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terça-feira, 30 de outubro de 2012

007 – OPERAÇÃO SKYFALL


007 – OPERAÇÃO SKYFALL (Skyfall)
Ação, Espionagem, Suspense / 163 min./ EUA, UK / 2012

Direção: Sam Mendes
Roteiro: Ian Fleming ; John Logan
Produção: Barbara Brocoli
Trilha Sonora: David Arnold
Fotografia: Roger Deakins
Direção de Arte: Dennis Gassner
Edição: Stuart Baird
Elenco: Daniel Craig (James Bond); Judi Dench (M); Javier Bardem (Raoul Silva);
Ralph Fiennes (Gareth Mallory); Naomie Harris (Field Agent Eve); Berenice Marlohe
(Severin); Ben Whishaw (Q); Albert Finney (Kincade); Clair Dowar (Helen McCrory).

SINOPSE: Depois do fracasso da última e fatídica missão de Bond, quando a identidade de
varios agentes secretos espalhados pelo mundo é revelada, ocorre um atentado à sede do
MI6, obrigando M a tranferir as instalações do seu quartel-general. Devido a esses
acontecimentos, a sua autoridade e posição se verão ameaçadas por Mallory (Ralph Fiennes),
o novo presidente da Comissão de Inteligência e Segurança. Agora com o MI6 sob ameaças
tanto externas quanto internas, só resta a M um único aliado em quem ela pode confiar: Bond.
O agente 007 desaparece nas sombras, auxiliado por uma única agente de campo, Eve
(Naomie Harris). Juntos, eles seguirão a pista do misterioso Silva (Javier Bardem), cujas
motivações letais e obscuras ainda estão por se revelar.

COMENTARIO: Vemos um 007 com Daniel Craig mais velho, com algumas cicatrizes de guerra, uma musculatura menos desenvolvida, uma barba por fazer com notáveis fios grisalhos mostram claramente que para o Bond o tempo também passou.
Judi Dench no papel de M ganha um imenso destaque e a personagem ganha um peso considerável na história e as consequências da luta pela suas crenças friamente demonstradas. Javier Bardem esta ótimo, mesmo no papel mais afetado,
Ralph Fiennes assume com competência o papel de chefe de M, Já o Q de Ben Whishaw e a Eve de Naomie Harris se mostram a altura como coadjuvantes assim como o experiente Albert Finney como o caseiro da propriedade Bond.
No filme temos a oportunidade de conhecer o passado do Bond e seu relacionamento com M.
Temos a volta triunfal do Aston Martin, com banco ejetável e metralhadoras na frente.
Importante destacar o trabalho do diretor de fotografia, Roger Deakins, nas cenas de ação "mais bonitas" da história de Bond.
Também mostra escapadas nas campos escoceses, outra em Xangai e uma perseguição de moto nos telhados em Istambul, cenas que provocou a ira dos turcos por ter, supostamente, avariado os prédios centenários.
As vezes fica uma duvida logística se na Operação Skyfall não seria mais fácil matar o vilão de um tiro no inicio do filme, mas com isso nos espectador sairíamos perdendo.
Criado durante a Guerra Fria o famoso Vodka Martini, o atual 007 pede uma Heinekem em razão de uma negociação milionária da cervejaria holandesa injetando US$ 45 milhões na produção.
Enfim, um bom e divertido filme de ação.

Nota: 8,0

sábado, 13 de outubro de 2012

CONSPIRAÇÃO AMERICANA - DVD


CONSPIRAÇÃO AMERICANA (The Conspirator)
Drama / 122 min. / EUA / 2010

Direção: Robert Redford
Roteiro: James D. Solomon
Produção: Brian Peter Falk, Bill Holderman, Greg Shapiro, Robert Redford, Robert Stone, Webster Stone
Musica: Mark Isham
Fotografia: Newton Thomas Sigel
Desenho de Produção: Kalina Ivanov
Figurino: Louise Frogley
Edição: Craig McKay
Elenco: James McAvoy (Frederick Aiken); Robin Wright (Mary Surratt); Justin Long (Nicholas Baker); Evan Rachel Wood (Anna Surratt); Kevin Kline (Edwin Stanton); Alexis Bledel ( Sarah Weston); Norman Reedus (Lewis Payne); Tom Wilkinson ( Reverdy Johnson)

SINOPSE: Na sequencia do assassinato de Abraham Lincoln (Gerald Bestrom), sete homens e uma mulher são presos e acusados de conspirar para matar o presidente, vice presidente e secretário de Estado. A mulher era Mary Surratt (Robin Wright), proprietária de uma pensão,
onde  John Wilkes Booth (Toby Kebbell) e outros se reuniram e planejavam os ataques simultâneos. O advogado Frederick Aiken (James McAvoy), de 28 anos, com relutância, concorda em defender Surratt perante um tribunal militar. Aiken percebe que sua cliente pode ser inocente e esta sendo usada como isca e refém, a fim de capturar o conspirador.

COMENTARIO: A grande maioria dos artistas e profissionais do cinema que habitam em Hollywood representam o pensamento defendido pelo Partido Democrata e Robert Redford pretende assumir o posto de líder do movimento.
Já mostrou no filme “Leões e Cordeiros” (Lions for Lambs, 2007) abordando a Guerra do Afeganistão.
Um dos alvos de Redford é o “Ato Patriota”, transformado em lei pelo Presidente George Bush em outubro de 2001, que autoriza as autoridades americanas, em nome da segurança nacional, a invadir domicílios, espionar a vida particular dos cidadãos e até mesmo praticar torturas em interrogatórios de possíveis suspeitos da prática de terrorismo.
Ele resolveu protestar neste filme contra o abuso de poder cometido pelas autoridades governamentais (Partido Republicano) como o direito de defesa e é um ataque contra a própria Administração do ex-presidente Bush com os principais articuladores da invasão americana ao Iraque.
Em momentos o filme faz lembrar ao clássico “12 Homens e uma Sentença’’, de Sydney Lumet, no qual 11 membros do júri estavam confiantes que o réu era culpado, enquanto um homem (Henry Fonda) acreditava que existia uma dúvida razoável passível à não condenação do acusado.
Temos uma ótima atuação do ator britânico  Tom Wilkinson, sem desmerecer  James McAvoye e Robin Wright,
Robert Redford é hoje um dos  nomes mais importantes do cinema americano, não só como  astro, mas também descobridor de novos talentos, por meio do Festival de Sundance. Conspiração Americana é uma boa lição de história mas é apenas um filme legal.

