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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PLANETA DOS MACACOS – A Origem

PLANETA DOS MACACOS – A Origem (Rise of the Planet of the Apes)


Ficção Científica / 105 min. / EUA / 2011


Direção: Rupert Wyatt
Roteiro: Rick Jaffa, Amanda Silver
Produção: Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa, Amanda Silver
Música: Patrick Doyle
Fotografia: Andrew Lesnie
Edição: Mark Goldblatt e Conrad Buff IV
Efeitos Especiais: John Lithgow
Elenco: James Franco (Will Rodman), Tom Felton, Freida Pinto (Caroline Aranha) , Andy Serkis, Brian Cox (John Lamdon), John Lithgow (Charles Rodman), Tyler Labine (Robert Franklin), David Hewlett , Sonja Bennett , Jamie Harris, Leah Gibson, David Oyelowo (Steven Jacobs).

SINOPSE: No mundo contemporâneo, o jovem cientista Will Rodman (James Franco) está a frente de um grupo de pesquisadores que desenvolvem experimentos genéticos em macacos na busca pela cura do mal de Alzheimer.. Um problema no experimento faz com que Will Rodman acolha um macaco, Cesar, em sua casa e passe a desenvolver sua pesquisa por conta própria. As experiências fazem com que a inteligência do macaco aumente bastante.
COMENTÁRIO: “Planeta dos Macacos – A Origem” é um remarque dos filmes 1968 e 2001 com méritos especialmente para John Lithgow, responsável pela tecnologia gráfica aplicada.
Um roteiro muito bem amarrado de Rick Jaffa e Amanda Silver, uma direção perfeita do pouco conhecido Rupert Wyatt e um ótimo trabalho da Weta Digital, principal responsável pela construção dos movimentos e expressões faciais do primata Cesar bem como a frenética montagem e edição de Conrad Buff IV e Mark Goldblatt.
Nos antigos filmes da série "Planeta dos macacos", os símios eram interpretados por atores fantasiados. Hoje os chimpanzés, gorilas e orangotangos criados a partir de movimentos e expressões faciais de atores humanos, que são gravados digitalmente e então transformados em animação no computador.
Andy Serkis, o ator que encarnava o King Kong no filme de 2005, dirigido por Peter Jackson é o mesmo que interpreta o chimpanzé Cesar contracendo com James Franco (127 horas) perfeito no papel de Will Rodman assim como Freida Pinto (Quem Quer Ser um Milionário?) e John Lithgow no papel de pai com Alzheimer.
A fotografia de Andrew Lesnie é outro item que também merece destaque, tanto nas cenas internas ou nas grandes tomadas externas, acima da Ponte Golden Gate.
A trilha sonora composta por Patrick Doyle segue bem durante os 105 minutos do longa.Planeta dos Macacos: A Origem seguramente vai ser indicado a varias estatuetas
Um bom filme


Nota: 8


Rupert Wyatt, nascido em 26 outubro de 1972 é um escritor britânico e diretor de cinema.
Seu filme de estreia foi A Fuga (The Escapist) , que estreou no Sundance Film Festival em janeiro de 2008. Seu segundo filme foi Planeta dos Macacos” (Rise of the Planet of the Apes) (2011).


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SUPER 8

SUPER 8 (Super 8)
Ficção Científica / 112 min. / EUA / 2011


Direção: J.J. Abrams
Roteiro: J.J. Abrams
Produção: J.J. Abrams, Steven Spielberg
Música: Michael Giacchino
Fotografia: Larry Fong
Direção de Arte: Martin Whist
Figurino: Ha Nguyen
Edição: Maryann Brandon
Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic
Elenco: Kyle Chandler como Delegado Jackson Lamb; Joel Courtney como Joe Lamb; Elle Fanning como Alice Dainard; Noah Emmerich como Coronel Nelec; Ron Eldard como Louis Dainard; Bruce Greenwood como "Cooper"; Riley Griffiths como Charles Kaznyk; Ryan Lee como Carey; Zach Mills como Preston; Josh McFarland como Tom Ashton; Gabriel Basso como Martin; Amanda Michalka como Jen Kaznyk; Glynn Turman como Dr. Woodard; Michael Hitchcock como Delegado Rosko.
SINOPSE: A trama se passa no verão de 1979, quando um grupo de seis garotos, em uma cidade industrial de Ohio, testemunha uma catastrófica colisão noturna de um caminhão com um trem de carga. Eles registram tudo com a câmera Super-8 com a qual estavam tentando fazer um filme. Não tarda para que eles comecem a desconfiar que aqui não foi um acidente, quando misteriosos desaparecimentos começam a acontecer e o exército tenta encobrir a verdade - algo muito mais terrível do que eles poderiam imaginar.
COMENTÁRIO: O filme deve ser uma homenagem do diretor e roteirista Abrams ao cinema do fim dos anos 1970 e começo da década de 80 e narra a história de um grupo de adolescentes que tentam fazer um filme “Super 8” de uma zumbi. O trabalho do elenco jovem poderia ser uma referencia a própria infância de Spielberg.
A primeira parte do filme é maravilhosa com a lógica infantil e os diálogos das crianças e um acidente de trem muito bem logrado.
A segunda parte do longa vira realmente um filme de ficção com um alienígenas aterrorizando todo o povo da pequena cidade do interior e mostrando cenas de suspense e mistério ao espectador.
Um bom trabalho de Ryan Lee, Joel Courtney e Elle Fanning com cenas de amor sem beijo e ótimas cenas de efeitos especiais


