam as memórias de Colin daqueles dias em que participou das filmagens de “O Príncipe Encantado” (The Prince and the Showgirl, 1957) ao lado da diva loira e do Orson Wells no papel de gala.
“Sete Dias com Marilyn” deu merecidamente a Michelle Williams o Globo de Ouro de Melhor Atriz. Ela surpreende no papel interpretando com êxito uma mulher linda e sensual, insegura e volátil, melancólica e carente de amizade e amor sincero, demonstrando sofrimentos pelo excesso de atenção, e por um distúrbio psiquiátrico originados por problemas mal resolvidos com seus pais ausentes.
Mesmo com o perfeito magnetismo entre Michele e Eddie Redmayne, que não ficou ofuscado pela personagem da diva, o longa foi muito bem dirigido pelo Simon Curtis, mas o filme possui uma trama pobre, tornado o filme pequeno.


Nota: 7,5

sábado, 19 de maio de 2012

COMO AGUA – Anderson Silva - DVD

COMO AGUA – Anderson Silva (Anderson Silva: Like Water)
Documentário / 76 min. / EUA / 2011


Direção: Pablo Croce
Roteiro: Alec Puro /Documentário
Produção: Jared Freedman
Música: Raphaela Lima
Fotografia: Pablo Croce, Jeff Bollman, Haven Lamoureaux
Edição: Andy Grieve
Elenco: Anderson Silva; Bruce Lee; Shannon Lee; Steven Seagal; Toda a família Silva; Rodrigo e Rogerio Nogueira, Lyoto Machida, Chael Sonnen, Rickson Grace, Dana White
SINOPSE: O pano de fundo deste lançamento é o UFC 117, o maior evento de artes marciais mistas (jiu-jitsu/boxe/westling/muay-thai) que teve o campeão dos médios, Anderson, sendo desafiado pelo falastrão Chael Sonnen, dos Estados Unidos. Poderia ser apenas mais uma luta, mas com uma lesão do brasileiro e o doping do rival, além da própria dificuldade do paulista para vencer, tornaram o combate inesquecível. 
COMENTARIO: O título é inspirado numa citação famosa de Bruce Lee, ídolo de Anderson Silva, de que um artista marcial deve ser "como água”, isto é sem forma e facilmente adaptável a qualquer ambiente. Este documentário é do norte-americano criado na Venezuela, Pablo Croce. Em 1h15m de filme, ele acompanha a preparação e grande parte do trecho inicial do documentário acaba focando apenas nos treinos, o que se torna maçante, até por falhas técnicas. Erros no texto e a falta de legendas em algumas frases quase inaudíveis do lutador prejudicam o entendimento do espectador. O filme, que recebeu prêmio no Tribeca Film Festival, faz lembrar o duelo entre Muhammad Ali e George Foreman, em 1974. Assim como a luta vencida por Ali, o duelo entre Anderson Silva e Chael Sonnen, Um filme fraco, mesmo para os amantes de UFC.


 Nota: 4


PLANO DE FUGA

PLANO DE FUGA (Get the Gringo)
Ação, Drama / 95 min. / EUA / 2012


Direção: Adrian Grunberg 
Roteiro: Mel Gibson e Adrian Grunberg 
Produção: Bruce Davey, Mel Gibson 
Música: Antonio Pinto 
Fotografia: Benoît Debie Edição: 
Elenco: Mel Gibson (Gringo); Peter Stormare (Frank); Dean Norris (Bill); Bob Gunton (Mr. Kaufmann); Kevin Hernandez (garoto); Stephanie Lemelin (Frank\'s Lawyer\'s Secretary); Scott Cohen (Frank\'s Lawyer); Patrick Bauchau (Surgeon); Aaron Cohen (Hitman); Jesús Ochoa (Caracas). Daniel Giménez Cacho (Javi) 


