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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

OPERAÇÃO SOMBRA - Jack Ryan

OPERAÇÃO SOMBRA – Jack Ryan (Jack Ryan: Shadow Recruit)
Ação;Triller / 106 min / USA / 2014 

Direção: Kenneth Branagh. 
Roteiro: Adam Cozad, David Koepp;  
Produção: Lorenzo di Bonaventura, Mace Neufeld, David Barron e Mark Vahradian 
Música: Patrick Doyle 
Fotografia: Haris Zambarloukos 
Desenho de Produção: Andrew Laws 
Figurino: Jill Taylor 
Elenco: Chris Pine (Jack Ryan), Kevin Costner (William Harper), Keira Knightley (Cathy Muller), Kenneth Branagh (Viktor Cherevin). 

SINOPSE: Jack Ryan (Chris Pine) estudava em Londres quando o World Trade Center desabou devido a um ataque terrorista ocorrido em 11 de setembro de 2001. Servindo o exército americano, ele participa da Guerra do Afeganistão e lá sofre um sério acidente na coluna. Durante a recuperação no hospital ele conhece a doutora Cathy (Keira Knightley), por quem se apaixona. É neste período que ele recebe a visita de Thomas Harper (Kevin Costner), que trabalha para a CIA e recomenda que Ryan retorne ao doutorado em economia. Ele segue o conselho e, a partir de então, passa a trabalhar às escondidas para a CIA, sem que nem mesmo Cathy saiba.
Em meio às investigações, Jack descobre um complô orquestrado na Rússia, que pode instalar o caos financeiro nos Estados Unidos. Com isso, ele viaja a Moscou com o objetivo de investigar Viktor Cheverin (Kenneth Branagh), o líder da operação. 
COMENTÁRIO: Mais um filme da Cia com uma trama sem força necessária para prender o espectador. Todos os momentos de tensão são com desenlaces previsíveis e acontecem segundos antes impedindo o fracasso. Tudo acontece por um triz. Aqui os bandidos são os russos. Boa fotografia e a trilha sonora novamente é aquela própria de perseguição. Chris Pine como Jack Ryan não convence parecendo um garoto bom, Kevin Costner como William Harper esta ótimo e Keira Knightley esta bonita e perfeita encarnando Cathy Muller. 

Nota: 6

HERCULES - 3D

HERCULES (The Legend of Hercules) 3D
Ação; Aventura / 99 min / EUA / 2014

Direção: Renny Harlin
Roteiro: Sean Hood, Renny Harlin, Giulio Steve, Daniel Giat.
Produção: Renny Harlin
Música: Tuomas Kantelinen
Fotografia: Sam McCurdy.
Desenho de Produção: Luca Tranchino
Figurino: Sonoo Mishra
Edição: Vincent Tabaillon.
Efeitos Especiais:
Elenco: Kellan Lutz (Hércules); Gaia Weiss (Hebe); Scott Adkins (Rei Amphitryon); Roxanne McKee (Rainha Alcmene); Liam Garrigan (Iphicles); Liam McIntyre (Sotiris); Rade Serbedzija (Chiron); Johnathon Schaech (Tarak).

SINOPSE: Traído por seu padrasto, o rei Anfitrião, exilado e vendido como escravo, Hercules precisará de todos os seus poderes para encontrar o caminho de volta para casa e para o seu grande amor

COMENTARIO: Péssimo trabalho de todos os atores. Será que o culpado é o diretor ou é o produtor...
Muitas cenas em 3D quase sem necessidade com efeitos fracos. Uma parte boa do efeito 3D é no momento que Hercules destrói as duas colunas nas quais estava amarrado e elimina os soldados inimigos.
Ate que as lutas estão bem coreografadas, com saltos e pulos incríveis.
Kellan Lutz muito atlético porem sem expressão no papel principal,  sem carisma ou presença em tela e sem química no envolvimento com a bela Gaia Weiss. Um filme bem infantil.
A trilha sonora pesada ao fundo e um exagero de trovões.
Um filme bem fraco.

Nota: 4 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

TRAPAÇA

TRAPAÇA (American Hustle)
Drama Policial / 138 min / EUA / 2013

Direção: David O. Russell
Roteiro: Eric Warren Singer, David O. Russell
Produção: CharlesRoven; Richard Suckle; Megan Ellison
Música: Danny Elfman
Fotografia: Linus Sandgre
Desenho de Produção: Judy Becker
Figurino: Michael Wilkinson
Edição: Jay Cassidy; Cripin Struthers; Alan Baumgarte
Elenco: Christian Bale (Irving Rosenfeld); Bradley Cooper (Agente FBI Richard DiMaso); Amy Adams (Sydney Prosser / Lady Edith greensly; Jeremy Renner (Prefeito Carmine Polito); Jennifer Lawrence (Rosalyn Rosenfeld); Robert DeNiro (Victor Tellegio).