Nota 8


Jeffrey Jacob Abrams (Nova Iorque, 27 de junho de 1966) é um escritor, diretor e produtor de cinema e televisão dos Estados Unidos.
Ele escreveu e produziu vários filmes antes de co-criar a série de TV Felicity (1998–2002).
Ele também criou as série Alias (2001–2006),
Lost (2004–2010),
Fringe (2008–presente) e Undercovers (2010).
Dirigiu os filmes Mission: Impossible III (2006)
e Star Trek (2009).

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

DOIS IRMÃOS - DVD

DOIS IRMÃOS (Dos Hermanos)
Comédia Dramática / 105 min / Argentina / 2010


Direção: Daniel Burman
Roteiro: Diego Dubcovsky e Daniel Burman, baseado em livro de Diego Dubcovsky
Produção: Daniel Burman e Diego Dubcovsky
Música: Nico Cota
Fotografia: Hugo Colace
Direção de Arte: Margarita Tambornino e Paulina López Meyer
Figurino: Roberta Pesci
Edição: Pablo Barbieri Carrera
Elenco: Antonio Gasalla (Marcos); Graciela Borges (Susana) ; Rita Cortese (Alicia) ; Elena Lucena (Neneca) ; Omar Núñez (Mario) .
SINOPSE: Susana (Graciela Borges) é egocêntrica e valoriza o próprio sucesso acima de tudo. Por esse motivo, deixou exclusivamente a cargo do irmão Marcos (Antonio Gasalla) a tarefa de cuidar da mãe. Quando esta morre, Marcos se vê solteiro aos 64 anos e sem grandes realizações profissionais. Ao ser expulso por Susana do apartamento onde sempre morou com a mãe e obrigado a sair de Buenos Aires, vai buscar asilo em um resort no Uruguai. Lá, ingressa em um grupo de teatro, desenvolve amizades e recupera a vontade de viver. Mas as notícias de seu progresso desagradam a irmã
COMENTARIO: Graciela Borges (O Pântano) e Antonio Gasalla, que vivem os protagonistas, fazem a diferença em um roteiro que, em outras mãos poderia facilmente transformar-se em um novelão. Conduzido pelo Daniel Burman, o roteiro inspirado no livro Villa Laura, de Sergio Dubcovsky, torna-se exemplo de qualidade de atuação, excelente condução de atores e narrativa cinematográfica sem excessos.
E Susana matraqueia o tempo todo... algo que o argentino usa como contraste entre os dois - tão próximos mas tão estranhos um ao outro. Ele ouve, ela jamais se cala. Ela tenta vencer, ele se dá por vencido.
Um bom filme


Nota 7


Daniel Burman de familia judeu polonêsa, nasceu em 29 de agosto de 1973, em Buenos Aires , Argentina conhecido como diretor de cinema , roteirista e produtor .
Ele possui tanto cidadania argentina e polaco.
Seus toques cômicos muitas vezes trazem comparação com Woody Allen
Burman foi co-produtor do filme de sucesso, Diários de Motocicleta (2004).
Ele é considerado como um dos membros da chamada "Nova Argentina Cinema", que começou em 1998.
Daniel Burman conhece profundamente o tema que relaciona a família.
Vimos isto no ” Ninho Vazio” (2003), “ O Abraço Partido” (2004) e no “As Leis de Família” (2006)
Em “Dois Irmãos” (2010) não é diferente.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

PRIMEIRO QUE DISSE - O DVD

O PRIMEIRO QUE DISSE (Mine Vaganti)
Drama / 110 min / Itália / 2011


Direção: Ferzan Ozpetek
Roteiro: Ferzan Ozpetek e Ivan Cotroneo
Produção: Domenico Procacci
Música: Pasquale Catalano
Fotografia: Maurizio Calvesi
Direção de Arte: Carlo Rescigno
Figurino: Alessandro Lai
Edição: Patrizio Marone
Elenco: Riccardo Scamarcio (Tommaso Cantone) ; Elena Sofia Ricci (Luciana) ; Alessandro Preziosi (Antonio Cantone) ; Lunetta Savino (Stefania Cantone) ; Ennio Fantastichini (Vincenzo Cantone) ; Bianca Nappi (Elena) ; Massimiliano Gallo (Marido de Elena) ; Ilaria Occhini (Avó) ; Nicole Grimaudo (Alba Brunetti) ; Carmine Recano (Marco) ; Gianluca De Marchi (Davide) ; Mauro Bonaffini (Massimiliano) ; Giorgio Marchesi (Nicola) ; Matteo Taranto (Domenico) ; Gea Martire (Patrizia) .
SINOPSE: Tommaso (Riccardo Scamarcio) pertence a tradicional família Cantone, proprietária de uma fábrica de massas no sul de Itália. Ele veio de Roma, onde almeja uma carreira de escritor, para uma reunião com todos. Seu irmão será anunciado como eleito para tocar os negócios da empresa e ele pretende aproveitar a ocasião para contar a todos sobre sua homossexualidade. Só que ele não contava que seu irmão Antônio (Alessando Preziosi) tomaria a dianteira comunicando aos familiares que também é gay e revela seu amor por um ex-funcionário da fábrica de massas e é expulso pelo patriarca, obrigando Tommaso a esconder sua revelação e ainda assumir a fábrica, tendo escancarar seus segredos e esquisitices - da tia alcoólatra aos sobrinhos gordos, ninguém é normal. O pai, o típico carcamano, inconformado e homofóbico que mal aceita o genro napolitano, quanto mais o filho gay e tem medo do que toda a cidade vai pensar sobre "o fruto podre na família” derrubado por um ataque cardíaco, Tommaso para não matá-lo decide continuar fingindo ser hétero.


