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sábado, 3 de setembro de 2011

ARVORE DA VIDA - A

A ARVORE DA VIDA - (The Tree of Life)
Drama / EUA / 2011 / 138 min.


Direção: Terrence Malick
Roteiro: Terrence Malick
Produção: Dede Gardner, Brad Pitt, Sarah Green, Grant Hill e William Pohlad
Música: Alexandre Desplat
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Direção de Arte: David Crank
Figurino: Jacqueline West
Edição: Hank Corwin, Jay Rabinowitz, Daniel Rezende, Billy Weber e Mark Yoshikawa
Efeitos Especiais: Double Negative | Method Studios | Prime Focus
Elenco: Brad Pitt (Sr. O'Brien); Hunter McCracken (Jack novo); Sean Penn (Jack adulto); Fiona Shaw (Avó); Jessica Chastain (Sra. O'Brien); Kari Matchett (Ex de Jack); Joanna Going (Esposa de Jack); Kimberly Whalen (Sra. Brown);Zach Irsik (Filho de Jack); Will Wallace (Will); Brayden Whisenhunt (Jo Bates ); Cole Cockburn (Harry Bates). Jackson Hurst (Tio Ray).


SINOPSE: Conta a história que aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum, e expande a ótica desta rica relação, ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos, em uma fabulosa viagem pela história da vida e seus mistérios, que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.


COMENTÁRIO: Terrence Malick inicia o filme com uma serie de imagens abstratas, explosões, vulcões .fumaças, água, dinosaurios com algumas narrativas, durante uma interminável meia hora de filme onde o espectador quase no fim descobre que o diretor quis mostrar de uma forma maravilhasa o inicio da vida e do mundo. Poderia ter mostrado em 5 minutos.
O filme pula no tempo para mostrar a cotidiana vida intima de uma família norte-americana nos anos 50. O casal O´Brian com de três filhos e o choque com a morte de um deles, questionando a justiça divina, tendo uma vida tão regrada e contribuindo com o dizimo regularmente
Mostra a luta interna do personagem central, Jack (Hunter McCracken) (Sean Penn), amargurado filho de um casal com ideologias completamente diferentes. A trágica morte do irmão mais jovem do protagonista, as dores da rejeição e da inveja do filho mais velho, a melancolia disfarçada do pai disciplinador e frustrado (Brad Pitt), em um trabalho impecável e mãe doce e tolerante (Jessica Chastain) maravilhosa nos seus olhares e nas expressões faciais. Uma química excelente entre o trio Pitt, Chastain e McCracken.
Uma belíssima fotografia do mexicano Emmanuel Lubezki mostrando um excesso se simbolismos acompanhados por musica de Alexandre Desplat complementada por alguns movimentos completos de Smetana, Bach, Brahms, Mahler e Berlioz durante a exposição de fotografia, fazem o filme ainda mais tedioso.
Um filme que fala acima de tudo sobre a vida, sobre a família e os seus conflitos, sobre a juventude e suas dúvidas, sobre a religião sem alienar religiosos ou ateus e sobre o passado que influencia o futuro.
Sean Penn não fala nem aparece muito mas a sua presença é essencial, desde o seu crescimento na América nos anos 50 à vida no mundo atual onde os edifícios chegam ao céu como a Torre de Babel tentando chegar a Deus.
Enfim uma obra de arte repleta de simbolismos e significados bem para adeptos e amantes de Malik, porem um filme entediante e cumprido demais para o espectador comum.
Mesmo vencedor da Palma de Ouro em Cannes para mim é um filme apenas legal


Nota: 6,5


Terrence Frederick Malick nasceu em 30 de novembro de 1943 em Ottawa, Illinois filho de Emil Malick, um geólogo de ascendência assíria-libanesa cristã, e Irene Malick.
Malick cursou a St. Stephen's Episcopal School, em Austin, Texas, enquanto sua família vivia em Bartlesville, Oklahoma.
Ele estudou filosofia na Universidade de Harvard, se formando com a maior das honras e Phi Beta Kappa em 1965. Conhecido como diretor, roteirista e produtor de cinema americano. Com uma carreira de mais de quarenta anos, Malick dirigiu apenas seis filmes. Muitos críticos de cinema consideram seus filmes obras-primas. Malick já foi indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado, e venceu um Urso de Ouro do Festival de Berlim por The Thin Red Line. Em 2011, seu filme The Tree of Life venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