SINOPSE: American Hustle conta a história de um vigarista brilhante Irving Rosenfeld (Christian Bale) que, juntamente com sua parceira britânica igualmente esperta e amante Sydney Prosser (Amy Adams) é obrigado a trabalhar para um agente louco do FBI, Richie BiMaso (Bradley Cooper). DiMaso os atrai ao mundo do trafico de influencias e da mafia de N. Jersey que é tão perigoso quanto sedutor. Jeremy Renner é Carmine Polito, a assessor politico de New Jersey, passional e volátil preso entre vigaristas e os agentes federais. 
Os planos parecem der certo, até a esposa de Irving, Rosalyn (Jennifer Lawrence) aparecer e mudar as regras do jogo.

COMENTÁRIO: O filme é baseado no verdadeiro Melvin Weiberg. "A Trapaça" começa em 1978 quando Irving Rosenfeld (Christian Bale) e Sydney Prosser (Amy Adams) se conhecem e apaixonam. Os dois tornam-se também parceiros nos esquemas que Irving cria para "sacar" dinheiro a diversas pessoas, passando Sydney uma identidade falsa da nobreza britânica, "Lady Edith Greensley". Existe uma maravilhosa química entre Amy Adams e Bale. Ela sempre com vestidos de generosíssimos decotes, com seus seios em primeiro plano praticamente a cada cena, Christian Bale careca, arrumando uma peruca pouco convincente e finalmente um trabalho formidável de Jennifer Lawrence num papel pequeno de mulher traída, neurótica, bela, vulgar e tonta.

Todos eles trapaceando ate o dia em que são apanhados por Richie DiMaso (Bradley Cooper) do FBI. Tem uma jogada maior que envolve o politico Carmine Polito (Jeremy Renner) querendo captar dinheiro de um falso investidor árabe. Enfim, um excelente trabalho de Bale e Cooper, representando os diferentes lados da lei. O roteiro pode virar confuso pelas quantidades de alternativas no golpe e "panos B" na historia.


O filme é dinâmico e explosivo tanto na historia como no papel interpretativo. Todos os atores merece uma menção especial. Pequenas aparições de Michael Peña encarnando um Sheik e Robert DeNiro a mafia italiana. Uma trilha sonora maravilhosa com destaque do tema "Jeep`s Blues" composto em 1956 pelo já falecido Duke Ellington (1899-1974)


Nota: 8

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

MENINA QUE ROUBAVA LIVROS - A

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS (The book thief) 
Drama, bélico / 125 min / USA; Alemanha / 2013 

Direção: Brian Percival 
Roteiro: Michael Petroni; baseado na obra de Markus Zusak. 
Produção: Karen Rosenfelt + Ken Blancato 
Música: John Williams 
Fotografia: Florian Ballhaus 
Desenho de Produção: Simon Elliott 
Figurino: Anne B. Sheppard. 
Edição: John Wilson 
Elenco: Geoffrey Rush (Hans Hubermann), Emily Watson (Rosa Hubermann), Sophie Nélisse (Liesel), Ben Schnetzer (Max), Nico Liersch (Rudy). 
SINOPSE: Brian Percival conta a história adaptada, da alemã Liesel Meminger entregue à adoção por sua mãe comunista perseguida pelo nazismo, e do irmão para o subúrbio pobre de Munique na Alemanha, onde um casal Hans e Rosa Hubermann (Geoffrey Rush e Emily Watson) se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro. Paralelamente o mesmo casal que por uma dívida, decidem esconder Max Vanderburg, um judeu filho de um antigo amigo. Liesel, que não sabe ler, conta com a ajuda do pai e a companhia de Max para conhecer novas palavras e também escrever e cultivar o hábito de roubar, alias pegar emprestados livros, que lhes servem de instrumento de aprendizagem. 
COMENTARIO: O diretor Brian Percival, conhecido por seu trabalho na premiada série Downton Abbey, consegue amenizar o amargo e a frieza do pais e da guerra, em uma bela aventura histórica de Liesel Meminger. A canadense Sophie Nélisse, que encarna Liesel Meminger, além de roubar alguns livros, rouba também a cena. Ela interpreta otimamente seu papel e em cada expressão facial é possível notar seus sentimentos. 
Outro destaque seria para o já consagrado Geoffrey Rush que vive o personagem de Hans Hubermann, pai de Liesel. Alias a relação existente entre o casal formado por Hans e Rosa Hubermann interpretados Geoffrey Rush e Emily Watson é maravilhoso.
Procurando um ponto fraco no filme seria em relação ao seu ritmo e diretor abreu muitas histórias durante o filme e termina com um final repentino. Os pontos positivos seriam: uma historia da segunda guerra de nazistas apenas ariana e sem mostrar os horrores normalmente mostrados nos holocaustos e uma trilha sonora de John Williams com musica de fundo que dão um clima estável no filme mesmo com os acordes as vezes desafinados do acordeão de Hans. A equipe de arte e o figurino foram perfeitamente adaptados a época e finalmente a equipe de fotografia é indiscutivelmente digno de grandes premiações com a predominância do branco e do cinza expressando a frieza e os tons escuros misturados a um laranja. Enfim, um muito bom filme. 