Nota 6,5

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

ATE QUE A SORTE NOS SEPARE

ATE QUE A SORTE NOS SEPARE
Comédia / 104 min. / Brasil / 2012
Direção: Roberto Santucci 
Roteiro: Paulo Cursino, Angelica Lopes inspirado no best seller "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos", de Gustavo Cerbasi. 
Produção: Fabiano Gullane, Caio Gullane, Debora Ivanov, Gabriel Lacerda Fotografia: Juarez Pavelak 
Elenco: Leandro Hassum ( Tino); Danielle Winits ( Jade): Kiko Mascarenhas (Amauri); Ailton Graça (Adelson); Rita Elmôr (Laura); Henry Fiuka, Maurício Sherman, Carlos Bonow, Julia Dalavia, Julio Braga, Marcelo Saback, Vitor Maia. 

SINOPSE: Tino (Leandro Hassum) é um pai de família de classe média que vê sua vida e, especialmente, seu casamento com Jane (Danielle Winits), completamente transformados após ganhar na loteria. O problema é que ele acaba perdendo tudo em dez anos de uma vida de ostentação. A partir daí, com a ajuda do vizinho Amauri (Kiko Mascarenhas) e de seu melhor amigo Adelson (Aílton Graça), ele cria uma série de situações hilárias para que sua esposa, grávida do terceiro filho, não perceba que está falido.

COMENTARIO: Até que a Sorte nos Separe é um filme que a gente lendo a sinopse, arrisca em assistir, mas no decorrer da exibição, quer que acabe. Um roteiro adaptado com um humor batido, provocando apenas uns sorrisos em cenas pouco inteligentes, querendo assim, representar um humor popular. Não é culpa dos atores, já que eles estão dirigidos. Danielle Winits provou ter "veia cômica" apesar da sua personagem ser exagerada e Leandro Hassum é quem domina no filme. Um filme muito fraco. 

Nota 4,0




sábado, 6 de outubro de 2012

BUSCA IMPLACAVEL 2

BUSCA IMPLACAVEL 2 (Taken 2)
Drama, Ação / 91 min. / França / 2012

Direção: Olivier Megaton 

Roteiro: Luc Besson e Robert Mark Kamen. 
Produção: Luc Besson 
Trilha Sonora: Nathaniel Méchaly.
Fotografia: Romain Lacourbas 
Desenho de Produção: Sébastien Inizan 
Figurino: Pamela Lee Incardona 
Edição: Camille Delamarre e Vincent Tabaillon 
Elenco: Liam Neeson (Bryan Mills); Maggie Grace (Kim); Famke Janssen (Lenore); Leland Orser ( Sam); D.B. Sweeney (Bernie); Luke Grimes (Jamie); Rade Serbedzija (Murad Krasniqi); Luenell (Bertha). 

SINOPSE: O ex-agente da CIA Bryan Mills (Liam Neeson) está separado de Lenore (Famke Janssen), mas se mantém sempre próximo da filha Kim (Maggie Grace). Um dia, ao pegá-la para mais uma lição de direção, Bryan vê o atual namorado de Lenore deixar a casa dela às pressas. Logo descobre que ele cancelou uma viagem à China, onde Lenore pretendia passar um período de descanso ao lado da filha. Bryan convida ambas a encontrarem com ele em Istambul, na Turquia, onde terá que realizar um serviço nos próximos dias. Elas topam e o encontram na cidade. O que Bryan não esperava era que Murad Krasniqi (Rade Serbedzija), o pai de um dos sequestradores mortos por ele ao resgatar a filha, deseja vingança. Para tanto elabora um plano onde não apenas Bryan corre risco de morte, mas também a filha e a ex-esposa. 


COMENTARIO: O produtor Luc Besson trocou os diretores. Saiu Pierre Morel e entrou Olivier Megaton ( Carga explosiva; Dupla Implacável). Em “Busca Implacável 2” , Megaton mostra muita adrenalina, tiroteios, pancadaria e cenas de ação ininterruptas, perdendo um pouco do realismo do primeiro e ganhando mais adrenalina. O segundo filme não tem o mesmo ritmo do primeiro e é mais previsível, mesmo havendo mais engenhosidade da trama. O filme é ambientado em Istambul, na Turquia, sendo um cenário novo para estes tipo de filmes. O roteiro tem uma inversão interessante na primeira metade onde esta vez é a filha auxiliada pelo pai através de um celular escondido, quem tem a missão de resgatá-los utilizando engenhosos recursos, envolvendo granadas, cadarços e um mapa, dando um charme inicial e diferente ao primeiro, mas a segunda metade é muito parecida. Enfim, um entretenimento razoável. 