APOLLO 18

APOLLO 18 (Apollo 18)
Ficção -Terror / 88 min. / EUA / Canadá / 2011


Direção: Gonzalo López-Gallego
Roteiro: Brian Miller y Cory Goodman
Produção: Timur Bekmambetov y Michele Wolkoff.
Fotografia: José David Montero
Figurino: Cynthia Ann Summers
Elenco: Warren Christie + Lloyd Owen


SINOPSE: Oficialmente, a Apollo 17, lançada em 17 de dezembro de 1972, foi a última missão à Lua divulgada. Mas, um ano depois, dois astronautas americanos foram enviados para lá em uma missão secreta, financiada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O que você está prestes a ver são imagens reais que eles fizeram durante a missão Apollo 18. Enquanto a NASA nega a sua autenticidade, outros acreditam que essa foi a verdadeira razão para o Homem nunca ter voltado à Lua
COMENTÁRIO: Com um cartaz que diz: "Existe uma razão para nunca termos voltado para a Lua", cativa os espectadores para assistir um filme com um roteiro promissor de Brian Miller.
Um filme com barato com apenas dois atores, muitas imagens pegues da cenas do Apolo 9 e as novas muito fracas, sem trilha sonora e com muito chiado de transmissao da .
O diretor madrilenho Gonzalo Lopez-Gallego não convenceu neste filme explorando uma teoria da conspiração sobre a missão espacial cancelada na década de 1970 pela NASA.
Não gostei do filme

Nota 3

Gonzalo López-Gallego, pouco se sabe deste cineasta que é nascido em Madrid, Espanha, conhecido por dirigir filmes curtos e para TV. O ultimos como diretor foram:
Nómadas (2001)
Sobre el arco iris (2003)
El rey de la montaña (2007)
Apollo 18 (2011)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PLANETA DOS MACACOS – A Origem

PLANETA DOS MACACOS – A Origem (Rise of the Planet of the Apes)


Ficção Científica / 105 min. / EUA / 2011


Direção: Rupert Wyatt
Roteiro: Rick Jaffa, Amanda Silver
Produção: Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa, Amanda Silver
Música: Patrick Doyle
Fotografia: Andrew Lesnie
Edição: Mark Goldblatt e Conrad Buff IV
Efeitos Especiais: John Lithgow
Elenco: James Franco (Will Rodman), Tom Felton, Freida Pinto (Caroline Aranha) , Andy Serkis, Brian Cox (John Lamdon), John Lithgow (Charles Rodman), Tyler Labine (Robert Franklin), David Hewlett , Sonja Bennett , Jamie Harris, Leah Gibson, David Oyelowo (Steven Jacobs).

SINOPSE: No mundo contemporâneo, o jovem cientista Will Rodman (James Franco) está a frente de um grupo de pesquisadores que desenvolvem experimentos genéticos em macacos na busca pela cura do mal de Alzheimer.. Um problema no experimento faz com que Will Rodman acolha um macaco, Cesar, em sua casa e passe a desenvolver sua pesquisa por conta própria. As experiências fazem com que a inteligência do macaco aumente bastante.
COMENTÁRIO: “Planeta dos Macacos – A Origem” é um remarque dos filmes 1968 e 2001 com méritos especialmente para John Lithgow, responsável pela tecnologia gráfica aplicada.
Um roteiro muito bem amarrado de Rick Jaffa e Amanda Silver, uma direção perfeita do pouco conhecido Rupert Wyatt e um ótimo trabalho da Weta Digital, principal responsável pela construção dos movimentos e expressões faciais do primata Cesar bem como a frenética montagem e edição de Conrad Buff IV e Mark Goldblatt.
Nos antigos filmes da série "Planeta dos macacos", os símios eram interpretados por atores fantasiados. Hoje os chimpanzés, gorilas e orangotangos criados a partir de movimentos e expressões faciais de atores humanos, que são gravados digitalmente e então transformados em animação no computador.
Andy Serkis, o ator que encarnava o King Kong no filme de 2005, dirigido por Peter Jackson é o mesmo que interpreta o chimpanzé Cesar contracendo com James Franco (127 horas) perfeito no papel de Will Rodman assim como Freida Pinto (Quem Quer Ser um Milionário?) e John Lithgow no papel de pai com Alzheimer.
A fotografia de Andrew Lesnie é outro item que também merece destaque, tanto nas cenas internas ou nas grandes tomadas externas, acima da Ponte Golden Gate.
A trilha sonora composta por Patrick Doyle segue bem durante os 105 minutos do longa.Planeta dos Macacos: A Origem seguramente vai ser indicado a varias estatuetas
Um bom filme