Nota: 8

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

47 RONINS

47 RONINS (47 Ronin)
Ação, drama, ficção / 120 min / EUA / 2013 

Direção: Carl Erik Rinsch 
Roteiro: Chris Morgan, Hossein Amini , baseado no livro de Chris Morgan e Walter Hamada 
Produção: Scott Stuber, Pamela Abdy, Eric McLeod 
Música: Ilan Eshkeri 
Fotografia: John Mathieson 
Desenho de Produção: Jan Roelfs 
Figurino: Penny Rose 
Edição: Stuart Baird, Craig Wood 
Elenco: Keanu Reeves (Kai); Hiroyuki Sanada (Oishi); Kô Shibasaki (Mika); Tadanobu Asano (Lorde Kira); Min Tanaka (Lorde Asano); Rinko Kikuchi (Lady Mizuki / Feiticeira); Jin Akanishi (Chikara Ôishi); Cary-Hiroyuki Tagawa (Shogun Tsunayoshi). 
SINOPSE: Kai (Keanu Reeves) é um mestiço que vive em Ako desde quando era garoto, sempre sob a proteção do lorde Asano (Min Tanaka). Entretanto, por mais que habite o local há muitos anos, ele nunca foi aceito por Oishi (Hiroyuki Sanada), o chefe dos samurais. Um dia, o shogun Tsunayoshi (Cary-Hiroyuki Tagawa) visita Ako e leva consigo o lorde Kira (Tadanobu Asano), que possui um pacto secreto com uma feiticeira (Rinko Kinkuchi). Juntos, eles tramam contra Asano e fazem com Oishi caia em desgraça. Um ano depois, Mika (Ko Shibasaki), a filha de Asano, está de casamento marcado com Kira. É o suficiente para que Oishi procure a ajuda de Kai, que sempre nutriu um forte sentimento por ela. 
COMENTÁRIO: O filme inicia com uma voz explicando em 5 minutos o que é a mitologia japonesa, o que é um shogun, um samurai, um ronin e como uma criança misteriosa é encontrada na floresta e resgatada e criada por um senhor feudal e quando cresce se apaixona pela filha deste. Mas como adulto sempre tratado como um mestiço porque não ser japonês. Essa criança é Kai (Keanu Reeves). Na doutrina bushido, quando um samurai perde o seu mestre, não há mais motivo para viver e para morrer com honra os samurais efetuam seu próprio harakiri. 
Na historia aparece uma bruxa (Rinko Kikuchi) com poderes mágicos se transformando ora em cachorro, ora em dragão ou em outras criaturas mitológicas. Boa atuação de Keanu Reeves nas suas intermináveis lutas, mas infelizmente fraca a química entre Kai (Reeves) e Mika (Ko Shibasaki). Uma história de amor e vingança, com excessos de magia e duelos tentando mostrar os pequenos detalhes da cultura Japonesa. Uma boa trilha sonora e uma bem lograda fotografia do Japão antigo. Um longa-metragem pouco estimulante, semi-dramático, semi-fantasioso, com um semi-heroi sem clímax emocional, de ritmo lento, que acaba se arrastando pelas exageradas duas horas. Enfim um filme fraco. 

Nota: 4

sábado, 25 de janeiro de 2014

CAPITAL - O

O CAPITAL (Le Capital)
Drama; Suspense / 113 min / França / 2013

Direção: Costa-Gavras
Roteiro: Costa-Gavras
Música: Armand Amar
Fotografia: Eric Gautier

Fotografia: Eric Gautier
Produção: Michele Ray, Costa-Gavras  
Direção de Arte: Sebastian Birchler
Figurino: Eve Marie Arnault
Edição: Yannick Kergoat + Yorgos Lamprinos
Elenco: Gad Elmaleh (Marc Tourneuil); Gabriel Byrne (Dittmar Rigule); Natacha Régnier (Diane Tourneuil); Céline Sallette (Maud Baron); Hippolyte Girardot (Raphaël Sieg); Bernard Le Coq (as Bernard Lecoq); Antoine de Suze; Marie-Christine Adam (Mère Diane).