SINOPSE: Capturado pela polícia do México quando fugia da policia americana na fronteira, o criminoso (Mel Gibson), é obrigado a cruzar a fronteira do México. La ele é jogado em uma das prisões mais violentas do mundo controlada por bandidos e policiais corruptos. A prisão é uma espécie de favela murada, onde os bandidos andam livremente e fazem negócios. Por mais estranho que possa parecer, mães presas vivem ali com seus filhos pequenos, enquanto cumprem pena. Para sobreviver dentro da cadeia e planejar sua fuga, O Gringo receberá a ajuda de um garoto de nove anos que lhe passará informações vitais para a sua sobrevivência. 
COMENTARIO: O Longo foi rodado a maior parte na cidade de Veracruz, no México pelo diretor estreante argentino radicado no México Adrian Grunberg, A falta de experiência aparece em alguns momentos, mas não compromete. O roteiro com um final previsível tem um bom desenvolvimento e mostra toa da corrupção na policia de fronteira americana, mexicana e carcerária A narrativa pelo próprio criminoso (Mel Gibson) é o destaque da longa. 
Depois de quatro filmes "Máquina Mortífera" (1987, 1989, 1992 e 1998), Mel Gibson tenta resgatar o que ficou na memória dos fãs da franquia com um novo filme de ação, só que, desta vez, atuando do lado oposto da lei. Depois de alguns problemas na sua vida pessoal, Mel Gibson (Um Novo Despertar) tenta refazer sua Carrera em Hollywood com um filme de ação com grande carga cômica. No filme Plano de Fuga ele demonstra que ainda agüenta estrelar num filme de ação, correndo, atirando e mantendo a pose aos 56 anos. 


Nota: 6,5



segunda-feira, 14 de maio de 2012

MEU PAIS - DVD


MEU PAÍS
Drama / 90 min. / Brasil / 2010

Direção: André Ristum
Roteiro: Andre Ristum, Octavio Scopellitti, Marco Dutra
Produção: Caio Gullane, Fabiano Gullane, Débora Ivanov, Gabriel Lacerda, Andre Ristum
Música: Patrick de Jongh
Fotografia: Hélcio Negamine
Direção de Arte: Guta Carvalho
Figurino: Andre Simonetti
Edição: Paulo Sacramento
Elenco: Rodrigo Santoro (Marcos); Cauã Reymond (Thiago); Debora Falabella (Manuela);
Anita Capriol (Giulia); Paulo José (Armando); Eduardo SDemerjian (Dr Osvaldo); Nicola Siri (Giovanni); Luciano Chirolli (Moreira); Stephanie de Jongh (Joana).
SINOPSE: Após anos vivendo na Europa, Marcos (Rodrigo Santoro) um executivo bem-sucedido retorna ao Brasil para reencontrar o pai Armando (Paulo José) que sofre um derrame. Marcos reencontra seu irmão mais novo, Tiago (Cauã Reymond), que vive uma vida de playboy e não tem vocação para os negócios. O conflito aumenta entre os irmãos quando eles descobrem que possuem uma meia-irmã, Manuela (Débora Falabella), que é deficiente intelectual. Manuela é a filha que Armando sempre manteve escondida da família.
COMENTARIO: A narrativa prende a atenção do espectador desde o inicio do filme, incentivando a curiosidade de algumas cenas na abertura da historia.
O diretor nos alimenta com algumas informações incitando ao publico sobre o possível desfecho.
O tema do distúrbio mental, que já foi mostrado em diversos filmes, esta vez é feito na perspectiva de forma de acolhimento. 
Santoro e Reymond muito bem em seus papéis, mas é Débora Falabella quem cativa num desempenho afetuoso.


Nota: 7

sexta-feira, 27 de abril de 2012

PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN - DVD

PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN (We Need To Talk About Kevin) 
Drama / 110 min. / Reino Unido/ EUA / 2011


