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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A GAROTA NO TREM -- DVD

A GAROTA NO TREM  (The Girl on the Train)
Suspense / 112 min / EUA /  2016

Direção: Tate Taylor
Roteiro: Erin Cressida Wilson; Paula Hawkins
Produção: Marc Platt
Música: Danny Elfman
Fotografia: Charlotte Bruus Christensen
Desenho de Produção: Kevin Thompson
Figurino: Michelle Matland; Ann Roth
Edição: Michael McCusker
Elenco: Emily Blunt (Rachel Watson); Rebcca Ferguson ( Anna); Haley Bennett (Megan); Justin Theroux ( Tom); Luke Evans ( Scott); Allison Janney (Detetive Riley); Édgar Ramírez (Dr. Kamal Abdic)l;

SINOPSE: Rachel, uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divorcio recente.
Todas as manhas, ela viaja em um trem que a leva de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e estranha com um deles e dias depois descobre que a mulher esta desaparecida.
Envolvida com a situação, Rachel recorre a policia e de repente, se participando de todo o desenrolar do mistério.
COMENTARIO: O roteirista Erin Cressida Wilson, teve a missão desvendar o original enredo de Paula Hawkins para o cinema.
Na trama temos o ponto de vista de três mulheres: Rachel (Emily Blunt), divorciada e alcoólatra que viaja de trem e fantasia uma historia; Megan (Haley Bennett), uma mulher recém-casada que mora numa casa ao lado da ferrovia e é observada diariamente  por Rachel; e finalmente temos Anna (Rebecca Ferguson), que também mora perto da linha de trem e é esposa de Tom (Justin Theroux), ex-marido de Rachel. 
O trio feminino realiza um trabalho formidável na atuação. Emily Blunt, Haley Bennett e Rebecca Ferguson estão ótimas. 
Rachel se destaca com seu papel de alcóolatra  e acaba se envolvendo numa cena criminosa.
Quando Megan desaparece, a polícia entra em cena (Allison Janney) para solucionar o caso e descobrir o que está por trás.
Através de flashbacks e cenas, mostram  para o público as ferramentas para montar este complicado quebra-cabeça.

Nota: 8,0

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ATE O ULTIMO HOMEM

ATE O ULTIMO HOMEM  (Hacksaw Ridge)
Drama; Épico; Guerra / 139 min /  Austrália; EUA / 2016

Direção: Mel Gibson
Roteiro: Robert Schenkkan; Andrew Knight
Produção: Bill Mechanic; David Permut
Música:
Rupert Gregson-Williams
Fotografia: Simon Duggan
Direção de Arte: Mark Robins
Desenho de Produção:
Figurino: Lizzy Gardiner
Edição: John Gilbert (II)
Elenco: Andrew Garfield (Desmond T. Doss); Vince Vaughn ( Sargento Howell); Teresa Palmer (Dorothy Schutte); Sam Worthington (Capitão Glover); Luke Bracey (Smitty Ryker); Hugo Weaving ( Tom Doss); Rachel Griffiths (Bertha Doss); Ryan Corr ( Tenente Manville).

SINOPSE: Durante a Segunda Guerra Mundial, o medico do exercito Desmond T. Doss (André Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, e é assim que, durante a Batalha  de Okinawa, ele trabalha na ala medica e salva mais de 75 homens, sendo por isto, condecorado. com Medalha de Honra do Congresso.

COMENTARIO: Desmond Doss, um recruta do exército americano que se recusa a pegar armas e visa ir a guerra para ajudar e salvar os homens no campo de batalha. Um Cristão fervoroso, o protagonista vê a guerra como uma missão dada por Deus, e exige sábado “sabbat”.
 “Até o Último Homem” é hoje o filme mais falado de Gibson na direção, junto com “A Paixão de Cristo”.
No inicio se contempla a juventude do rapaz numa cidade da Virgínia, o seu período na academia militar, existe toda uma construção sobre  o origem do  surgimento da fé e as conseqüências  daquele garoto. A filmagem de Mel  Gibson no interior dos EUA na década de 1940 são impecáveis.