SINOPSE: Os cidadãos do século XXI são esclavos do Capital e sofrem com os problemas e celebram os triunfos. Esta é a historia da ascensão de um escravo do sistema que transforma-se em seu mestre.
O trabalhador Marc Tourneil (Gad Elmaleh) se aventura no mundo feroz do Capital. Ao mesmo tempo, o chefe de um importante banco de investimento europeu se apega ao poder, quando uma empresa americana tenta comprá-los
COMENTÁRIO: Um belo trabalho dos roteiristas Karim Boukercha, Jean-Claude Grumberg e do diretor Costa-Gavras inspirada na obra de Stéphane Osmont.
Um roteiro repleto de artimanhas e com finas ironias, mostra as maneiras de enxergar o mundo dos franceses e dos norte-americanos, que quando o negocio é muito dinheiro são iguais.
A realidade explorada em “O Capital” é verdadeira e aqui ele denuncia os bilionários que tiveram informações privilegiadas como elementos-chave para o êxito de alguns figurões. Possivelmente uma parte pequena dos casos que acontecem vem à tona ou em muitos outros um acordo impede que a denúncia floresça.
Fora do excesso de personagens “Le Capital” tem ritmo, um ótimo roteiro e um final perfeito.
O filme choca pela verdade, e o pior é sabermos que esse tipo de situação ocorre no mundo real. No final tem um paralelo entre as crianças e jovens que brincavam com brinquedos fabricados na Indonésia e em tantos outros países com mão de obra barata e o entusiasmo exagerado dos executivos com a notícia sobre o futuro do banco.

NOTA: 9

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

LOBO DE WALL STREET - O

O LOBO DE WALL STREET (The wolf of Wall Street)
Biopic, comedia dramatica / 180 min. / USA / 2013 

Direção: Martin Scorsese 
Roteiro: Terence Winter; baseado na novela de Jordan Belfort. 
Produção: Martin Scorsese, Leonardo DiCaprio, Riza Aziz, Joey McFarland e Emma Koskoff. Música: Howard Shore 
Fotografia: Rodrigo Prieto 
Desenho de Produção: Bob Shaw 
Figurino: Sandy Powell 
Edição: Thelma Schoonmaker Powell 
Elenco: Leonardo DiCaprio (Jordan Belfort), Jonah Hill (Donnie Azoff), Matthew McConaughey (Mark Hanna), Kyle Chandler (Patrick Denham), Jean Dujardin (Jean-Jacques Saurel), Margot Robbie (Naomi), Jon Favreau (Manny Riskin). 

SINOPSE: O filme é adaptação do livro de memórias de Jordan Belfort, que no Brasil ganhou o nome de "O Lobo de Wall Street". Belfort foi um corretor de títulos da bolsa norte-americana que entrou em decadência nos anos 90. Sua história envolve o uso de drogas e crimes do colarinho branco. Belfort foi condenado a quatro anos de prisão por fraude acusado por Christina McDowell, cujo pai, Tom Prousalis, era um dos sócios. 
COMENTARIO: Este filme é totalmente de Leonardo de Caprio que gostou da historia de Belfort, falou com Martin Scorcesse, faz anos mas sem êxito. Conversou com Terrence Winters um dos maiores roteiristas de TV da atualidade, fez o roteiro e com ele pronto mostrou novamente para Scorcesse e desta vez com êxito. O filme no inicio tinha uma duração de 4 ½ horas e conseguiram reduzir para 2h59min. Mesmos assim, acredito ter momentos redundantes com excesso de prostitutas, cocaína e pilantragem. O filme é ágil e tem aquele recursos do protagonista relatando diretamente á câmara Mas o melhor do filme é o trabalho do Leonardo DiCaprio. 
Seu papel é complicado e interpreta diversos estados de histerismo, de individuo carismático e um divertido completamente drogado. Scorsese, porém, parece gostar de incluir "fuck" em seus filmes: entre os 20 mais bem colocados na lista, ainda estão outras duas produções suas. São elas "Cassino" (422 palavrões) e "Os Bons Companheiros" (300 palavrões) e segundo informações da revista "Variety", o palavrão é dito 506 vezes ao longo do filme. Mesmo assim é um bom filme. 