Direção: Lynne Ramsay 
Roteiro: Lynne Ramsay, Rory Kinnear 
Produção: Jennifer Fox, Luc Roeg, Robert Salerno 
Música: Jonny Greenwood 
Fotografia: Seamus McGarvey 
Direção de Arte: Judy Becke 
Figurino: Catherine George 
Edição: Joe Bini 
Elenco: Tilda Swinton (Eva Khatchadourian), Ezra Miller (Kevin, Teenager), John C. Reilly (Franklin), Siobhan Fallon (Wanda), Ursula Parker (Lucy), Jasper Newell (Kevin, 6-8 Years), Rock Duer (Kevin, Toddler), Ashley Gerasimovich (Celia), Erin Maya Darke (Assistant Rose), Lauren Fox (Dr. Goldblatt) 
SINOPSE: Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer 
COMENTARIO: Dylan Klebold e Eric Harris, garotos de 17 e 18 anos, que se suicidaram depois de matar 12 colegas e um professor em sua escola, no Colorado em 1999. 
A escritora Lionel Shriver, estudou dezenas de casos e usou essas historias para criar a personagem Eva, uma mulher de aproximadamente 40 anos, que reexamina a sua trajetória em busca dos motivos que podem ter transformado seu filho, Kevin, num assassino. 
O livro “Precisamos falar sobre Kevin” foi premiado com o Orange Prize em 2005, e foi adaptado para o cinema. Nele nos mostra que não há nada mais terno e humano que o amor de uma mãe pelo seu filho e não há nada mais duro e selvagem, um filho que rechaça, humilha e faz sofrer intencionalmente a sua mãe. Isto é o que consegue fazer com crueldade o pequeno Kevin. 
A narração nos chega fragmentada a partir de imagens de uma Eva que lembra e trata de averiguar a razão de tanto ódio, enquanto que o espectador sente um drama sangrento e trágico. Importante é a cuidadosa fotografia de luzes brancas que mostram a frieza e o vermelho anuncia a dor no inicio do filme. Mas nada disso teria efeito sem o acompanhamento das convincentes interpretações de Tilda Swinton e Ezra Miller, sem desmerecer John C. Reilly e as crianças que dão vida a infância e juventude de Kevin. 


Nota: 6,5

quinta-feira, 26 de abril de 2012

2 COELHOS - DVD

2 COELHOS 
Drama / 104 min. / BRA / 2011


Direção: Afonso Poyart 
Roteiro: Afonso Poyart 
Produção: Afonso e Andre Poyart 
Música: Andre Abujambra e Marcio Nicro 
Fotografia: Carlos Zaladik 
Direção de Arte: Virginia Recco 
Figurino: Carolina Sudati 
Edição: Andre Toledo, Lucas Gonzaga e Afonso Poyart 
Efeitos Especiais: Sergio Farjalia 
Elenco: Alessandra Negrini (Julia), Caco Ciocler (Walter), Fernando Alves Pinto (Edgar), Thaide, Aldine Muller, Marat Descartes (Maicom) 
SINOPSE: Edgar (Fernando Alves Pinto) encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. Na medida em que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu. Dois Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado 
COMENTARIO: Um filme muito bem elaborado do ponto de vista técnico com um roteiro instigante e um bom elenco. O diretor soube equilibrar os momentos de pirotecnia com o trabalho de Alessandra Negrini (Julia), Caco Ciocler (Walter), Marat Descartes (Maicon) e o protagonista, Fernando Alves Pinto.
Um destaque para Lucas Gonzaga, Afonso Poyart e André Toledo, os três responsáveis pela montagem do filme que fazem este longa ser divertido e diferente com uma linguagem que renovam as produções nacionais. Mesmo já vistos em outros filmes hollywoodianos, é interessante a apresentação dos personagens envolvidos na trama. Os efeitos especiais e a edição de som também dão o impacto certo ao filme. Enfim, um bom filme de ação, com pitadas de suspense, romance, alem de falar sobre a importância da morte nesta vida. Eu me diverti porque assisti em idioma brasileiro com legenda em inglês 


Nota: 7,5

sábado, 21 de abril de 2012

O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS - DVD

O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS (Tinker Tailor Soldier Spy) 
Suspense / 127 min / França / Reino Unido / Alemanha / 2011