COMENTARIO: “O Primeiro que Disse” é uma boa mistura de drama e comédia. Aliás, como as famílias italianas costumam ser mas com uma suave divisoria entre o trágico e o cômico, principalmente quando a família é composta por pais, avós, tios, tias, filhos e netos, todos compartilhando o mesmo casarão.
Ozpetek passa o filme analisando os conflitos morais do seu personagem, que tenta fazer o irmão voltar a ser aceito pelos seus. E ainda tem que lidar com a visita inesperada dos amigos e do namorado de Roma, que fazem o contraponto humorístico da trama.
O tema de “sempre perseguir o seu sonho” Tem bons momentos de humor, alguns diálogos inspirados e belas locações na região de Lecce.
Quem rouba a cena é Ilaria Occhini, tradicional atriz do teatro e da TV italiana, no papel da avó dos Cantone. Sábia e calma, e com seus segredos particulares, é ela quem resolve o dilema, de modo definitivo e magistral. Afinal, como em todo drama familiar é a mulher mais velha que sabe das coisas.
O último ato é de uma tensão emocional fantástica e comovente, com os marcantes atores coadjuvantes. A avó diabética de Tommaso dá o tom dramático do clímax
O filme participou da seleção Oficial Panorama - Festival de Berlim 2010;


Nota: 8


Ferzan Ozpetek, nasceu em Istambul em 1959, Ferzan Ozpetek, ele se mudou para a Itália no final dos anos 70 para estudar História do Cinema na Universidade "La Sapienza" de Roma.
Em seguida, ele participou de cursos de História da Arte e da Academia Costume de Novara e da Royal Academy of Dramatic Arts "Silvio D'Amico" e já trabalhou com Teatro Julian Beck Vida e, eventualmente, trabalhado como diretor assistente, colaborando com Massimo Troisi, Ponti Maurizio, Sergio Citti, Marco Risi e outros.
Em 1997 ele finalmente dirigiu seu primeiro longa-metragem “O Banho Turco”, com muito sucesso com o público.
Seus ultimos filmes como diretor foram: O banho turco (1997); Harem suare (1999); As fadas ignorantes (2001); De frente para o Windows (2003); Sagrado Coração (2005); Saturno em oposição (2007) ; A Perfect Day (2008); Mine Vaganti (2010).

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O CONCERTO

O CONCERTO (Le Concert)
Comédia / Drama / 119 min. / Bélgica, França, Itália, Romênia, Rússia / 2009.