Nota: 5

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DELICADEZA DO AMOR - A


A DELICADEZA DO AMOR (La délicatesse)
Comédia Romântica / 108 min. / França / 2011

Direção: David Foenkinos, Stéphane Foenkinos
Roteiro: David Foenkinos
Produção: Xavier Rigault, Marc-Antoine Robert
Musica: Emilie Simon
Fotografia: Rémy Chevrin
Direção de Arte: Daviod Foenkinos
Figurino: Emmanuelle Youchnovski
Edição: Virginie Bruant
Elenco: Audrey Tautou (Nathalie Kerr); François Damiens (Markus Lundl); Bruno Todeschini (Charles); Mélanie Bernier (Chloé, La Secrétaire De Nathalie); Joséphine De Meaux (Sophie)

SINOPSE: Nathalie tem uma vida maravilhosa. Ela é jovem, bonita e tem o casamento perfeito. Mas quando seu marido morre num acidente, seu mundo vira de ponta cabeça. Nos anos seguintes, ela foca em seu trabalho, deixando seus sentimentos de lado. Então, de repente, sem mesmo entender o porquê, ela beija o homem mais inesperado ? seu colega de trabalho, Markus. Esse casal incomum embarca numa jornada emocional; uma jornada que suscita todos os tipos de questões e hostilidade no trabalho. Podemos de fato escolher a maneira de redescobrir o prazer de viver? Maravilhados com o amor récem-descoberto, Nathalie e Markus acabam fugindo para dar uma chance ao relacionamento dos dois. Esta é uma história de renascimento, mas é também um conto sobre a singularidade do amor.

COMENTARIO: Em um país onde a imigração é um grande problema, como já foi mostrado nos em outros filmes franceses como A Riviera Não é Aqui (2008) e As Mulheres do Sexto Andar (2010), em A Delicadeza do Amor, o país referencial é a Suécia,
Um homem sueco que aparece para trazer um pouco de calor para a vida de uma francesa amargurada.
Ele é o estranho colega de trabalho de Nathalie, desajeitado que vive na França. Com jeito meio abobado e compartilhando de uma ingenuidade delicada, surgirá entre ele e a protagonista uma química improvável. E também as tiradas mais divertidas do filme.
Ela é a francesa Audrey Tautou, mais famosa como Amélie Poulain,  interpreta Nathalie, uma personagem. levemente triste, num cenário francês idílico, em uma história de amor
Escrita pelo francês David Foenkinos, que também dirige a adaptação de seu romance ao lado do irmão Stéphane Foenkinos. A montagem esta a cargo de Virginie Bruant, que consegue transmitir uma dinamicidade especial resultando um filme divertido, bonito e até poético.
Um bom filme.

Nota 7,5

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

INTOCAVEIS

INTOCAVEIS (Intouchables)
Comedia dramatica / 115 min./ França / 2011

Direção: Eric Toledano + Olivier Nakache 

Roteiro: Olivier Nakache, Eric Toledano 
Produção: Nicolas Duval-Adassovsky, Laurent Zeitoun, Yann Zenou Musica: Ludovico Einaudi 
Fotografia: Mathieu Vadepied 
Figurino: Isabelle Pannetier 
Edição: Dorian Rigal-Ansous. 
Elenco: François Cluzet (Philippe), Omar Sy (Driss), Audrey Fleurot (Magalie), Anne Le Ny (Yvonne), Clotilde Mollet (Marcelle), Alba Gaïa Bellugi (Elisa), Cyril Mendy (Adama), Christian Ameri (Albert). 

SINOPSE: Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. 

Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. 
De início, eles enfrentam vários problemas, já que ambos têm temperamento forte, mas aos poucos passam a aprender um com o outro, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se adapta cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos se estabelece entre eles uma grande amizade e cada um conhecendo melhor o mundo do outro. 

COMENTÁRIO: O filme é inspirado numa história verdadeira, do empresário Philippe Pozzo di Borgo sobre sua amizade com o argelino Abdel Yasmin Sellou narrada pelo Philippe da vida real no livro O Segundo Suspiro e no filme une o rico aristocrata tetraplégico Philippe (François Cluzet) ao problemático imigrante senegalês contratado para o auxiliar, Driss (Omar Sy). 

No roteiro os diretores Olivier Nakache e Eric Toledano criam um humor honesto sobre desigualdades físicas e sociais mas sem chegar a ser abordada em profundidade mostrando apenas o porte físico e do bom humor do enfermeiro pela troca da cultura e do dinheiro do empresário.
Logo de início já se percebe que Intocáveis é um filme especial. Ao som de September, de Earth, Wind & Fire, somos introduzidos à dupla protagonista, formada por Philippe (François Cluzet) e Driss (Omar Sy), que desde o começo já deixam clara sua química diante das câmeras. 
François Cluzet, esta impecável no simples fato de passar um filme inteiro interpretando um tetraplégico, podendo mover apenas sua cabeça e Omar Sy, que por esse papel se tornou o primeiro negro a ganhar um César, o Oscar do cinema francês fato do artista saber interpretar com maestria tanto as cenas emotivas quanto as mais engraçadas. Os outros personagens passam a ser insignificantes perto dos dois. 
Enfim, além de um roteiro dinâmico muito bem adaptado, uma boa fotografia, uma ótima e variada trilha sonora, os diretores conseguiram apresentar um filme impecável. 

Nota: 10



 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

GRANDE MENTIRA - A - DVD

A GRANDE MENTIRA / No Limite da Mentira (The Debt)
 Suspense / 113 min / EUA / 2010

Direção: John Madden 
Roteiro: Matthew Vaughn 
Produção: Matthew Vaughn + Kris Thykier 
Musica: Thomas Newman 
Fotografia: Ben Davis 
Desenho de Produção: Jim Clay 
Figurino: Natalie Ward 
Edição: Alexander Berner 
Elenco: Helen Mirren (Rachel Singer 1997); Tom Wilkinson (Stephan Gold 1997); Ciarán Hinds (David Peretz 1997); Romi Aboulafia (Sarah Gold 1997); Jessica Chastain (Rachel Singer 1965); Marton Csokas (Stephan 1965); Sam Worthington (David 1965); Jesper Christensen (Doktor Bernhardt 1997) e Dieter Vogel (1965).