Direção: Tomas Alfredson 
Roteiro: Bridget O´Connor, Peter Straughan baseado no livro de John Le Carré 
Produção: Tim Bevan, Eric Fellner e Robyn Slovo 
Música: Alberto Iglesias 
Fotografia: Hoyte van Hoytema 
Direção de Arte: Maria Djurkovic 
Figurino: Jacqueline Durran 
Edição: Dino Jonsäter 
Elenco: Mark Strong (Jim Prideaux); John Hurt (Control); Zoltán Mucsi (Magyar); Péter Kálloy Molnár (Hungarian Waiter); Ilona Kassai (Woman in Window); Imre Csuja (KGB Agent); Gary Oldman (George Smiley); Toby Jones (Percy Alleline); David Dencik (Toby Esterhase); Colin Firth (Bill Haydon), Tom Hardy (Ricki Tarr), Benedict Cumberbatch (Peter Guillam), Stephen Graham (Jerry Westerby), Ciarán Hinds (Roy Bland).
SINOPSE: Anos de 1970, em plena era da Guerra Fria. É nesse cenário que o fracasso numa missão na Hungria desencadeia uma série de mudanças na cúpula do comando dos serviços de inteligência britânicos. Um que perde suas funções é o agente George Smiley (Gary Oldman). Mas quando ele já está se acostumando à idéia de aposentadoria, eis que é chamado para liderar uma missão especial. Há suspeitas de que existe alguém infiltrado nas altas instâncias do serviço secreto e somente uma pessoa de fora pode descobrir. Contando com a ajuda de outros agentes afastados, Smiley passa a obter informações e deve ir juntando as peças que levem ao traidor. No caminho, no entanto, ele irá se deparar com histórias de traição, ambição e mentiras. George precisa indicar o espião e não pode errar
COMENTARIO: Ponto alto do filme é o roteiro inteligente e complexo, sem cenas de perseguição, lutas e explosões que nomalmente vistos nos filmes do gênero espionagem da saga 007 com Pierce Brosnan, Sean Connery ou Daniel Craig ou com Tom Cruise nas séries Missão Impossível. Este é uma verdadeira batalha entre agentes de inteligência. 
No inicio se demora para comprender o momento real com os diversos flash-back mostrados ora durante a narração ora durate as lembraças dos personagens. Esta não-linearidade e a subjetividade do roteiro complexo com algumas cenas, sem explicação, exigem do espectador boa percepção e requerem máxima atenção. Um cochilo ou uma legenda não lida pode perder-se o fio da meada. Gary Oldman da um show e o resto do elenco não decepciona. Uma boa trilha sonora composta por Alberto Iglesias e um ótimo trabalho de fotografia de Tomas Alfredson com Hoyte van Hoytema nas cidades da Europa oriental como nos interiores lúgubres das diferentes moradias e fechada do Circus, passando pelas escrivaninhas das secretárias, escadas abaixo, até o velho porteiro diante da catraca do prédio. e os quadros de vitrines e janelas, Os óculos George Smiley trocados no início do filme possivelmente para enxergar o novo mundo que começa e que não tira nem para nadar. 
Enfim, um ótimo filme 


Nota 9

BASTIDORES DE UM CASAMENTO - DVD


BASTIDORES DE UM CASAMENTO (Another Happy Day)
Drama / 119 min. / EUA / 2011

Direção: Sam Levinson
Roteiro: Sam Levinson
Produção: Caroline Kaplan, Christo Dimassis, Cynthia Coury, Elana Krausz, Ellen Barkin, Michael Nardelli, Salli Newman
Música: Olafur Arnalds
Fotografia: Ivan Strasburg.
Direção de Arte: Michael Grasley
Figurino: Stacey Battat
Edição: Ray Hubley
Elenco: Ellen Barkin (Lynn); Ezra Miller (Elliot); Kate Bosworth (Alice); Demi Moore; Thomas Haden; Church (Paul); George Kennedy; Ellen Burstyn (Doris); Michael Nardelli (Dylan); Daniel Yelsky (Ben); Jeffrey DeMunn; Siobhan Fallon (Bonnie); Robert Herrick (Rob); Lauren Maddox (Allison); Patrick McDade (Padre O'Grady); Laura Coover (Heather).
 SINOPSE: A história gira em torno do casamento do filho de Lynn (Ellen Barkin), a quem ela foi impedida de criar por causa de seu divórcio, e de uma rixa antiga e ainda forte entre ela e a mulher do seu ex-marido. Por outro lado, os três filhos que Lynn criou mostram comportamentos perturbadores, entre eles o consumo de droga; o que a mãe e as irmãs de Lynn acham ridículos e a culpam por isto. Os outros membros do clã viram críticos para proteger a si próprios ou magoar os outros.
 COMENTARIO: A personagem Lynn, muito bem interpretada por Ellen Barkin, é quase um pesadelo tendo que enfrentar o julgamento e a sensação de fracasso na criação seus quatro filhos com distúrbios de comportamento, os quais ela tenta achar um motivo para entender se é a culpada. No elenco também estão Ellen Burstyn como mãe de Lynn, Thomas Haden Churc como o ex-marido e Demi Moore como sua esposa violenta e descontrolada.
O diretor e roteirista Sam Levinson, trata o assunto com muito cuidado mostrando que uma história bem contada pode dar um bom filme.
Insinua que um velório pode unir a família mais que um casamento e nos mostra personagens muito problemáticos, com alguns ótimos diálogos e alguns ate chegando a ser meio mórbidos. Faz lembrar os filmes Cenas de um casamento” e “Casamento de Rachel”.
Enfim, um belo drama lançado direto em vídeo no Brasil.