Direção: Radu Mihaileanu
Roteiro: Radu Mihaileanu, com a colaboração de Matthew Robbins e Alain-Michel Blanc, baseados na história de Héctor Cabello Reyes & Thierry Degrandi.
Produção: Alain Attalr
Música: Armand Ama
Fotografia: Laurent Dailland
Direção de Arte: Vlad Roseanu
Figurino: Viorica Petrovici e Maira Ramedhan Lévy
Edição: Ludo Troch
Efeitos Especiais: Benjamin Ageorges e Stephane Bidault (supervisores)
Elenco: Mélanie Laurent (Anne-Marie Jacquet / Lea); Alexeï Guskov (Andrey Simonovich Filipov); Dmitri Nazarov (Aleksandr 'Sasha' Abramovich Grosman); François Berléand (Olivier Morne Duplessis); Miou Miou (Guylène de La Rivière); Valeriy Barinov (Ivan Gavrilov); Lionel Abelanski (Jean-Paul Carrère); Laurent Bateau (Bertrand); Vlad Ivanov (Pyotr Tretyakin).
SINOPSE: Há 30 anos atrás, Andrei Filipov era o maior maestro da União Soviética e dirigia a célebre Orquestra do Bolshoi. Mas, após recusar se separar de seus músicos judeus, entre os quais estava o seu melhor amigo, Sacha, o renomado maestro foi demitido da orquestra de Bolshoi, mas seguiu trabalhando por lá como auxiliar de limpeza. Um dia, ele acaba descobrindo que o Bolshoi foi convidado para tocar no Châtelet Theater em Paris e decide reunir seus antigos amigos para tocar no lugar da atual orquestra. Para integrar sua equipe, ele pretende que a jovem e exímia solista de violino Anne-Marie Jacquet (Mélanie Laurent) os acompanhe. Se os planos derem certo, este tem tudo para ser um concerto muito especial e um verdadeiro triunfo e uma ocasião tão esperada de ter a sua revanche....
COMENTÁRIO: Trata-se de um Remarke do filme alemão “Das Konzert” de 1944 realizado pelo diretor, alemão de pais dinamarqueses, Hans Detlef Sierk, “Sirk” (*1897-+1987).
O cineasta romeno Radu Mihaileanu depois de escrever e dirigir um filme original nos anos 90 “O Trem da Vida” nos apresenta seu genial “O Concerto” , filme que tem a co-produção de cinco países: França, Itália, Bélgica, Rússia e Romênia.
Com um humor inteligente, um ótimo ritmo de comédia, e um roteiro com surpresas no final este filme foi indicado a quatro prêmios César ganhando os de Som e Trilha Sonora, e ao Globo de Ouro de Melhor Filme em língua não inglesa.
Um filme que começa como uma aventura, logo passa ser um entretimento, logo traz um retrato impressionante do mundo artístico com diversas forças que se unem para conseguir a harmonia suprema na música.
Ótimo trabalho de montagem com os flash back de um dramático passado em preto e branco e intercalando cenas que acontecerão no futuro com os protagonistas principais durante toda a execução final do concerto para violino e orquestra de Tchaikovsky, emocionando o espectador e revelando realmente o verdadeiro sentido de todo o drama político, retratando a perseguição aos judeus e dissidentes durante o regime soviético, e logo nos levando ao descobrimento da verdade da historia com um clímax emotivo largamente esperado que provoca más de una lágrima nesta grande obra Radu Mihaileanu
Um ótima interpretação de Alexei Guskov, uma interpretação passiva de Mélanie Laurent com um destaque especial entre os dois onde existem um dialogo de miradas em busca da harmonia e mexendo com os sentimento do espectador.
Nota: 9


Radu Mihaileanu nasceu em Bucareste, Romania em 23 de abril de 1958. É um cineasta judeu-romeno radicado na França.
Seus ultimos filmes como diretor foram:
2011 A Fonte;
2009 O Concerto;
2005 Um Herói do Nosso Tempo;
2002 Les pygmées de Carlo (TV );
1998 Trem da Vida

terça-feira, 12 de julho de 2011

MEIA NOITE EM PARIS

MEIA NOITE EM PARIS (Midnight in Paris)
Comédia Romântica / 94 min. / EUA, Espanha / 2011


Direção e Roteiro: Woody Allen
Produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum e Jaume Roures
Fotografia: Darius Khondji
Direção de Arte: Anne Seibel
Figurino: Sonia Grance
Edição: Alisa Lepselter

Elenco: Owen Wilson (Gil), Marion Cotillard (Adriana), Rachel McAdams (Inez), Kathy Bates (Gert), Michael Sheen (Paul), Adrien Brody (Salvador), Nina Arianda (Carol), Mimi Kennedy (Wendy), Kurt Fuller (John), Carla Bruni (guia do museu), Léa Seydoux (Gabrielle),; Daniel Lundh (Juan Belmonte) ; Lil Mirkk (Jake Henson); Thérèse Bourou-Rubinztein (Alice B. Toklas); Emmanuelle Uzan (Djuna Barnes);
Serge Bagdassarian (Detetive Duluc); Gad Elmaleh (Detetive Tisserant) ; Yves Heck (Cole Porter) ; Tom Hiddleston (F. Scott Fitzgerald) ; Adrien de Van (Luis Buñuel) ; Corey Stoll (Ernest Hemingway) ; Alison Pill (Zelda Fitzgerald) ; Marcial Di Fonzo Bo (Pablo Picasso) ; David Lowe (T.S. Eliot) ; Sonia Rolland (Joséphine Baker) ; Yves-Antoine Spoto (Henri Matisse) ; Laurent Claret (Leo Stein) ; Olivier Rabourdin (Paul Gauguin) ; François Rostan (Edgar Degas) ; Vincent Menjou Cortes (Henri de Toulouse-Lautrec)
SINOPSE: Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que se por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está em Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John pronto para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido. Sua idéia, portanto, é escrever romances, já que tem admiração por escritores de peso, como Ernest Hemingway.
COMENTÁRIO: Depois de homenagear cidades como Londres, Barcelona e, claro, sua Nova York, Woody Allen homenageia a Ci¬dade Luz. O filme inicia mostrando um Paris atual desde a Torre Eiffel ao Museu do Louvre, lindamente enquadrados e fotografados. Porem a meia noite o protagonista passa a viver em Paris dos anos 1920. Lá, interage com uma série de personagens, que vão de Scott e Zelda Fitzgerald a Gertrud Stein, passando por Cole Porter, Hemingway, Picasso, Dalí e Buñuel.
Todos eles vão servir como uma espécie de conselheiros para Gil (Owen Wilson) em um ótimo papel.
Woody Allen da vida aos personagens artistas de uma maneira muito interessante.
Hemingway fala de guerras e caçadas e Dalí falando de rinocerontes, podemos ver o personagem de Owen Wilson sugerindo a Buñuel fazer um filme.
A mensagem do filme é clara: Todos estão insatisfeitos, não importa em que tempo vivam.
Uns querem viver no paraíso na década de 1920, outros por sua vez estão insatisfeitos preferindo a Belle Epóque 1890 . Em outro momento entram numa carruagem e rumam para o fim do século XX, onde ouvimos Degas e outros artistas referindo se com nostalgia ao Renascimento como um tempo realmente grandioso.
A participação especial fica para a primeira-dama francesa, Carla Bruni, que faz o papel da guia no Museu Rodin, cujas esculturas do artista ficam expostas no jardim do grande casarão. Além de Paris e Giverny, há cenas filmadas no castelo de Versalhes.
Woody Allen brinca com a imaginação do espectador e fez um longa-metragem cheio de graça, humor refinado, citações de refe¬rên¬cias do mundo das artes, além de diálogos bem construídos. Um filme com vontade de ver e rever Paris