Nota: 7,5

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

TREM NOTURNO PARA LISBOA

TREM NOTURNO PARA LISBOA (Night Train to Lisbon) 
Suspense; Romance / 111 min / Alemanha; Suíça; Portugal / 2013 

Direção: Bille August 
Roteiro: Greg Latter, Ulrich Herrmann 
Produção: Daniel Baur, Ana Costa, Eric Fischer, Kevin Scott Frakes, Paulo Trancoso Música: Annette Focks 
Fotografia: Filip Zumbrunn 
Figurino: Monika Jacobs 
Edição: Hansjörg Weißbrich 
Elenco: Jeremy Irons (Raimund Gregorius); Mélanie Laurent (Estefânia); Jack Huston (Amadeu); Martina Gedeck (Mariana); Tom Courtenay (João Eça); August Diehl (Jorge O'Kelly); Bruno Ganz (Jorge O'Kelly); Lena Olin (Estefânia); Marco D'Almeida (João); Beatriz Batarda (Adriana). 
SINOPSE: Raimund Gregorius (Jeremy Irons) é um professor de latim do ensino médio e um especialista em línguas antigas. Sua vida é transformada depois de um encontro misterioso com uma jovem portuguesa na antiga ponte de Kirchenfeld, na bela cidade suíça de Berna. Ele consegue impedir que ela salte para a morte nas águas do rio. Raimund fica intrigado, mas a mulher desaparece, deixando seu casaco vermelho para trás. Dentro de um bolso, ele descobre um livro de um médico português chamado Amadeu de Prado, com uma passagem de trem no miolo. Ele decide usá-la espontaneamente, partindo para uma jornada de aventura em Lisboa. Enquanto procura pelo autor, Raimund revisita um capítulo sombrio da história do país e desvela um trágico triângulo amoroso. Ele é atraído para dentro de um misterioso quebra-cabeças onde os riscos são extremamente altos, cheio de intrigas políticas e emocionais. 
COMENTÁRIO: O filme, dirigido pelo dinamarquês Bille August (de “A Casa dos Espíritos”, 1993) é baseado num romance do francês Pascal Mercier e nele narra o episódio histórico da Revolução dos Cravos, em Portugal, em 1974. Trabalhando com cortes para longos flashbacks aleatórios, o diretor vai desmesurando a vida do médico português Amadeu de Prado (Jack Huston) durante a ditadura de Salazar em Portugal.  
 São muitas perguntas sem respostas em menos de dez minutos de filme: Quem é Amadeu? Será que ele está vivo? O que faz ou fez da vida? E quem é a moça do casaco vermelho? A narração funciona em dois tempos e conforme Raimund vai investigando e encontrando seus próprios conflitos e dúvidas. Cada conversa nos mostra flashbacks que, pouco a pouco, adicionam mais peças no quebra-cabeças da vida de Amadeu. O drama é interessante e envolvente, apimentado por romances e pela perseguição da polícia política atuante na ditadura de Salazar. Enfim, uma ótima direção de Bille August e da forma como a história é contada com um elenco de altíssima qualidade e a fotografia boa de Lisboa. O filme pode pecar excesso de poemas e frases falando da vida e liberdade. 

Nota: 7,5

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

VIDA SECRETA DE WALTER MITTY – A

VIDA SECRETA DE WALTER MITTY – A (The secret life of Walter Mitty). 
Comedia dramática; Aventura / 114 min./ USA / 2013 

Direção: Ben Stiller 
Roteiro: Steve Conrad, baseado no curto relato de James Thurber. 
Produção: Stuart Cornfeld, Samuel Goldwyn Jr., John Goldwyn e Ben Stiller. 
Música: Theodore Shapiro 
Fotografia: Stuart Dryburgh. 
Desenho de Produção: Jeff Mann 
Figurino: Sara Edwards 
Edição: Greg Hayden. 
Elenco: Ben Stiller (Walter Mitty); Kristen Wiig (Cheryl); Shirley MacLaine (Edna); Adam Scott (Ted Hendricks); Kathryn Hahn (Odessa); Sean Penn (Sean O'Connell); Patton Oswalt (Todd Maher); Ólafur Darri Ólafsson (The Pilot); Adrian Martinez (Hernando); Joey Slotnick. 
SINOPSE: Walter Mitty (Ben Stiller) é o responsável pelo departamento de arquivo e revelação de fotografias da tradicional revista Life. Ele é um homem tímido, levando uma vida simples, perdido em seus sonhos. Ao receber um pacote com negativos do importante fotógrafo Sean O'Connell (Sean Penn), ele percebe que está faltando uma foto. O problema é que trata-se justamente da foto escolhida para ser a capa da última edição da revista. É quando, Walter, com o apoio de Cheryl (Kristen Wiig) é obrigado a embarcar em uma verdadeira aventura. 
COMENTARIO: Stiller é um ator de muita expressão natural e hoje muito versátil. Neste filme ele é diretor, protagonista e coprodutor. Um filme leve, muito original e diferente aos clássicos “made in Hollywood” e sem perder o toque americano. Uma muito boa fotografia. Uma edição e montagem incrível. Mesmo com uma historia positiva e paisagens maravilhosos o filme fica cumprido e pesado em alguns momentos mas no final ganha um bom ritmo. São quase duas horas agradáveis 