Nota: 8


Rupert Wyatt, nascido em 26 outubro de 1972 é um escritor britânico e diretor de cinema.
Seu filme de estreia foi A Fuga (The Escapist) , que estreou no Sundance Film Festival em janeiro de 2008. Seu segundo filme foi Planeta dos Macacos” (Rise of the Planet of the Apes) (2011).


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SUPER 8

SUPER 8 (Super 8)
Ficção Científica / 112 min. / EUA / 2011


Direção: J.J. Abrams
Roteiro: J.J. Abrams
Produção: J.J. Abrams, Steven Spielberg
Música: Michael Giacchino
Fotografia: Larry Fong
Direção de Arte: Martin Whist
Figurino: Ha Nguyen
Edição: Maryann Brandon
Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic
Elenco: Kyle Chandler como Delegado Jackson Lamb; Joel Courtney como Joe Lamb; Elle Fanning como Alice Dainard; Noah Emmerich como Coronel Nelec; Ron Eldard como Louis Dainard; Bruce Greenwood como "Cooper"; Riley Griffiths como Charles Kaznyk; Ryan Lee como Carey; Zach Mills como Preston; Josh McFarland como Tom Ashton; Gabriel Basso como Martin; Amanda Michalka como Jen Kaznyk; Glynn Turman como Dr. Woodard; Michael Hitchcock como Delegado Rosko.
SINOPSE: A trama se passa no verão de 1979, quando um grupo de seis garotos, em uma cidade industrial de Ohio, testemunha uma catastrófica colisão noturna de um caminhão com um trem de carga. Eles registram tudo com a câmera Super-8 com a qual estavam tentando fazer um filme. Não tarda para que eles comecem a desconfiar que aqui não foi um acidente, quando misteriosos desaparecimentos começam a acontecer e o exército tenta encobrir a verdade - algo muito mais terrível do que eles poderiam imaginar.
COMENTÁRIO: O filme deve ser uma homenagem do diretor e roteirista Abrams ao cinema do fim dos anos 1970 e começo da década de 80 e narra a história de um grupo de adolescentes que tentam fazer um filme “Super 8” de uma zumbi. O trabalho do elenco jovem poderia ser uma referencia a própria infância de Spielberg.
A primeira parte do filme é maravilhosa com a lógica infantil e os diálogos das crianças e um acidente de trem muito bem logrado.
A segunda parte do longa vira realmente um filme de ficção com um alienígenas aterrorizando todo o povo da pequena cidade do interior e mostrando cenas de suspense e mistério ao espectador.
Um bom trabalho de Ryan Lee, Joel Courtney e Elle Fanning com cenas de amor sem beijo e ótimas cenas de efeitos especiais


Nota 8


Jeffrey Jacob Abrams (Nova Iorque, 27 de junho de 1966) é um escritor, diretor e produtor de cinema e televisão dos Estados Unidos.
Ele escreveu e produziu vários filmes antes de co-criar a série de TV Felicity (1998–2002).
Ele também criou as série Alias (2001–2006),
Lost (2004–2010),
Fringe (2008–presente) e Undercovers (2010).
Dirigiu os filmes Mission: Impossible III (2006)
e Star Trek (2009).