Nota 9


Woody Allen - Allan Stewart Konigsberg
Natural de Brooklyn, Nova York, EUA, nascido em 01/12/1935.


Últimos filmes escritos e dirigidos foram:
2011 - Meia Noite em Paris (Midnight in Paris)
2010 - Você vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos (You Will Meet A Tall Dark Stranger)
2009 - Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works)
2008 - Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona)
2007 - O Sonho de Cassandra (Cassandra's Dream)
2006 - Scoop - O Grande Furo (Scoop)
2005 - Ponto Final - Match Point (Match Point)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O ÚLTIMO DANÇARINO DE MAO

O ÚLTIMO DANÇARINO DE MAO (Mao's Last Dancer)
Drama / 117 min. / Austrália / 2009


Direção: Bruce Beresford (Miss Daisy)
Roteiro: Jan Sardi baseado na autobiografia “Mao´s Lasta Dancer” (Shine)
Produção: Jane Scott (Shine)
Música: Christopher Gordon
Fotografia: Peter James
Direção de Arte: Graeme Murphy (Coreografia)
Figurino: Anna Borghesi
Edição: Mark Warner
Elenco: Bruce Greenwood (Ben Stevenson); Kyle MacLachlan (Charles Foster); Adulto Li (Chi Cao: Nascido na China, Chi foi formado na Academia de Dança de Pequim e do Royal Ballet School); Médio Li (Chengwu Guo: Um dos melhores formandos da “Academia de Dança de Pequim”); Little Li (Huang Wen Bin: Um jovem garoto lindo de uma escolinha de atletismo da China); Mãe de Li (Joan Chen: The Last Emperor); Pai Li (Shuang Wang Bao); Ben Stevenson (Bruce Greenwood: Déjà vu); Charles Foster (Kyle MacLachlan); Elizabeth (Amanda Schull: Amanda era um membro do “San Francisco Ballet”); Mary (Camilla Vergotis: Camilla dançou com o “Australian Ballet”).
SINOPSE: Aos 11 anos, Li Cunxin foi tirado de uma pobre aldeia chinesa para estudar balé na escola de dança de Madame Mao, em Pequim. Em 1979, ele consegue entrar para a Companhia Houston Ballet durante um intercâmbio cultural no Texas, onde começa uma vida nova e livre.

COMENTÁRIO: O roteiro, adaptado por Jan Sardi (Diário de uma Paixão), faz uma comparação entre EUA e China, sempre apontando que os EUA é melhor que a China em tudo. Em especial quando jovem chinês se deslumbra com a cidade grande, sendo que a personagem viveu anos numa cidade do tamanho de Pequim.
Algumas imagens de arquivo são usadas para ilustrar alguns momentos históricos da China e ajudam bem a situar e a compreender os momentos do filme.
O filme, alem de interessar a muitos bailarinos, também mostra alguns aspectos da cultura oriental, especialmente a China comunista.
Um ótimo trabalho de Joan Chen (O Último Imperador), brilhando como Chi Cao, mãe de Li.
A interpretação de Chi Cao no papel de Cunxin adulto é apenas aceitável, mas brilhante nas cenas de balé.
As peças de balé escolhidas para compor o filme são uma mais bonita que a outra.
Uma parte muito comovente no filme é o final, com um inconfundível toque hollywoodiano, mas não esquecer que é uma história verdadeira.
"Last Dancer Mao" é um belo filme com algumas cenas surpreendentes, pode não agradar a todos os espectadores, mas deve haver muitas pessoas, que depois de ver o filme, serão fãs de Li Cunxin.