Nota: 7,5 

sábado, 14 de abril de 2012

CRIME DE AMOR - DVD

CRIME DE AMOR (Crime d'amour)
Suspense / 104 min. / França / 2010


Direção: Alain Corneau
Roteiro: Alain Corneau & Natalie Carter
Produção: Said Bem Said
Música: Pharoah Sanders
Fotografia: Yves Angelo
Direção de Arte: Katia Wyszkop
Figurino: Kadija Zeggai
Edição: Thierry Derocles
Elenco: Ludiv Ludivine Sagnier (Isabelle Guérin); Kristin Scott Thomas (Christine); Patrick Mille (Philippe); Guillaume Marquet (Daniel); Gérald Laroche (Gérard); Julien Rochefort (L'avocat); Olivier Rabourdin (Le juge); Marie Guillard (Claudine), la soeur d'Isabelleine Sagnier (Isabelle Guérin); Kristin Scott Thomas (Christine); Patrick Mille (Philippe); Guillaume Marquet (Daniel); Gérald Laroche (Gérard); Julien Rochefort (L'avocat); Olivier Rabourdin (Le juge); Marie Guillard (Claudine, la soeur d'Isabelle).
SINOPSE: A cruel executiva Christine faz de Isabelle sua assistente e se delicia em brincar com a inocência da garota. Mas quando as idéias da protegida se tornam tentadoras para mostrar Christine como realmente é ela subestima a ambição e a astúcia de Isabelle. Aí, o terreno está armado para uma verdadeira guerra entre elas.
COMENTARIO: No inicio a um jogo de sedução entre as atrizes principais do filme no qual se poderia pensar que seria um filme sobre lesbianismo, mas não é também não trata de amor e sim de ressentimentos provocados por sede de poder.
Ludiv Ludivine Sagnier e Kristin Scott Thomas são os que mais se destacam no filme junto com os coadjuvantes Patrick Mille e Guillaume Marquet.
Uma ótima edição mostrando o flashback nos tonos cinza
Este bom thriller psicológico é o último trabalho do francês Alain Corneau falecido após dirigir este filme. Esta-se cogitando uma refilmagem hollywoodiana com Brian De Palma já em fase de pré-produção.
Faz lembrar o filme Persona (1966), obra-prima de Ingmar Bergman O Preço da Traição (Chloe, 2009


Nota: 8


Alain Corneau, filho de um veterinário campestre, quis fazer uma carreira no jazz, mas findou estudando cinema.
 Inicialmente, sua carreira foi marcada pelo gênero policial, seus filmes sendo então muitas vezes considerados como homenagens ao ‘’film noir’’ americano, mas aprofundando a psicologia dos personagens. Após três sucessos comerciais apreciáveis, realizou um filme de ação, "Série negra", marcando o cinema francês que abriu com o cinema noir e fechou com cinema noir
Seus últimos filmes: O Príncipe do Pacífico (2000); Estupor e tremores (2002); As Palavras azuis (2005); O Segundo Fôlego (2007) e Crime de amor (2010).