Logo na academia do exército é onde o protagonista entra em conflito com o mundo real.
Os ideais de Doss são opostos as rígidas leis do exército, e com isto a lei dos homens entram em confronto com as leis divinas.
Faz lembrar à obra-prima de Stanley Kubrick, “Nascido para Matar” (1987),no qual os recrutas passavam por um treinamento militarista forçado, aqui ele recebia pancadas em forma de flagelo por aqueles que no concordavam com seus ideais .
Finalmente aceito Desmond T. Doss  vai ao campo de batalha e é na cordilheira de Okinawa que os bravos soldados americanos chegam realmente ao inferno. Apos escalar. eles são recebidos e massacrados deixando uma chuva de sangue, vísceras, partes de corpo de soldados decepados.
Um general pergunta se Doss realmente sabe que encontrará o diabo do outro lado, e o herói responde que sim.  Mel Gibson concebe aqui um filme religioso que parece anti-armamentista, mas nunca recusa de seu pensamento anti-guerra, e ainda fica a grande questão sobre a espiritualidade e da missão divina de Doss.
É no fim da guerra que os EUA, o presidente Truman concedeu-lhe a Medalha de Honra por tantas vidas salvas, como medico do Exercito dos EUA, que serviu na Segunda guerra Mundial, durante a batalha de Okinawa

Nota: 7,5


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

ESTRELAS ALEM DO TEMPO

ESTRELAS ALEM DO TEMPO (Hidden Figures) 
Drama / 127 min / EUA / 2016 

Direção: Theodore Melfi 
Roteiro: Theodore Melfi; obra original de Margot Lee Shetterly 
Produção: Theodore Melfi; Pharrell Williams; Peter Chernin 
Música: Pharrell Williams; Hans Zimmer 
Fotografia: Mandy Walker 
Direção de Arte: Jeremy Woolsey 
Figurino: Renee Ehrich Kalfus 
Edição: Peter Teschner 
Elenco: Taraji P. Henson (Katherine Johnson); Octavia Spencer (Dorothy Vaughn); Janelle Monáe (Mary Jackson); Kevin Costner ( Al Harrison); Kirsten Dunst (Vivian Michael); Aldis Hodge (Levi Jackson); Jim Parsons (Paul Stafford ); Mahershala Ali (Jim Johnson). 
SINOPSE: No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas - formada exclusivamente por mulheres afro-americanas - da NASA provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história estadunidense e se tornando verdadeiras heroínas da nação 
COMENTARIO: O filme é baseado no livro “Hidden Figures”, de Margot Lee Shetterly, a segregação racial existentes na década 60-70. Dirigido e escrito pelo americano Theodore Melfi conta a história destas três mulheres negras e fortes que venceram os preconceitos e hoje na vida real são reconhecidas pelos seus trabalhos em um departamento específico de matemática dentro da poderosa Nasa. Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe) sao as três mulheres fortes que enfrentam um clima de segregação racial absurda, onde até os banheiros e refeitórios da Nasa eram divididos pela cor das pessoas. 
Os coadjuvantes Kirsten Dunst e Jim Parsons se destacam como personagens racistas e Kevin Costner também se destaca no elenco apoiando e reconhecendo a inteligência da personagem de Taraji P. Henson. Em uma parte do filme mostra, Taraji procurando um livro, sobre programação em idioma Fortran, na biblioteca para o uso da matemática profunda para o IBM com programação em idioma Fortran, livros que somente estavam disponível para brancos, porem necessário para o calculo de levar um norte americano a dar sete voltas completas pela órbita da Terra. Também, mostra a luta jurídica para conseguir frequentar uma faculdade que só entravam brancos para uma jovem afro-americana que sonhava em ser engenheira contratada da Nasa. 
O filme esta muito bem adaptado na época, mas se atrapalhando com os flash distorcidos do lançamento real com os do filme. Enfim a história é muito bem contada, mostra de maneira nada sutil o racismo existente na América. “Estrelas além do Tempo” é indicada para o Oscar de melhor filme, Octavia Spencer para melhor atriz coadjuvante melhor roteiro adaptado e lembrar que tudo isso é baseado em uma história real, só torna essas atitudes ainda mais admiráveis. Na corrida ao Oscar o longa é indicado para melhor “Filme”, melhor “Roteiro Adaptado” e Octavia Spencer para melhor “Atriz coadjuvante”, Um bom filme 