Nota: 8


Bruce Beresford nasceu em Sydney, Australia, em 16 de agosto de 1940 é um diretor de cinema australiano.
Formou-se na Universidade de Sydney em 1962.
Trabalha como diretor cinematográfico tanto nos Estados Unidos da América como em seu país natal.
Seus ultimos filmes importantes como diretor foram: 2006 - The Contract; 2002 – Evelyn; 2001 - Bride of the Wind; 1997 - Paradise Road; 1996 - Crimes of the Heart; 1996 - Last Dance; 1989 - Driving Miss Daisy.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A CULPA É DE FIDEL (La Faute à Fidel)

A CULPA É DE FIDEL (La Faute à Fidel)
Drama / 99 min / (França) (Itália) / 2006

Direção: Julie Gavras
Roteiro: Julie Gavras, com colaboração de Arnaud Cathrine, baseado em livro de Domitilla Calamai.
Produção: Sylvie Danton
Musica: Armand Amar
Fotografia: Nathalie Durand
Figurino: Annie Thiellement
Edição: Pauline Dairou
Elenco: Nina Kervel-Bey (Anna de la Mesa); Julie Depardieu (Marie de la Mesa); Stefano Accorsi (Fernando de la Mesa); Benjamin Feuillet (François de la Mesa); Martine Chevallier (Bonne Maman); Olivier Perrier (Bon Papa); Marie Kremer (Isabelle); Raphaël Personnaz (Mathieu); Mar Sodupe (Marga); Gabrielle Vallières (Cécile); Raphaëlle Molinier (Pilar); Carole Franck (Soeur Geneviève); Marie Llano (Anne-Marie); Marie-Noëlle Bordeaux (Filomena).

SINOPSE: Anna de la Mesa (Nina Kervel-Bey) tem 9 anos, mora em Paris e leva uma vida regrada e tranqüila, dividida entre a escola católica e o entorno familiar. O ano é 1970 e a prisão e morte do seu tio espanhol, um comunista convicto, balança a família. Ao voltar de uma viagem ao Chile, logo após a eleição de Salvador Allende, os pais de Anna estão diferentes e a vida familiar muda por completo: engajamento político, mudança para um apartamento menor, trocas constantes de babás, visitas inesperadas de amigos estranhos e barbudos. Assustada com essa nova realidade, Anna resiste à sua maneira. Aos poucos, porém, realiza uma nova compreensão do mundo.

COMENTARIO: Primeiro filme dirigido por Julie Gavras, filha do cineasta grego Costa-Gavras. Adaptado livremente do romance Tutta Colpa di Fidel, da jornalista italiana Domitilla Calamai que, assim como a diretora do filme, cresceu num lar comunista. A Culpa é do Fidel é um filme bem-humorado com lances inteligentes e engraçados.
Nina Kervel, com sua expressão rabugenta é a reprodução perfeita da garotinha argentina Mafalda. Resultou ser uma pequena grande atriz e é quem leva o filme ao sucesso alem da trama inteligente e o irônico roteiro de Julie Gavras. A mãe, interpretada por Julie Depardieu e filha de Gerard Depardieu.
Interessante poder observar a visão das crianças do nosso viver cotidiano, caminhos construídos e rumos definidos por nós adultos.
Um ótimo filme
Nota 9


Julie Gavras é uma cineasta francesa, de origem grega, filha do também cineasta Costa-Gavras (Missing - 1982). Após estudos de pós-graduação em literatura e direito, Julie Gavras voltou para o cinema. Gavras começou como assistente de direção na Itália e na França, em comerciais de filmes, televisão e filmes.
Em 1998, ela dirigiu um curta-metragem chamado Oh les beaux Dimanches.
Em janeiro de 2002, seu segundo documentário foi lançado nos cinemas em França: o pirata, o assistente, o ladrão e as Crianças (Le Corsaire, le magicien, le voleur et les enfants).
Em 2006 seu primeiro filme de ficção em longa-metragem, La faute à Fidel, lançado no Brasil em 2008 com o título A culpa é do Fidel.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

AS PONTES DE MADISON (The Bridges of Madison County)

AS PONTES DE MADISON (The Bridges of Madison County)
Drama / 135 minutos / EUA / 1995

Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Richard LaGravanese, baseado em livro de Robert James Waller
Produção: Clint Eastwood e Kathleen Kennedy

Musica: Clint Eastwood e Lennie Niehaus
Fotografia: Jack N. Green
Desenho de Produção: Jeannine Claudia Oppewall
Direção de Arte: Jay Hart
Figurino: Colleen Kelsall
Edição: Joel Cox
Elenco: Clint Eastwood (Robert Kincaid); Meryl Streep (Francesca Johnson); Annie Corley (Caroline); Victor Slezak (Michael Johnson); Jim Haynie (Richard Johnson); Sarah Kathryn Schmitt (Jovem Caroline); Christopher Kroon (Jovem Michael); Phyllis Lyons (Betty); Debra Monk (Madge); Richard Lage (Advogado); Michelle Benes (Lucy Redfield)

SINOPSE
Após a morte de Francesca Johnson (Meryl Streep), uma proprietária rural do interior do Iowa, seus filhos descobrem, através de cartas que a mãe deixou, do forte envolvimento que ela teve com um fotógrafo (Clint Eastwood) da National Geographic, quando a família se ausentou de casa por quatro dias. Estas revelações fazem os filhos questionarem seus próprios casamentos.