quarta-feira, 28 de março de 2012

PINA

PINA (Pina)
Documentário / 106 min / Alemanha/ França/ Reino Unido / 2011


Direção: Wim Wenders
Roteiro: Wim Wenders
Produção: Gian-Piero Ringel, Erwin M. Schmidt, Wim Wenders
Música: Thom
Fotografia: Hélène Louvart.
Direção de Arte: Péter Pabst
Figurino: Rolf Börzik, Marion Cito.
Edição: Toni Froschhammer
Elenco: Regina Advento (A Própria – Dancer) _; Malou Airaudo (A Própria – Dancer); Ruth Amarante (A Própria – Dancer); Pina Bausch (A Própria); Rainer Behr (O Próprio – Dancer) Andrey Berezin (O Próprio – Dancer); Damiano Ottavio Bigi (O Próprio – Dancer); Bénédicte Billet (A Própria – Dancer).
SINOPSE: Wim Wenders encontra a coreógrafa Pina Bausch. Neste documentário/musical em 3D, o cineasta alemão conduz o espectador por uma viagem sensorial no espetáculo de encantamento que é dança. Acompanhamos as conduções de Pina e o movimento do corpo de dança. O longa é o resultado das filmagens de Wenders de três trabalhos diferentes: Café Müller, Le Sacre du printemps e Vollmond.
COMENTARIO: O grupo de dança do Tanztheater Wuppertal foi escolhido pelo Wenders para com este filme, homenagear Pina Bausch, falecida repentinamente.
Eu gosto de dança, em especial a clássica e neoclássica. Infelizmente não sou muito apaixonado pelos movimentos livres, misturado com teatro, com dança contemporânea e moderna.
Achei o filme muito cansativo com os movimentos livres de cada integrante muito repetitivos, mesmo quando cortados com eles fazendo a descrição do quadro.
Enfim, este filme é para um publico bem seleto e com muita paixão pela dança livre com tempo para assistir durante 106 min, 15 longos quadros com interpretes e/ou bailarinos internacionais em cenas que não mereciam a tecnologia 3D. Um documentário fraco.


Nota: 4


Ernst Wilhelm "Wim" Wenders (Düsseldorf, 14 de agosto de 1945) é um cineasta alemão e uma das mais importantes figuras do Novo Cinema Alemão.
Ele estudou medicina (1963-64) e filosofia (1964-65) na Alemanha, mudou para Paris em outubro de 1966 para se tornar um pintor. Durante este tempo, Wenders ficou fascinado com o cinema, e via até cinco filmes por dia na sala de cinema local.
Wenders voltou para a Alemanha em 1967 para trabalhar no escritório de Düsseldorf United Artists. Entre 1967 e 1970, trabalhou como crítico de cinema no jornal de Munique Süddeutsche Zeitung, Twen revista, e Der Spiegel.
Fez sua estréia na direção com Summer in the City (1970).
Alguns de seus filmes mais bem sucedidos e aclamados pela crítica, “Paris Texas” e “Asas do Desejo”, Wenders dirigiu vários documentários aclamados, mais notavelmente “Buena Vista Social Club” (1999), sobre músicos cubanos, e “A Alma de um Homem” (2003),

domingo, 25 de março de 2012

PROTEGENDO O INIMIGO

PROTEGENDO O INIMIGO (Safe House)
Ação / 115 min / EUA / África do Sul / 2012


Direção: Daniel Espinosa
Roteiro: David Guggenheim
Produção: Scott Stuber
Música: Ramin Djawadi
Fotografia: Oliver Wood
Direção de Arte: Brigitte Broch
Figurino: Susan Matheson
Edição: Richard Pearson
Elenco: Denzel Washington (Tobin Frost); Ryan Reynolds (Matt Weston); Vera Farmiga (Catherine Linklater); Brendan Gleeson (David Barlow); Sam Shepard (Harlan Whitford);
Rubén Blades (Carlos Villar); Joel Kinnaman, Robert Patrick, Tanit Phoenix,
SINOPSE: Depois que o centro de operações da CIA é destruído por um grupo de vilões, um jovem agente deve transportar um criminoso, que estava sendo escondido pela agência, para um lugar seguro.
COMENTARIO: O ritmo do filme acelerado, a fotografia saturada e granulada mostra o calor existente na África do Sul junto com a situação caótica do ambiente. Ryan Reynolds muito bom no seu papel, mas quase engolido por Denzel Washington, sem perder sua imagem de galã.
“Protegendo o Inimigo” é apenas um bom entretenimento com varias reviravoltas para descobrir quem são realmente os inimigos.
Palmas para o diretor Daniel Espinosa por conseguir levar este filme de ação sem perder o ritmo de quase duas horas do início ao fim mesmo com um roteiro quase previsível de David Guggenheim já bastante usado sobre a corrupção na CIA.
Não podemos deixar de mencionar as atuações dos coadjuvantes com algum peso, como: Vera Farmiga, Brendan Gleeson, Robert Patrick, Sam Shepard e Liam Cunningham como também as cenas de perseguições na Cidade do Cabo.