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

DOIS IRMÃOS - DVD

DOIS IRMÃOS (Dos Hermanos)
Comédia Dramática / 105 min / Argentina / 2010


Direção: Daniel Burman
Roteiro: Diego Dubcovsky e Daniel Burman, baseado em livro de Diego Dubcovsky
Produção: Daniel Burman e Diego Dubcovsky
Música: Nico Cota
Fotografia: Hugo Colace
Direção de Arte: Margarita Tambornino e Paulina López Meyer
Figurino: Roberta Pesci
Edição: Pablo Barbieri Carrera
Elenco: Antonio Gasalla (Marcos); Graciela Borges (Susana) ; Rita Cortese (Alicia) ; Elena Lucena (Neneca) ; Omar Núñez (Mario) .
SINOPSE: Susana (Graciela Borges) é egocêntrica e valoriza o próprio sucesso acima de tudo. Por esse motivo, deixou exclusivamente a cargo do irmão Marcos (Antonio Gasalla) a tarefa de cuidar da mãe. Quando esta morre, Marcos se vê solteiro aos 64 anos e sem grandes realizações profissionais. Ao ser expulso por Susana do apartamento onde sempre morou com a mãe e obrigado a sair de Buenos Aires, vai buscar asilo em um resort no Uruguai. Lá, ingressa em um grupo de teatro, desenvolve amizades e recupera a vontade de viver. Mas as notícias de seu progresso desagradam a irmã
COMENTARIO: Graciela Borges (O Pântano) e Antonio Gasalla, que vivem os protagonistas, fazem a diferença em um roteiro que, em outras mãos poderia facilmente transformar-se em um novelão. Conduzido pelo Daniel Burman, o roteiro inspirado no livro Villa Laura, de Sergio Dubcovsky, torna-se exemplo de qualidade de atuação, excelente condução de atores e narrativa cinematográfica sem excessos.
E Susana matraqueia o tempo todo... algo que o argentino usa como contraste entre os dois - tão próximos mas tão estranhos um ao outro. Ele ouve, ela jamais se cala. Ela tenta vencer, ele se dá por vencido.
Um bom filme


Nota 7


Daniel Burman de familia judeu polonêsa, nasceu em 29 de agosto de 1973, em Buenos Aires , Argentina conhecido como diretor de cinema , roteirista e produtor .
Ele possui tanto cidadania argentina e polaco.
Seus toques cômicos muitas vezes trazem comparação com Woody Allen
Burman foi co-produtor do filme de sucesso, Diários de Motocicleta (2004).
Ele é considerado como um dos membros da chamada "Nova Argentina Cinema", que começou em 1998.
Daniel Burman conhece profundamente o tema que relaciona a família.
Vimos isto no ” Ninho Vazio” (2003), “ O Abraço Partido” (2004) e no “As Leis de Família” (2006)
Em “Dois Irmãos” (2010) não é diferente.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