COMENTARIO: “As Pontes de Madison” é uma obra que mescla um belo romance e um drama bem estruturado. A direção de Eastwood é muito bem elaborada, e a fotografia de Jack N. Green é maravilhosa.
Clint Eastwood brilha como ator e como diretor, mesmo que o papel do protagonista criado para Robert é limitado, apoiada quase que inteiramente nos bons diálogos do personagem. Meryl Streep carrega praticamente toda a carga emocional do filme em sua cativante personagem. Streep foi indicada ao Oscar por este papel.
Peça fundamental para aqueles que apreciam os filmes do gênero,
Nota 9

domingo, 27 de dezembro de 2009

O LADO CEGO (The Blind Side)



O LADO CEGO (The Blind Side)
Drama / 128 min. / EUA / 2009

Direção: John Lee Hancock
Roteiro: John Lee Hancock, baseado em livro de Michael Lewis “Evolution of the Game”
Produção: Broderick Johnson, Andrew A. Kosove e Gil Netter.
Musica: Carter Burwell
Fotografia: Alar Kivilo
Desenho de Produção: Michael Corenblith
Figurino: Daniel Orlandi
Edição: Mark Livolsi
Elenco: Sandra Bullock, Tim McGraw, Quinton Aaron, Jae Head, Lily Collins, Ray McKinnon, Kim Dickens, Adriane Lenox, Kathy Bates, Catherine Dyer, Andy Stahl, Tom Nowicki, Libby Whittemore
.

SINOPSE: O filme conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron), um jovem negro morador de rua, vindo de um lar destruído, que é ajudado por uma família branca que acredita em seu potencial. Com a ajuda do treinador de futebol de sua escola e de sua nova família, Oher terá de superar diversos desafios a sua frente, o que também mudará a vida de todos a sua volta.

COMENTARIO: Uma historia real de um menino de rua, negro, pobre, e problemático ajudado por uma família, branca cristã, liderada pela atriz conhecida pelos papeis em comedias românticas Sandra Bullock, esta vez, em um papel dramático muito bem interpretado. Existem comentários que poderia ser sua primeira indicação ao Oscar por Melhor Atriz!
Com um visual diferente, Sandra teve que aparecer como mãe branca loira.
Uma menção de destaque é para o jovem Jae Head que interpretou brilhantemente o seu papel de amigo, conselheiro e treinador de Michael o garoto Quinton Aareon.
Lee Hancock conseguiu fazer um filme, dinâmico, sensível e muito emotivo com um tema tão delicado.
Nota: 10

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O SEGREDO DE SEUS OLHOS (El Secreto de sus ojos)


O SEGREDO DE SEUS OLHOS (El Secreto de sus ojos)
Drama/Suspense / 127 minutos / Argentina/Espanha / 2009

Direção: Juan José Campanella
Roteiro: Eduardo Ssaaquieri e J.J. Campanella
Produção: Mariela Besuiesa e J.J. Camapanella
Musica: Federico Jusia
Fotografia: Felix Monti
Desenho de Produção: Rodrigo Tomasso
Direção de Arte: Marcelo Pont
Figurino: Cecília Monti
Edição: J.J. Campanella
Elenco: Ricardo Darín (Benjamín Esposito); Soledad Villamil (Irene Menéndez Hastings); Pablo Rago (Morales); Javier Godino (Gómez); Guillermo Francella (Sandoval).

SINOPSE: Após trabalhar a vida toda num Tribunal Penal, Benjamín Espósito se aposenta. Seu tempo livre o permite realizar um sonho longamente postergado: escrever um romance baseado num acontecimento que vivera anos antes. Em 1974, foi encarregado de investigar um violento assassinato. A Argentina entrava num ciclo de extrema violência política e a investigação colocou em risco sua vida. Ao escavar velhos traumas, Benjamín confronta o intenso romance que teve com sua antiga chefe, assim como decisões e equívocos passados. Com o tempo, as memórias terminam por transformar novamente sua vida.

COMENTARIO: O roteiro, baseado em uma novela do mesmo nome e adaptado pelo próprio diretor, Ricardo Darin dá um espetáculo em cena. Poucos atores conseguem expressar com seus olhos seus sentimentos. Uma atuação brilhante de Soledad Villamil que trás a beleza da mulher argentina. No começo ela é um pouco fria, mas com o envolver da trama se vê uma evolução incrível. A direção de Campanella é complicada, mas consegue belíssimos enquadramentos de câmera e logra na mesma produção reunir comédia, romance e suspense com um resultado perfeito Uma cena boa é a perseguição do assassino durante uma partida de futebol, começando em um grande plano da cidade de Avellaneda, captada de um helicóptero, aos poucos vai se transformando em um plano fechado da tentativa de captura do marginal, tudo captado no meio dos torcedores. A cena terminando em um close do rosto do delinqüente preso no gramado onde se realizava o jogo.
O filme foi um dos pré-qualificados para tentar uma vaga na corrida pelo Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010, representando a Argentina na disputa.
Mesmo com ou sem Oscar, o filme merece ser visto, pois se trata do melhor filme de um dos grandes diretores argentinos contemporâneos.
Enfim um ótimo filme
Nota: 7,5

terça-feira, 13 de outubro de 2009

BASTARDOS INGLORIOSOS (Inglourious Basterds)