SINOPSE: Em 1997, revelações chocantes atingem em cheio os ex-agentes do Mossad, serviço secreto israelense, Rachel (Jessica Chastain/ Helen Mirren) e Stefan (Marton Csokas/ Tom Wilkinson). Juntos a seu ex-colega David (Sam Worthington/ Ciarán Hinds), os três sempre foram venerados em seu país, desde 1966, quando capturaram o criminoso de guerra nazista Vogel (Jesper Christensen), na Berlim Oriental. Mas, agora, diante dos novos fatos, suas reputações são colocadas à prova. 

COMENTÁRIO: Este é um remarke do filme israelense A Divida (2007) do diretor Assaf Bernstein. A narrativa desta obra nos oferece vários momentos intensos e emotivos que são habilmente protagonizados por um elenco de luxo, com trabalhos individuais das assombrosas Jessica Chastain e Helen Mirren, como as versões de Rachel em 1966 e 1997. Tom Wilkinson e Marton Csokas também perfeitos nas duas versões etárias do Stefan e finalmente um brilhante desempenho de Jesper Christensen encarnando o maléfico Cirurgião de Birkenau. O ponto forte mais relevante do filme reside na estrutura da narrativa, caracterizada por retrocessos no tempo muito bem conseguidos nos flashbacks. A falta de informações iniciais, fazem ao espectador, viver cada momento criando sempre uma expectativa do que irá suceder em seguida. Um ótimo thriller com um elenco de luxo, que não deve deixar de ser visto. 

Nota: 8

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

SOLTEIROS COM FILHOS - DVD

SOLTEIROS COM FILHOS ( Friends with Kids)
Comedia, Romance, Drama / 107 min. / EUA / 2011 

Direção: Jennifer Westfeldt 

Roteiro: Jennifer Westfeldt 
Produção: Riza Aziz + Joey McFarland
Musica: Marcelo Zarvos 
Fotografia: William Rexer II 
Desenho de Produção: Ray Kluga 
Figurino: Melissa Bruning 
Edição: Tara Timpone 
Elenco: Adam Scott (Jason Fryman); Jennifer Westfeldt (Julie Keller); Jon Hamm (Ben); Kristen Wiig (Missy); Maya Rudolph (Leslie); Chris O\'Dowd (Alex); Megan Fox (Mary Jane); Edward Burns (Kurt); Lee Bryant (Elaine Keller); Kelly Bishop (Marcy Fryman); Cotter Smith (Phil Fryman); Owen Bento (Troy); Derek Cecil (Peter); Brian D\'Arcy James (marido).

SINOPSE: Jason Fryman e Julie Keller são amigos há muito tempo. Eles se completam em muitos pontos e sabem que podem contar um com o outro. Da turma de amigos, eles são os únicos solteiros, e começam a perceber que ter filhos afasta um casal, acaba com o romantismo e leva ao divórcio inevitável. Para evitar o mesmo drama dos amigos com filhos, eles têm a ideia de ter um bebê "em parceria" sem os compromissos do casamento e cada um continua seguindo sua vida de solteiro, com metade das responsabilidades que chegam com o novo membro da "família". 


COMENTÁRIO: As interpretações do sexteto de atores são todas muito boas. O quarteto (Kristen Wiig, Jon Hamm, Maya Rudolph e Chris O’Dowd) veio de “Missão Madrinha de Casamento”. Este é um filme íntimo, feito por um grupo de amigos que tenta dar uma visão diferente a vida. Um roteiro ágil, inteligente e os que esperam apenas assistir uma comédia se surpreendera, de apesar do humor ácido, estar mais próximo de presenciar um drama romântico. Um bom filme. 


Nota: 7,5





domingo, 9 de setembro de 2012

DITADOR - O


O DITADOR (The Dictator)
Comédia / 94 min. / EUA / 2012

Direção: Larry Charles
Roteiro: Sacha Baron Cohen, Alec Berg, David Mandel, Jeff Schaffer
Produção: Sacha Baron Cohen, Alec Berg, David Mandel, Jeff Schaffer, Scott Rudin
Triha Sonora: Erran Baron Cohen
Fotografia: Lawrence Sher
Edição: Greg Hayden, Eric Kissack

Elenco: Sacha Baron Cohen (Aladeen / Efawadh); Sayed Badreya (Omar); Michele Berg (Mãe de Aladeen); Rocky Citron (Baby Aladeen); Liam Campora (Aladeen com 6 anos); Aasif Mandvi (Doctor); Ben Kingsley (Tamir).

SINOPSE:
 Comédia sobre um ditador árabe (Sacha Baron Cohen) que tenta fazer de tudo para que a democracia não chegue ao seu país e ergue estatuas em sua homenagem e cria seus próprios Jogos Olímpicos. Durante uma reunião da ONU, nos Estados Unidos, ele é intimado e explicar a suspeita da construção de uma arma nuclear.

COMENTARIO: No Filme há muitas referências a Osama Bin Laden. O Roteirista e ator Sacha Baron Cohen está fazendo o mesmo que Charles Chaplin fez com O Grande Ditador, em 1940, bem no meio da Segunda Guerra Mundial com a ascensão do Terceiro Reich de Adolph Hitler.

Nesta sátira, Cohen interpreta o almirante Geral Aladeen, governante de um país norte Africano ficcional “República da Wadiya”. Ele está desenvolvendo armas nucleares e se recusa a permitir o acesso militar norte-americano ao seu país.