Nota: 7,5

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

PROVA DE REDENÇÃO - DVD

PROVA DE REDENÇÃO (Twice Born/Venuto al Mondo) 
Drama; Guerra; Romance / 127 Min / Italia, Espanha, Croacia / 2012 

Direção: Sergio Castellitto 
Roteiro: Sergio Castellitto e Margaret Mazzantini 
Produção: Sergio Castellitto e Roberto Sessa. 
Música: Eduardo Cruz 
Fotografia: Gianfilippo Corticelli. 
Desenho de Produção: Francesco Frigeri 
Figurino: Sonu Mishra 
Edição: Patrizio Marone 
Elenco: Penélope Cruz (Gemma); Emile Hirsch (Diego); Adnan Haskovic (Gojco); Saadet Aksoy (Aska); Pietro Castellitto (Pietro); Mira Furlan (Velida); Jovan Divjak (Jovan Divjak); Vinicio Marchioni (Gemma’s husband); Branko Djuric (Doctor Branko Duric); Jane Birkin (Psicologa); Luca De Filippo (Armando); Sergio Castellitto (Giuliano); Bruno Armando (Bruno Armando); Fausto Russo Alesi (Fausto Russo Alesi); Juan Carlos Vellido (Official Ministry). 

SINOPSE: Gemma visita Sarajevo com seu filho, Pietro. Há 16 anos eles escaparam da cidade assolada pela guerra, quando o pai da criança ficou e acabou morrendo. Enquanto ela tenta reparar a relação com o filho, uma revelação força Gemma a encarar a perda, as consequências da guerra e o poder de redenção do amor. Filme baseado no best-seller de Margaret Mazzantini 

COMENTARIO: Uma historia contada a traves de um festival de Flashback transportando o espectador ao mundo do conflito bélico da Bósnia. Os atores defendem seus papeis da melhor maneira possível com uma muito boa participação da Penélope Cruz e outra muito agradável de Emile Hirsh. 
O filme envolve o espectador durante todas as duas horas de duração, despertando sua curiosidade sobre o desfecho da história. 
Um filme que emociona, fala sobre o amor, nas suas diversas formas, sobre sofrimento, perdas e redenção. Tem um final muito surpreendente, que faz mudar toda a perspectiva dos personagens formada até então. 
Faz lembrar o estilo do filme “Incendios” (Dennis Villeneuve, 2010) que no seu fechamento também faz referencia a conflitos bélicos. O filme possui uma boa fotografia e uma trilha sonora muito bem escolhida. 
Um bom filme. 

Nota: 8

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

HANNAH ARENDT - DVD

HANNAH ARENDT (Hannah Arendt) 
Drama / 113 min / Alemanha; Luxemburgo; França / 2012 

Direção: Margarethe Von Trotta 
Roteiro: Margarethe Von Trotta 
Produção: Bettina Brokemper, Johannes Rexin 
Música: André Mergenthaler 
Fotografia: Caroline Champetier 
Desenho de Produção: Volker Schaefer 
Figurino: Frauke Firl 
Edição: Bettina Böhler 
Elenco: Barbara Sukowa (Hannah Arendt); Axel Milberg (Heinrich Blücher); Janet McTeer (Mary McCarthy); Julia Jentsch (Lotte Köhler); Ulrich Noethen (Hans Jonas); Nicholas Woodeson (William Shawn). 