PRIMEIRO QUE DISSE - O DVD

O PRIMEIRO QUE DISSE (Mine Vaganti)
Drama / 110 min / Itália / 2011


Direção: Ferzan Ozpetek
Roteiro: Ferzan Ozpetek e Ivan Cotroneo
Produção: Domenico Procacci
Música: Pasquale Catalano
Fotografia: Maurizio Calvesi
Direção de Arte: Carlo Rescigno
Figurino: Alessandro Lai
Edição: Patrizio Marone
Elenco: Riccardo Scamarcio (Tommaso Cantone) ; Elena Sofia Ricci (Luciana) ; Alessandro Preziosi (Antonio Cantone) ; Lunetta Savino (Stefania Cantone) ; Ennio Fantastichini (Vincenzo Cantone) ; Bianca Nappi (Elena) ; Massimiliano Gallo (Marido de Elena) ; Ilaria Occhini (Avó) ; Nicole Grimaudo (Alba Brunetti) ; Carmine Recano (Marco) ; Gianluca De Marchi (Davide) ; Mauro Bonaffini (Massimiliano) ; Giorgio Marchesi (Nicola) ; Matteo Taranto (Domenico) ; Gea Martire (Patrizia) .
SINOPSE: Tommaso (Riccardo Scamarcio) pertence a tradicional família Cantone, proprietária de uma fábrica de massas no sul de Itália. Ele veio de Roma, onde almeja uma carreira de escritor, para uma reunião com todos. Seu irmão será anunciado como eleito para tocar os negócios da empresa e ele pretende aproveitar a ocasião para contar a todos sobre sua homossexualidade. Só que ele não contava que seu irmão Antônio (Alessando Preziosi) tomaria a dianteira comunicando aos familiares que também é gay e revela seu amor por um ex-funcionário da fábrica de massas e é expulso pelo patriarca, obrigando Tommaso a esconder sua revelação e ainda assumir a fábrica, tendo escancarar seus segredos e esquisitices - da tia alcoólatra aos sobrinhos gordos, ninguém é normal. O pai, o típico carcamano, inconformado e homofóbico que mal aceita o genro napolitano, quanto mais o filho gay e tem medo do que toda a cidade vai pensar sobre "o fruto podre na família” derrubado por um ataque cardíaco, Tommaso para não matá-lo decide continuar fingindo ser hétero.


COMENTARIO: “O Primeiro que Disse” é uma boa mistura de drama e comédia. Aliás, como as famílias italianas costumam ser mas com uma suave divisoria entre o trágico e o cômico, principalmente quando a família é composta por pais, avós, tios, tias, filhos e netos, todos compartilhando o mesmo casarão.
Ozpetek passa o filme analisando os conflitos morais do seu personagem, que tenta fazer o irmão voltar a ser aceito pelos seus. E ainda tem que lidar com a visita inesperada dos amigos e do namorado de Roma, que fazem o contraponto humorístico da trama.
O tema de “sempre perseguir o seu sonho” Tem bons momentos de humor, alguns diálogos inspirados e belas locações na região de Lecce.
Quem rouba a cena é Ilaria Occhini, tradicional atriz do teatro e da TV italiana, no papel da avó dos Cantone. Sábia e calma, e com seus segredos particulares, é ela quem resolve o dilema, de modo definitivo e magistral. Afinal, como em todo drama familiar é a mulher mais velha que sabe das coisas.
O último ato é de uma tensão emocional fantástica e comovente, com os marcantes atores coadjuvantes. A avó diabética de Tommaso dá o tom dramático do clímax
O filme participou da seleção Oficial Panorama - Festival de Berlim 2010;


Nota: 8


Ferzan Ozpetek, nasceu em Istambul em 1959, Ferzan Ozpetek, ele se mudou para a Itália no final dos anos 70 para estudar História do Cinema na Universidade "La Sapienza" de Roma.
Em seguida, ele participou de cursos de História da Arte e da Academia Costume de Novara e da Royal Academy of Dramatic Arts "Silvio D'Amico" e já trabalhou com Teatro Julian Beck Vida e, eventualmente, trabalhado como diretor assistente, colaborando com Massimo Troisi, Ponti Maurizio, Sergio Citti, Marco Risi e outros.
Em 1997 ele finalmente dirigiu seu primeiro longa-metragem “O Banho Turco”, com muito sucesso com o público.
Seus ultimos filmes como diretor foram: O banho turco (1997); Harem suare (1999); As fadas ignorantes (2001); De frente para o Windows (2003); Sagrado Coração (2005); Saturno em oposição (2007) ; A Perfect Day (2008); Mine Vaganti (2010).

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O CONCERTO

O CONCERTO (Le Concert)
Comédia / Drama / 119 min. / Bélgica, França, Itália, Romênia, Rússia / 2009.