Nota 6,5


Jorge Daniel Espinosa escritor, diretor e produtor sueco de origem chilena nasceu em 23 de Março de 1977 em Huddinge, Stockholms län, Suécia.
Ele freqüentou a Escola Nacional de Cinema da Dinamarca e se formou em 2001. Seu terceiro longa-metragem, Dinheiro Fácil (2010), foi o filme sueco com sucesso.

sábado, 24 de março de 2012

DRIVE

DRIVE (Drive)
Ação/Drama / 100 min./ EUA / 2011


Direção: Nicolas Winding Refn
Roteiro: Hossein Amini baseado no livro de James Sallis
Produção: Michel Litvak, John Palermo, Marc Platt, Gigi Pritzker, Adam Siegel
Música: Cliff Martinez
Fotografia: Newton Thomas Sigel.
Direção de Arte: Beth Mickle
Figurino: Erin Benach
Edição: Mat Newman
Elenco: Christina Hendricks (Blanche); Ryan Gosling (Motorista); Carey Mulligan (Irene); Ron Perlman (Nino); Bryan Cranston (Shannon); Albert Brooks (Bernie Rose); Oscar Isaac (Guzman); Kaden Leos (Benicio).
SINOPSE: Ryan Gosling interpreta neste filme um piloto profissional que trabalha em cenas de perseguição de carros em Hollywood. Além disso, ele usa sua habilidade e precisão no volante como motorista em assaltos. Dentro do seu mundo solitário ele conhece Irene (Carrey Mulligan), cujo marido sairá da prisão em poucos dias. Disposto a ajudar essa família a pagar uma antiga dívida, ele se dividirá entre usar todas as suas habilidades para salva-lá ou embarcar em uma fulminante paixão.
COMENTARIO: O filme é feito a partir de um roteiro pobre e é aí que entra a boa direção que manipula principalmente as imagens. Um filme de ação que quase não tem ação, mas possui uma identidade própria.
O diretor Nicolas Winding Refn troca a aventura convencional pela lentidão do desenvolvimento e mostra uma ação de maneira diferente sem entediar.
O protagonista que carrega em sua boca um palito de dente, quase não fala, mostra ele pensativo e calculando friamente como será sua próxima ação. Estas pausas são criadas com êxito pelo diretor.
Tiros, explosões, sangue, correria inverossímeis, carros a prova de balas, pentes com milhares de balas e muitas outras passagens que não são para dar muita importância e logicamente fazem parte para entreter o público.
No filme existem passagens que lembram “Á prova de Morte” de Quentin Tarantino.
A fotografia do filme é lindíssima, com belas imagens noturnas da paisagem urbana. Uma excelente música eletrônica. Um trabalho excelente de edição misturando momentos no tempo e futuro e passado com efeitos de fusão no rosto de Gosling sobreposto a cidade de Los Angeles, aos carros, ora a silhueta e a sombra, ora a luz dos faróis na altura dos olhos e de câmera com o rosto ensangüentado, saindo de cena, recuando à escuridão.


Nota: 7,5


Nicolas Winding Refn nasceu em 29 de setembro de 1970 em Copenhague, na Dinamarca. Aos oito anos ele se mudou para Nova York com seus pais, onde ele viveu seus anos de adolescência. Nova York tornou-se rapidamente a sua cidade e logo começou a moldar o futuro de Nicolas. Aos 17 anos, Nicolas voltou para Copenhague para completar o Ensino Médio. Após a sua formatura voltou para Nova York, onde freqüentou a Academia Americana de Artes Dramáticas. No entanto, essa educação foi interrompida quando Nicolas jogou uma mesa em uma parede da sala de aula e foi expulso da Academia. Continuou na Escola de Cinema da Dinamarca, mas também abandonou. Com apenas 24 anos, Nicolas escreveu e dirigiu a extremamente violenta trilogia Pusher, (1996) com premio como melhor diretor em Cannes 2011.