Seu personagem faz um discurso no final do filme no qual ele descreve a democracia e ditadura, e pode-se ver facilmente os paralelos com a atual situação política na América.
Sacha não decepciona em seu personagem, Anna Faris está divertida como Zoey e Ben Kingsley como sempre ótimo no seu papel.
O que realmente move o filme são as críticas à ditadura, á repressão social, à sociedade em geral, à imprensa aos racismos e xenofobias e à democracia.
Um bom roteiro e uma boa fotografia. O filme não é espetacular, mas ele consegue mostrar seus pontos de vista de maneira engraçada e com um humor negro e crítico e as piadas mais pesadas não constrangem muito.
É um bom filme, vale a pena assistir!

Nota: 7,5

sábado, 8 de setembro de 2012

LEGADO BOURNE - O

O LEGADO BOURNE (The Bourne Legacy)
Ação / Aventura / 135 min / EUA / 2012

Direção: Tony Gilroy
Roteiro: Tony Gilroy, Dan Gilroy
Produção: Patrick Crowley, Frank Marshall, Ben Smith, Jeffrey M. Weiner
Trilha Sonora: James Newton Howard
Fotografia: Robert Elswit
Desenho de Produção: Kevin Thompson.
Figurino: Shay Cunliffe
Edição: John Gilroy
Elenco: Jeremy Renner (Aaron Cross), Rachel Weisz (Dra. Marta Shearing), Edward Norton (Byer), Joan Allen (Pamela Landy), Albert Finney (Dr Albert Hirsch), Oscar Isaac (nº3), Stacy Keach (almirante Turso), Scott Glenn (Ezra Kramer), David Strathairn (Noah Vosen),Donna Muphy (Dita).

SINOPSE: Aaron Cross (Jeremy Renner) é agente secreto do governo que se envolve em um programa de lavagem cerebral muito mais perigoso do que aquele pelo qual passou Jason Bourne (vivido por Matt Damon na trilogia original), desencadeando situações que saem do controle.

COMENTARIO: Coube ao diretor e roterista Tony Gilroy trazer novas ideias e dirigir este quarto filme criando um universo paralelo e descobrir a existência de outros programas de criação de super-espiões, melhorando os da Operação Treadstone. Este novo experimento se chama Aaron Cross (Jeremy Renner), o super-herói alimentado a base de pílulas verdes que ajudam a aumentar as habilidades físicas, diminuir a dor e o tempo de recuperação, e azuis que servem para aumentar a inteligência, os sentidos e a capacidade cognitiva. Mas Cross está atrás das pílulas, pois seu estoque está próximo do fim. Estas drogas pertencem a uma empresa farmacêutica ligada à alta cúpula da inteligência estadunidense que será desativada pelo Coronel Eric Byer (Edward Norton) sobrando apenas Cross e a Dra. Marta Shearing (Rachel Weisz), uma das cientistas responsáveis pela criação dos tais medicamentos. Logicamente Cross luta pela sobrevivência, correndo, pulando e desarmando seus adversários. O filme peca pelo excesso fugas, interminavel corrida de moto em Manila e pelos de cortes na edição deixando uma montagem final artificial e um tanto irreal. Um filme diferente dando uma grande injeção de adrenalina no público ajudado por uma trilha sonora marcante durante a maior parte dos 135 minutos. Mesmo com uma trama complicada e fantasiosa è um bom filme. 

Nota: 7,5

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

MERCENÁRIOS 2 - OS

OS MERCENÁRIOS 2 (The Expendables 2,)
 Ação / 102 min. / EUA / 2012 

Direção: Simon West 
Roteiro: David Agosto, Ken Kaufman Baseado no livro de David Agosto. 
Produção: Basil Iwanyk, Avi Lerner, Kevin King Templeton, John Thompson; Led Weldon e Danny Lerner. 
Musica: Brian Tyler 
Fotografia: Shelly Johnson 
Desenho de Produção: Paul Cross 
Figurino: Lizz Wolf 
Edição: Ken Blackwell + Todd E. Miller 
Elenco: Sylvester Stallone (Barney Ross); Jason Statham (Lee Christmas); Jet Li (Yin Yang); Dolph Lundgren (Gunnar Jensen); Chuck Norris (Booker); Jean-Claude Van Damme (Jean Vilain); Bruce Willis (Mr. Church); Arnold Schwarzenegger (Trench); Terry Crews (Hale Caesar); Randy Couture (Toll Road); Steve Austin (Paine); Liam Hemsworth (Bill “O Garoto); Scott Adkins (Hector); Eric Roberts (James Munroe); Gisele Itié (Sandra Garza); David Zayas (General Garza); Gary Daniels (The Brit); Charisma Carpenter (Lacy); Amin Joseph (Pirate Leader); Senyo Amoaku (Tall Pirate); Lauren Jones (Cheyenne). 

SINOPSE: “Os Mercenários 2” acompanha os heróis em uma batalha pessoal. Barney Ross (Sylvester Stallone), Lee Christmas (Jason Statham), Yin Yang (Jet Li), Gunnar Jensen (Dolph Lundgren), Toll Road (Randy Couture) e Hale Caesar (Terry Crews), com os novos membros Billy the Kid (Liam Hemsworth) e Maggie (Yu Nan) a bordo, são reunidos quando o Sr. Church (Bruce Willis) convocados para buscarem vingança em um território hostil, onde as probabilidades estão contra eles. A equipe forma uma faixa de destruição através de forças opostas, causando estragos e acabando com uma ameaça inesperada em cima da hora. 