Direção: Radu Mihaileanu
Roteiro: Radu Mihaileanu, com a colaboração de Matthew Robbins e Alain-Michel Blanc, baseados na história de Héctor Cabello Reyes & Thierry Degrandi.
Produção: Alain Attalr
Música: Armand Ama
Fotografia: Laurent Dailland
Direção de Arte: Vlad Roseanu
Figurino: Viorica Petrovici e Maira Ramedhan Lévy
Edição: Ludo Troch
Efeitos Especiais: Benjamin Ageorges e Stephane Bidault (supervisores)
Elenco: Mélanie Laurent (Anne-Marie Jacquet / Lea); Alexeï Guskov (Andrey Simonovich Filipov); Dmitri Nazarov (Aleksandr 'Sasha' Abramovich Grosman); François Berléand (Olivier Morne Duplessis); Miou Miou (Guylène de La Rivière); Valeriy Barinov (Ivan Gavrilov); Lionel Abelanski (Jean-Paul Carrère); Laurent Bateau (Bertrand); Vlad Ivanov (Pyotr Tretyakin).
SINOPSE: Há 30 anos atrás, Andrei Filipov era o maior maestro da União Soviética e dirigia a célebre Orquestra do Bolshoi. Mas, após recusar se separar de seus músicos judeus, entre os quais estava o seu melhor amigo, Sacha, o renomado maestro foi demitido da orquestra de Bolshoi, mas seguiu trabalhando por lá como auxiliar de limpeza. Um dia, ele acaba descobrindo que o Bolshoi foi convidado para tocar no Châtelet Theater em Paris e decide reunir seus antigos amigos para tocar no lugar da atual orquestra. Para integrar sua equipe, ele pretende que a jovem e exímia solista de violino Anne-Marie Jacquet (Mélanie Laurent) os acompanhe. Se os planos derem certo, este tem tudo para ser um concerto muito especial e um verdadeiro triunfo e uma ocasião tão esperada de ter a sua revanche....
COMENTÁRIO: Trata-se de um Remarke do filme alemão “Das Konzert” de 1944 realizado pelo diretor, alemão de pais dinamarqueses, Hans Detlef Sierk, “Sirk” (*1897-+1987).
O cineasta romeno Radu Mihaileanu depois de escrever e dirigir um filme original nos anos 90 “O Trem da Vida” nos apresenta seu genial “O Concerto” , filme que tem a co-produção de cinco países: França, Itália, Bélgica, Rússia e Romênia.
Com um humor inteligente, um ótimo ritmo de comédia, e um roteiro com surpresas no final este filme foi indicado a quatro prêmios César ganhando os de Som e Trilha Sonora, e ao Globo de Ouro de Melhor Filme em língua não inglesa.
Um filme que começa como uma aventura, logo passa ser um entretimento, logo traz um retrato impressionante do mundo artístico com diversas forças que se unem para conseguir a harmonia suprema na música.
Ótimo trabalho de montagem com os flash back de um dramático passado em preto e branco e intercalando cenas que acontecerão no futuro com os protagonistas principais durante toda a execução final do concerto para violino e orquestra de Tchaikovsky, emocionando o espectador e revelando realmente o verdadeiro sentido de todo o drama político, retratando a perseguição aos judeus e dissidentes durante o regime soviético, e logo nos levando ao descobrimento da verdade da historia com um clímax emotivo largamente esperado que provoca más de una lágrima nesta grande obra Radu Mihaileanu
Um ótima interpretação de Alexei Guskov, uma interpretação passiva de Mélanie Laurent com um destaque especial entre os dois onde existem um dialogo de miradas em busca da harmonia e mexendo com os sentimento do espectador.
Nota: 9


Radu Mihaileanu nasceu em Bucareste, Romania em 23 de abril de 1958. É um cineasta judeu-romeno radicado na França.
Seus ultimos filmes como diretor foram:
2011 A Fonte;
2009 O Concerto;
2005 Um Herói do Nosso Tempo;
2002 Les pygmées de Carlo (TV );
1998 Trem da Vida

terça-feira, 12 de julho de 2011

MEIA NOITE EM PARIS

MEIA NOITE EM PARIS (Midnight in Paris)
Comédia Romântica / 94 min. / EUA, Espanha / 2011


Direção e Roteiro: Woody Allen
Produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum e Jaume Roures
Fotografia: Darius Khondji
Direção de Arte: Anne Seibel
Figurino: Sonia Grance
Edição: Alisa Lepselter