SINOPSE: Dois judeus chegam aos Estados Unidos como refugiados de um campo de concentração nazista. Nessa nova terra, eles vão buscar novas oportunidades e uma delas se torna curiosa: a oportunidade de viajar até Israel para cobrir o julgamento do nazista Adolf Eichmann para a The New Yorker 
COMENTARIO: Este filme mostra ao espectador, saber mais sobre os polêmicos escritos de Hannah Arendt, defensora da liberdade de pensamento. São dois os elementos principais do filme. O primeiro é Adolf Eichmann é julgado em Jerusalém em 1961 por ser um monstro e assassino nazista e só isso que importa. A escritora judia Arendt tenta mostrar que para ela, Eichmann era uma pessoa “normal”, um “ninguém” e apenas um burocrata que obedecia ordens, viessem elas de Hitler ou de Jesus, com a missão de defender a raça ariana pura, eliminando sem importar se fossem judeus, ciganos, comunistas, homossexuais, eslavos, etc. 
O segundo elemento principal é a força da arte de pensar e "Hannah Arendt" questiona a inteligência de Eichmann, afirmando a incapacidade de ele conseguir pensar. Um bom trabalho de Barbara Sukowa no papel principal, uma boa fotografia, boa adaptação a época, e edição com ótimos flashbacks. 
Um bom filme: 

Nota 8

ALBUM DE FAMILIA

ÁLBUM DE FAMÍLIA (August: Osage County)
Comédia; Psicodrama familiar / 121 min / EUA / 2013 

Direção: John Wells 
Roteiro: Tracy Letts 
Produção: Harvey Weinstein, George Clooney, Grant Heslov, Jean Doumanian 
Música: Gustavo Santaolalla 
Fotografia: Adriano Goldman 
Elenco: Meryl Streep (Violet Weston); Julia Roberts ( Barbara); Ewan McGregor (Bill Fordham); Chris Cooper (Charles Aiken); Abigail Breslin (Jean Fordham); Benedict Cumberbatch ( "Little" Charles Aiken); Juliette Lewis (Karen Weston); Margo Martindale ( Mattie Fae Aiken); Dermot Mulroney (Steve); Julianne Nicholson (Ivy Weston); Sam Shepard (Beverly Weston); Misty Upham (Johnna). 

SINOPSE: Beverly Weston é poeta e alcoólatra enquanto sua mulher, Violet (Meryl Streep), sofre de câncer de boca e está viciada em remédios. Beverly decide contratar uma empregada e cozinheira para ajudar Violet. Ele contrata uma jovem índia cheyenne chamada Johnna (Misty Upham), que é vítima de frequentes ataques racistas de Violet. Algumas semanas depois da chegada de Johnna, Beverly desaparece, o que faz a família se reunir em sua procura, mas a única coisa que encontram, dias depois, é uma carta de suicídio. 
As três filhas de Violet, Barbara (Julia Roberts), que além de estar em divórcio com seu marido Bill, tem um relacionamento distante com a filha adolescente Jean (Abigail Breslin), Karen (Juliette Lewis), que está noiva do seu terceiro marido, Steve (Dermot Mulroney), e Ivy (Julianne Nicholson), que ainda vive com os pais, mas esconde um relacionamento com seu primo Charles (Benedict Cumberbatch). Uma série de conflitos emergem nos dias que se seguem, já que Violet e Barbara nunca entenderam uma a outra, e tanto Ivy quanto Karen estão a beira de abandonar a família. 
COMENTÁRIO: O inicio do filme é realmente uma comedia divertida, contendo um humor negro nos diálogos venenosos e irônicos. Depois de passar por um momento melancólico, os protagonistas da família começam entre eles a “lavagem de roupa suja”. 
O jantar após o enterro é o destaque do filme: um show de dramaturgia onde cada personagem tem seu grande momento. As falas são inteligentes e imprevisíveis, podem ate comparar-se com as Quem Tem Medo de Virginia Woolf? 
Meryl Streep novamente formidável na sua atuação como a matriarca Violet Weston, e Julia Roberts brilhante no papel de sua filha Barbara, duas possíveis candidatas para estatuetas para atriz e coadjuvante, sem desmerecer o roteiro de Tracy Letts e a direção de John Wells amante da escola “lumetiana”. O nova-iorquino Sidney Lumet (Longa Jornada Noite Adentro c/ Katherine Hepburn) tem como característica marcante a “teatralização”, dependendo do talento dos atores e o uso escasso de cenários. 
As poucas filmagens externas são no estado americano de Oklahoma e nas cenas leves predomina a música do estilo country americano. 