COMENTÁRIO: Não espere um filme inteligente e coerente. Trata-se de um filme completamente descerebrado, mas embora isso possa parecer um ponto negativo, o longa sabe explorar esta característica a seu favor, intercalando cenas de ação cheias de explosões e piadas com a idade já avançada de seus protagonistas uma atrás da outra.
Alem da idade, o ex-astro belga Jean-Claude Van Damme, que mantém a agilidade e os músculos de Bruxelas, apresenta um rosto todo desfigurado. 
Stallone decidiu se dedicar mais a estar em frente às câmeras do que atrás delas e convidou o diretor Simon West.
É inevitável a comparação com o primeiro filme da franquia. O "Os Mercenários 2" é melhor e as piadas são mais engraçadas do que o filme anterior. 
Enfim, uma parodia dos filmes de ação que eles mesmos interpretaram. 

Nota 6

terça-feira, 28 de agosto de 2012

HELENO - DVD

HELENO
Biografia, Drama / 116 min. / Brasil 2010

Direção: José Henrique Fonseca 
Roteiro: José Henrique Fonseca, Felipe Bragança, Fernando Castets 
Produção: José Henrique Fonseca, Eduardo Pop, Rodrigo Teixeira, Rodrigo Santoro 
Musica: Berna Ceppas 
Fotografia: Walter Carvalho
Direção de Arte: Marlise Storchi
Figurino: Rita Murtinho 
Edição: Sergio Mekler 
Elenco: Rodrigo Santoro (Heleno de Freitas), Alinne Moraes (Silvia), Othon Bastos (presidente de Botafogo), Herson Capri (Medico da Clinica), Angie Cepeda (Diamantina), Erom Cordeiro (Alberto), Orã Figueiredo (Bezerra), Henrique Juliano, Duda Ribeiro (Cezar). 

SINOPSE: Heleno de Freitas é a figura do Rio de Janeiro de 1940, quando a cidade era cheia de glamour, sonho e promessas. Primeiro galã do futebol, Heleno defendia o Botafogo e tinha tudo para ser o maior jogador do Brasil. No entanto, a guerra mundial da época e a libertinagem que guiava sua vida mudaram seu brilhante destino, abandonado em um sanatório e vítima da sífilis aos 39 anos de idade. 

COMENTÁRIO: O filme, baseado no livro “Nunca Houve um Homem como Heleno” de Marcos Eduardo Neves. Em Heleno, o diretor José Henrique Fonseca, filho do escritor Rubem Fonseca, criou uma cinebiografia de um personagem controverso e polêmico mas sem desconstruir sua personalidade absolutamente complexa. Fácil lembrar Lenny de Bob Fosse em1974 sobre o comediante Lenny Bruce e Touro Indomável de Martin Scorsese em 1980 sobre Jake La Motta um dos grandes boxeadores da história americana. O filme de Fonseca é cheio de idas e vindas no tempo, começando por mostrar primeiramente o período de doença e decadência no sanatório, onde o mesmo relembrava-se dos seus feitos, gols, glórias e mulheres. A cinematografia de Walter Carvalho passeia entre o alto contraste dos momentos de glória e o cinza sujo e entristecido da época presente do filme. Uma ótima fotografia todo em preto e branco com imagens surpreendentes. Magnífico trabalho do Rodrigo Santoro e do Fonseca que consegue retratar a transformação de Santoro – de um “garanhão” saudável para uma figura magra e doentia. Com uma montagem não cronológica consegue intercalar os ambientes abertos, gigantescos, bonitos, elegantes e transformá-los em ambientes fechados, claustrofóbicos e repulsivos.

Nota 8


Heleno de Freitas nasceu em São João Nepomuceno, 12 de fevereiro de 1920 e faleceu em Barbacena, 8 de novembro de 1959.
Foi um futebolista brasileiro, considerado o primeiro "craque problema" do futebol brasileiro.
Advogado, boêmio, catimbeiro, boa vida, irritadiço, galã, Heleno era homem de boa aparência, mas quase intratável. Depois de onze anos jogando futebol, entrou para a história como um dos maiores craques do futebol sul-americano
Heleno estudou no Colégio São Bento e depois obteve o bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (atual Faculdade Nacional de Direito da UFRJ). Era considerado membro da alta sociedade, com amigos empresários, juristas e diplomatas. Seu pai era dono de um cafezal e ainda cuidava de negócios de papel e chapéus.
Sua vida foi marcada por vícios em drogas como lança-perfume e éter. Isto o fez tentar se auto-eletrocutar num treino do Botafogo. Boêmio, era frequentador de diversas boates do Rio de Janeiro.
Teve um filho apenas, Luiz Eduardo, com sua esposa Silvia. Porém, ela fugiu para Petrópolis por conta do temperamento de Heleno de Freitas em 1952. Luiz Eduardo — por ter perdido contato desde a mudança — só teve notícias sobre o pai com 10 anos de idade, justamente sobre seu falecimento.
Heleno teve complicações com sífilis, que o deixou louco. Segundo o ex-goleiro Danton, Heleno, já internado em um sanatório, assistia acompanhado de um médico os jogos do Olympic de Barbacena, e dentre seus delírios megalomaníacos Danton o ouviu contar que teve casos amorosos com várias mulheres bonitas, incluindo um caso nunca comprovado com Eva Perón no período em que ele esteve na Argentina. Veio a falecer no ano de 1959, em um sanatório de Barbacena, onde se internou seis anos antes, em 1953, com apoio da família.
Sua vida é retratada no filme Heleno estrelado por Rodrigo Santoro que fez o papel do título e Alinne Moraes, que fez sua esposa Silvia.