Elenco: Owen Wilson (Gil), Marion Cotillard (Adriana), Rachel McAdams (Inez), Kathy Bates (Gert), Michael Sheen (Paul), Adrien Brody (Salvador), Nina Arianda (Carol), Mimi Kennedy (Wendy), Kurt Fuller (John), Carla Bruni (guia do museu), Léa Seydoux (Gabrielle),; Daniel Lundh (Juan Belmonte) ; Lil Mirkk (Jake Henson); Thérèse Bourou-Rubinztein (Alice B. Toklas); Emmanuelle Uzan (Djuna Barnes);
Serge Bagdassarian (Detetive Duluc); Gad Elmaleh (Detetive Tisserant) ; Yves Heck (Cole Porter) ; Tom Hiddleston (F. Scott Fitzgerald) ; Adrien de Van (Luis Buñuel) ; Corey Stoll (Ernest Hemingway) ; Alison Pill (Zelda Fitzgerald) ; Marcial Di Fonzo Bo (Pablo Picasso) ; David Lowe (T.S. Eliot) ; Sonia Rolland (Joséphine Baker) ; Yves-Antoine Spoto (Henri Matisse) ; Laurent Claret (Leo Stein) ; Olivier Rabourdin (Paul Gauguin) ; François Rostan (Edgar Degas) ; Vincent Menjou Cortes (Henri de Toulouse-Lautrec)
SINOPSE: Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que se por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está em Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John pronto para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido. Sua idéia, portanto, é escrever romances, já que tem admiração por escritores de peso, como Ernest Hemingway.
COMENTÁRIO: Depois de homenagear cidades como Londres, Barcelona e, claro, sua Nova York, Woody Allen homenageia a Ci¬dade Luz. O filme inicia mostrando um Paris atual desde a Torre Eiffel ao Museu do Louvre, lindamente enquadrados e fotografados. Porem a meia noite o protagonista passa a viver em Paris dos anos 1920. Lá, interage com uma série de personagens, que vão de Scott e Zelda Fitzgerald a Gertrud Stein, passando por Cole Porter, Hemingway, Picasso, Dalí e Buñuel.
Todos eles vão servir como uma espécie de conselheiros para Gil (Owen Wilson) em um ótimo papel.
Woody Allen da vida aos personagens artistas de uma maneira muito interessante.
Hemingway fala de guerras e caçadas e Dalí falando de rinocerontes, podemos ver o personagem de Owen Wilson sugerindo a Buñuel fazer um filme.
A mensagem do filme é clara: Todos estão insatisfeitos, não importa em que tempo vivam.
Uns querem viver no paraíso na década de 1920, outros por sua vez estão insatisfeitos preferindo a Belle Epóque 1890 . Em outro momento entram numa carruagem e rumam para o fim do século XX, onde ouvimos Degas e outros artistas referindo se com nostalgia ao Renascimento como um tempo realmente grandioso.
A participação especial fica para a primeira-dama francesa, Carla Bruni, que faz o papel da guia no Museu Rodin, cujas esculturas do artista ficam expostas no jardim do grande casarão. Além de Paris e Giverny, há cenas filmadas no castelo de Versalhes.
Woody Allen brinca com a imaginação do espectador e fez um longa-metragem cheio de graça, humor refinado, citações de refe¬rên¬cias do mundo das artes, além de diálogos bem construídos. Um filme com vontade de ver e rever Paris


Nota 9


Woody Allen - Allan Stewart Konigsberg
Natural de Brooklyn, Nova York, EUA, nascido em 01/12/1935.


Últimos filmes escritos e dirigidos foram:
2011 - Meia Noite em Paris (Midnight in Paris)
2010 - Você vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos (You Will Meet A Tall Dark Stranger)
2009 - Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works)
2008 - Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona)
2007 - O Sonho de Cassandra (Cassandra's Dream)
2006 - Scoop - O Grande Furo (Scoop)
2005 - Ponto Final - Match Point (Match Point)