Um ótimo filme. 
Nota: 9

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

ULTIMA VIAGEM A VEGAS

ULTIMA VIAGEM A VEGAS (Last Vegas)
Comedia / 105 min / EUA / 2013

Direção: Jon Turteltaub 
Roteiro: Adam Brooks e Dan Fogelman.
Música: Mark Mothersbaugh
Fotografia: David Hennings
Elenco: Michael Douglas (Billy Gerson); Robert De Niro (Paddy); Morgan Freeman (Archie Clay); Kevin Kline (Sam); Mary Steenburgen (Diana); Jerry Ferrara (Todd); Romany Malco (Lonnie); Roger Bart (Maurice); Erza (Michael Early); Autumn Dial (Drunk Girl); Ric Reitz (Neil); Michael Beasley (Bouncer)
Produção: Laurence Mark, Joseph Drake, Amy Baer e Matt Leonetti
Desenho de Produção: David J. Bomba
Figurino: Dayna Pink
Edição: David Rennie
Elenco: Michael Douglas (Billy Gerson); Robert De Niro (Paddy); Morgan Freeman (Archie Clay); Kevin Kline (Sam); Mary Steenburgen (Diana); Jerry Ferrara (Todd); Romany Malco (Lonnie); Roger Bart (Maurice); Erza (Michael Early); Autumn Dial (Drunk Girl); Ric Reitz (Neil); Michael Beasley (Bouncer).
SINOPSE: O filme apresenta um a um aos quatro personagens principais. Sam (Kevin Kline) que mora numa casa de repouso na Flórida junto de sua esposa,  Archie (Morgan Freeman), tendo sofrido recentemente um pequeno infarto, é super-protegido pelo filho, Paddy (Robert De Niro) perdeu a esposa vive isolado em uma casa e Billy (Michael Douglas) um empresário bem sucedido e infeliz que decide se casar com uma garota com a metade de sua idade. Os quatro são amigos desde a infância e hoje são senhores de idade. Billy e os amigos resolvem viajar até Las Vegas para reviver a juventude e curtir uma tremenda despedida de solteiro.
COMENTÁRIO: Freeman e Kline estão ótimos e conseguem roubar as cena com as melhores saídas cômicas. Já Douglas e De Niro tem papeis nos quais acabam em situações um tanto quanto constrangedoras e menos divertidas.
A maior parte das piadas  giram em volta da idade dos protagonistas.
A trama do filme, tem muitas partes previsíveis mas o roteirista conseguiu fazer uma comedia inteligente com ótimos lances nos diálogos e o diretor conseguiu introduzir diversos detalhes sutis. A fotografia mostra imagens externas de Las Vegas e internas de casinos e alguns hotéis famosos
Um filme que diverte.

Nota: 8

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

TESE SOBRE UM HOMICIDIO

TESE SOBRE UM HOMICIDIO (Tesis sobre un homicidio)
Suspense / 106 min / Argentina / 2013

Direção: Hernán Goldfrid
Roteiro: Patricio Vega; basado en la novela de Diego Paszkowski
Produção: Diego Dubcovsky + Gerardo Herrero Daniel Burman
Musica: Sergio Moure de Oteyza
Fotografia: Rodrigo Pulpeiro
Desenho de Produção: Mariela Rípodas
Figurino: Cristina Rodríguez.
Edição: Pablo Barbieri.
Elenco: Ricardo Darín (Roberto Bermudez);  Alberto Ammann (Gonzalo Ruiz Cordera);  Arturo Puig (Alfredo Hernández);  Calu Rivero (Laura Di Natale); Fabián Arenillas (Máuregui); Mateo Chiarino (Villazán).

SINOPSE: Roberto Bermudez (Ricardo Darin) é um especialista em direito criminal, alterou sua vida quando ele se convence que Gonzalo, um de seus melhores alunos, foi o autor de um assassinato brutal na frente da Faculdade de Direito. Determinado a descobrir a verdade sobre o crime, toma uma investigação pessoal, que em breve se torna uma obsessão para descobrir a verdade.

COMENTÁRIO: O longa pretende ser um filme "policial" misturado com alguns lances de Thriller psicológico. Desde o inicio o espectador é movido a procurar e considerar diversos detalhes, se importantes ou não que fazem parte de um processo para a sentença que o juiz vai proferir. Em alguns momentos se menciona o fato de o pai de Gonçalo ter feito um exame de paternidade deixando no ar a hipótese de Bermúdez ter tido um caso com a mãe de Gonçalo. Muitas sequencias da trama são evidentes e outras obvias demais.A fotografia de Rolo Pulpeiro é muito boa, cenas do maravilhoso palácio da Universidade de Direito e do museu de Malva em Buenos Aires
Um roteiro fraco, um trabalho de Ricardo Darin como sempre impecável, o duelo interpretativo entre Alberto Amman e Ricardo Darin é muito artificial e fechando o triangulo central, Calu Rivero demostra que simplesmente com ser bonita, não basta.

Nota: 5