Como jogador foi dono de um gênio intempestivo, que muitas vezes o fazia ser expulso de campo e lhe trazia muitos inimigos, Heleno de Freitas, apelidado de "Gilda" por seus amigos do Clube dos Cafajestes e pela torcida do Fluminense, por seu temperamento e por este ser o nome de uma personagem da atriz estadunidense Rita Hayworth em filme de mesmo nome, foi o símbolo de um Botafogo guerreiro, que nunca se dava por vencido.
Descoberto por Neném Prancha no time do Botafogo de praia, Heleno chegou ao time principal em 1937, com a responsabilidade de substituir o ídolo Carvalho Leite (goleador do tetracampeonato estadual, de 1932 a 35) e não decepcionou a torcida, com grande habilidade e excelente cabeceio.
Dono de uma postura elegante dentro e fora de campo, o jogador de cerca de 1,82 metros de altura foi o maior ídolo alvinegro antes de Garrincha, mesmo sem nunca ter sido campeão pelo clube. Marcou sua passagem pelo Botafogo com 209 gols em 235 partidas, tornando-se o quarto maior artilheiro da história do clube. Deixou General Severiano em 1948, quando foi vendido ao Boca Juniors, da Argentina, na maior transação do futebol brasileiro até então.
Ainda atuou pelo Vasco da Gama, onde conquistou seu único título por um clube, o de campeão carioca de 1949 com o memorável Expresso da Vitória, pelo Atlético Junior de Barranquilla (da Liga Pirata da Colômbia), pelo Santos e pelo América, onde encerrou a carreira, porém tendo jogado apenas uma partida pelo clube de Campos Sales, sua única no estádio do Maracanã, sendo expulso aos 35 minutos do primeiro tempo, após acertar um carrinho violento em um zagueiro adversário. Ainda tentou, depois, voltar aos campos pelo Flamengo por indicação de Kanela, mas se desentendeu com os jogadores do rubro-negro num jogo-teste e não foi aceito.
Fez 18 partidas pela Seleção Brasileira de Futebol marcando 15 gols, tendo sido artilheiro do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1945 - atual Copa América - com 6 gols.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DIVÃ PARA DOIS - UM


UM DIVÃ PARA DOIS (Hope Springs)
Comedia, romance, drama / 100 min. / EUA / 2012

Direção: David Frankel
Roteiro: Vanessa Taylor
Produção: Todd Black, Guymon Casady
Música: Theodore Shapiro
Fotografia: Florian Ballhaus
Edição: Steven Weisberg
Elenco: Meryl Streep (Kay Soames); Tommy Lee Jones (Arnold Soames); Steve Carell (Dr. Bernie Feld); Susan Misner (Dana Feld); Brett Rice (Vince); Elisabeth Shue (Mimi Rogers); Marin Ireland (Molly); Ben Rappaport (Hank); Jamie Christopher White (Maine Fisherman).

SINOPSE: Kay (Meryl Streep) e Arnold Soames (Tommy Lee Jones) estão casados há 30 anos. O relacionamento entre eles caiu na rotina e há tempos não tem algum tipo de romantismo. Querendo mudar a situação, Kay agenda para ambos um fim de semana de aconselhamento com o dr. Feld (Steve Carell), que passa a lhes dar conselhos sobre como reavivar a chama da paixão.

COMENTÁRIO: Dirigido por David Frankel (O Diabo Veste Prada) que consegue um entrosamento e uma química entre dois atores que são os que sustentam esta história.
O roteiro de “Um Divã para Dois” é muito intimo e mostra um matrimonio estagnado em 31 anos de monotonia e este script foi ajustado para dois atores da grandeza de Meryl Streep e Tommy Lee Jones. É claro que Meryl Streep faz valer a pena qualquer filme em que apareça e Tommy Lee Jones está sensacional, ambos são naturais e não carregam exageros caricatos para as cenas, que ao tratar de sexo, poderiam ter ficado com cenas forçadas em diversos momentos. Uma boa surpresa foi Steve Carell no papel nada engraçado e bastante comprometido do terapeuta para casais receitado “exercícios sexuais” a fim de restabelecerem novamente sua intimidade.
O ponto alto do filme está nos diálogos e nas cenas muito bem rodadas de terapia e num equilíbrio na narrativa entre drama e humor, conseguindo agradar ao grande público.
A edição, a direção de arte e a fotografia só auxiliam para deixar tudo isso ainda mais agradável e divertido.
Vale a pena conferir.

Nota: 7,5

sábado, 18 de agosto de 2012

360º


360º (360º)
Drama; Romance / 115min / Reino Unido, Áustria, Brasil, França / 2012

Direção: Fernando Meirelles
Roteiro: Peter Morgan baseado na novela “La ronda”, de Arthur Schnitzler.
Produção: Andy Stebbing, Peter Morgan, Fernando Meirelles, Michael Winterbotton, Andrew Eaton, Chris Hanley, Danny Krausz, David Linde, Emanuel Michael, Andy Stebbing
Fotografia: Adriano Goldman
Edição: Daniel Rezende
Elenco: Anthony Hopkins (Homem velho), Jude Law (Michael Daly), Rachel Weisz (Rose Daly); Bem Foster (Tyler); Jamel Debbouze (Argelino); Moritz Bleibtreu (Comerciante Alemão), Maria Flor (Laura); Juliano Cazarré (Rui); Marianne Jean-Baptiste (Fran); Mark Ivanir (Chefe).

SINOPSE: Inspirado em "La Ronde”, clássica peça de Arthur Schnitzler, 360º é um conjunto de histórias dinâmicas e modernas, passadas em diversas partes do mundo. Dirigido por Fernando Meirelles, o filme começa em Veneza e passa por Paris, Londres, Rio de Janeiro, Bratislava, Denver e Phoenix. O elenco conta com as presenças de Rachel Weisz, Anthony Hopkins, Maria Flor, Jude Law e Ben Foster.