BASTARDOS INGLORIOSOS (Inglourious Basterds)
Guerra / 59 min / EUA / 2009

Direção e Roteiro: Quentin Tarantino
Produção: Lawrence Bender
Fotografia: Robert Richardson
Direção de Arte: Marco Bittner Rosser, Stephan O. Gessler, Sebastian T. Krawinkel, Andreas Olshausen, David Scheunemann, Steve Summersgill e Bettina von den Steinen.
Figurino: Anna B. Sheppard
Edição: Sally MenkeElenco: Brad Pitt (Tenente Aldo Raine); Mélanie Laurent (Shosanna Dreyfuss); Eli Roth (Sargento Donny Donowitz); Christoph Waltz (Coronel Hans Landa); Michael Fassbender (Tenente Archie Hicox); Diane Krueger (Bridget von Hammersmark); Daniel Brühl (Fredrik Zoller); Til Schweiger (Sargento Hugo Stiglitz); Gedeon Burkhard (Wilhelm Wicki); Denis Menochet (Perrier LaPadite); Rod Taylor (Winston Churchill); Léa Seydoux (Charlotte LaPadite).

SINOPSE: Nos primeiros anos da ocupação alemã na França, Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) testemunha a execução da sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Shosanna consegue escapar e foge para Paris, onde muda de nome e assume a identidade de uma dona de um pequeno cinema.
Paralelamente em outro lugar da Europa, O tenente Aldo Raine (Brad Pitt) “ O Apache” é o encarregado de reunir um pelotão de soldados de origem judaica, com o objetivo de matar o maior número possível de nazistas, da forma mais cruel possível. Posteriormente conhecido pelos alemães como os “Os Bastardos”, o grupo de Raine se junta à atriz alemã e agente secreta Bridget Von Hammersmark em uma missão para eliminar os líderes do Terceiro Reich. E o destino junta todos no mesmo cinema, onde Shosanna tramou um plano de vingança próprio.

COMENTARIO: Não se trata de uma refilmagem do filme de Bo Svenson, de 1977, que se chamava "Inglorious Bastards" (no qual "bastards" vem escrito com a letra "a"; no título de Tarantino, vem com a letra "e").
Inglorious Basterds ou Bastardos Inglóriosos, não é nem um filme nem mesmo uma história sobre a II Guerra é sim apenas uma fantasia de dois complôs paralelos para destruir literalmente, o alto-comando nazista.
Musica de Ennio Morricone para os faroestes-espaguete anunciam cenas de solidão e perigo. O curto trabalho do pouco conhecido Denis Menochet, que interpreta o fazendeiro, é excelente Com cada pequeno gesto descreve alguma informação sobre a vida e o passado. Também se destaca o ainda menos conhecido Christoph Waltz, que faz o nazista, de um uma maneira espetacular, que rouba o filme com a ajuda do diretor e já conquistou o troféu de melhor ator em Cannes. E está cotado para o Oscar. Nem sempre contracenando com ele, mas certamente sua melhor parceira em todo o filme, é a bela atriz francesa Melanie Laurent.
Brad Pitt se saiu muito bem no seu papel mesmo caindo um pouco no lado cômico.
Enfim se você procura diversão com humor negro assista esta obra prima de Tarantino, mas se você não tem resistência a sangue ou mortes este não é o seu filme.
Nota 8

domingo, 4 de outubro de 2009

ADEUS LENIN! (Good Bye, Lênin!).


ADEUS LENIN! (Good Bye, Lênin!).
Drama / 118 min. / Alem / 2003

Direção: Wolfganger Becker
Roteiro: Wolfganger Becker e Bernd Lichtenberg
Produção: Stefan Arndt
Musica: Yann Tiersen
Fotografia: Martin Kukula
Edição: Peter R. AdamEfeitos Especiais: Das Werk
Elenco: Katrin Sab (Christine Kerner); Chulpan Khamatova (Lara); Florian Lukas (Denis); Alexander Beyer (Rainer); Burghart Klaubner (Robert Kerner); Michael Gwisdek (Diretor Klapprath); Christine Schom (Frau Schäfer); Rudi Völler (Rudi Völler); Helmut Kohl (Helmut Kohl); Daniel Brühl (Alexander Kerner).

SINOPSE: Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos. Enquanto a Sra. Kerner permanece acamada, Alex não tem muitos problemas, mas quando ela deseja assistir à televisão ele precisa contar com a ajuda de um amigo diretor de vídeos.

COMENTARIO: Indicado da Alemanha ao Oscar de melhor filme estrangeiro para 2003, Adeus, Lênin! é um filme inteligente e divertido. O diretor Wolfgang Becker acerta em cheio ao misturar situações engraçadas com comentários políticos sutis. Para aqueles mais familiarizados com a situação da Alemanha, possui bastantes detalhes de uma época que não volta mais, tornando o filme muito mais interessante. Para quem não tem muita noção de história, o filme pode ser monótono, mas também vale a pena, pois o que move a trama é o relacionamento de personagens muito bem construídos e interpretados, o amor de um filho por sua mãe, qualquer platéia no mundo poderá se identificar.
Nota 7