COMENTARIO: 360º “um circulo completo”, é uma compilação de fragmentos isolados de vida, sem identificação e ligação entre os personagens. A ideia da trama é mostrar como qualquer decisão banal pode mudar o futuro. O roteiro de Peter Morgan, que já foi indicado ao Oscar por A Rainha (2006) e Frost/Nixon (2008), é muito desafinado, contendo diversos episódios irregulares do começo ao fim. Traição, amor, esperança, protagonistas infelizes e inseguros tentando melhorar ou mudar de vida. Uma história em que o acaso rege o destino de seus personagens mostrando a notável habilidade de Meirelles como diretor, conseguindo manter a atenção do espectador com um roteiro algo confuso e com poucas expectativas. Ótimos atores facilitaram o trabalho do diretor e a produção conseguiu mostrar belas paisagens em diferentes países e em diferentes línguas.

Nota: 6,5

IDADES DO AMOR - AS - DVD


AS IDADES DO AMOR (The Ages os Love)
Comedia romântica /125min./ Itália / 2011

Direção: Giovanni Veronesi
Roteiro: Uo Chiti, Giovanni Veronesi
Produção: Aurelio e Luigi De Laurentis Jr.
Musica: John Power – Paolo Buonvino
Fotografia: Giovanni Canevari
Direção de Arte: Luca Merlini
Figurino: Gemma Mascagni
Edição: Patrizio Marone
Elenco: Robert De Niro (Adrian); Monica Bellucci (Viola); Riccardo Scamarcio (Roberto); Michele Placido (Augusto); Laura Chiatti (Micol); Valeria Solarino (Sara); Donatella Finocchiaro (Eliana); Carlo Verdone (Fabio); Daniele Pecci; Vittorio Emanuele Propizio (Cupido); Marina Rocco (Giorgia); Vincenzo Alfieri (Francesco); Guido Genovesi .

SINOPSE: Roberto é um jovem e ambicioso advogado que está prestes a se casar com Sara. Toda a sua vida é perfeitamente planejada. Durante uma desapropriação da qual é o encarregado, ele encontra Micol, uma bela e provocante mulher de uma pequena vila na Toscana. É aí que as coisas começam a se complicar... Fabio, um famoso apresentador de televisão, tem sido o marido perfeito durante vinte e cinco anos. Certa noite, numa  festa, ele encontra Eliana, uma “femme fatale” cheia de surpresas. Esta única noite juntos torna-se complicada quando ela se recusa a ir embora... Adrian é um americano professor de História da Arte que se mudou para Roma após o divórcio. Ele é amigo de Augusto, o porteiro do prédio onde mora, cuja exuberante filha Viola está prestes a quebrar sua existência pacífica e reacender seu fogo...

COMENTARIO: Terceiro filme da franquia italiana iniciada com Manual do Amor (2005) e Manual do Amor 2 (2007), As Idades do Amor estreou no início de 2011 no país de origem.
Escrito e dirigido pelo mesmo cineasta, Giovanni Veronesi retorna apresentando um longa dividido em contos. Dessa vez, um taxista (autodenominado cupido) interpretado pelo jovem Vittorio Emanuele Propizio, conta a história de três personagens de idades diferentes e momentos distintos da vida amorosa.
Na primeira história, Roberto (Riccardo Scamarcio) conta com belíssimos paisagens e a beleza da atriz Laura Chiatti e a segunda historia com o protagonista Carlo Verdone, são os episódios
mais fracos. A ultima parte com o impecável protagonista De Niro contracenando com a maravilhosa Monica Bellucci é o melhor dos episódios.

Nota: 6

sábado, 11 de agosto de 2012

À BEIRA DO CAMINHO


À BEIRA DO CAMINHO
Drama / 90 min. / Brasil / 2010 /

Direção: Breno Silveira
Roteiro: Patrícia Andrade
Produção: Breno Silveira, Lula Buarque de Hollanda
Musica: Roberto Carlos / Berna Ceppas
Fotografia: Lula Carvalho
Direção de Arte: Claudio Amaral Peixoto
Figurino: Angèle Fróes
Edição: Vicente Kubrusky
Elenco: Dira Paes (Rosa); João Miguel (João); Ângelo Antônio (Afonso); Vinícius Nascimento
(Duda); Ludmila Rosa (Helena), Denise Weinberg (Mãe de João).

SINOPSE: A história de João (João Miguel), um homem que encontra na estrada uma saída para esquecer os dramas de seu passado. Por acaso ou sorte, seu caminho se cruza com o de um menino (Vinicius Nascimento) em busca do pai que nunca conheceu. A partir desse encontro, nasce uma bela relação que movimentará o delicado equilíbrio construído por João para enfrentar seus fantasmas.

COMENTARIO: Conhecendo o grande ator João Miguel que admirei no filme “Estomago” e com um roteiro interessante, fiz questão de assistir este filme de Breno Silveira (2 Filhos de Francisco).
O roteiro faz lembrar as vezes a "Central do Brasil" (1998) de Walter Salles , "Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo" (2009), e "Paris, Texas", mas este tem uma identidade própria.
Embora possamos classificá-lo como um melodrama, há alguns momentos com toques cômicos, como frases nos para-choques de caminhões.
Apesar de ser um filme de pouco dialogo, este também é um filme de pouco silêncio. Todas as cenas de grande intensidade dramática são acompanhadas por músicas que trazem uma carga emocional extra.
O roteiro é inspirado em canções de Roberto Carlos, que estão na trilha como também interpretações de Márcio Greyk e Antônio Marcos.
Com uma boa direção de atores e com diversos flashbacks e a desfragmentação do passado de João e do ator estreante Vinícius Nascimento, faz o espectador aproximar-se lentamente a historia dos protagonistas. Uma produção relativamente barata, onde o texto das musicas de Roberto Carlos consegue transmitir o pensamento e o drama de cada um dos personagens. A química entre João Miguel e o garoto Vinicius e incrível.
Um bom filme.

Nota: 8