Nota: 8

domingo, 29 de janeiro de 2017

FLORENCE - Quem é Essa Mulher - DVD

FLORENCE - Quem é Essa Mulher? (Florence Foster Jenkins) 
Comédia; Drama / 111 min / UK / 2016 

Direção: Stephen Frears 
Roteiro: Nicolas Martin 
Produção: Christine Langan 
Música: Alexandre Desplat 
Fotografia: Danny Cohen 
Direção de Arte: Patrick Rolfe; Cristopher Wyatt; Gareth Cousins 
Figurino: Consolate Boyle 
Edição: Valerio Bonelli 
Elenco: Meryl Streep (Florence Foster Jenkins); Hugh Grant (St. Clair Bayfield); Simon Helberg (Cosmé McMoon); Rebecca Ferguson (Kathleen); Nina Arianda (Agnes Stark); Stanley Townsend (Phineas Stark); Allan Corduner (John Totten); Christian McKay (Earl Wilson); David Haig (Carlo Edwards); John Kavanagh (Arturo Toscanini); Mark Arnold (Cole Porter); Josh O'Connor (Donaghy); David Menkin (Carlton Smith); Cameron Cuffe (Gino). 
SINOPSE: Florence Foster Jenkins (Meryl Streep) é uma rica herdeira que persegue obsessivamente uma carreira de cantora de ópera. Aos seus ouvidos, sua voz é linda, mas para todos os outros é absurdamente horrível. O ator St. Clair Bayfield (Hugh Grant), seu companheiro, tenta protegê-la de todas as formas da dura verdade, mas um concerto público coloca toda a farsa em risco. 
COMENTARIO: O roteiro do longa é muito bem construído, num ritmo agradável que lembra as comédias clássicas de Hollywood. O longa parece ter sido feito nos anos 40. Mais uma vez Meryl Streep representa, com sua normal perfeição, seu papel da desafinada cantora de opera. O filme traz uma série de personagens divertidos , onde até o papel de Hugh Grant, chega a subornar críticos de musica para agradar Florence,. O diretor de fotografia Danny Cohen enaltecem os mais diversos filmes do período clássico do cinema americano, Um bom filme com o esperado destaque de Meryl Streep encarnando Florence 

Nota: 7,0

ELLE

ELLE - (Elle) 
Drama; Suspense/ 130 min/ França; Alemanha; Bélgica/ 2016 

Direção: Paul Verhoeven 
Direçao de Elenco: Constance Demontoy 
Roteiro: David Birke 
Produção: Saïd Ben Saïd; Michel Merkt 
Música: Tanner Ele Schneider (Elle King) 
Fotografia: Stephane Fontaine 
Figurino: Nathalie Raoul 
Elenco: Isabelle Huppert (Michèle); Laurent Lafitte (Patrick); Anne Consigny ( Anna); Charles Berling (Richard); Virginie Efira (Rebecca); Christian Berkel (Robert); Judith Magre (Irène); Jonas Bloquet (Vincent) 

SINOPSE: Michèle (Isabelle Huppert) é a executiva-chefe de uma empresa de videogames, a qual administra do mesmo jeito que administra sua vida amorosa e sentimental: com mão de ferro, organizando tudo de maneira precisa e ordenada. Sua rotina é quebrada quando ela é atacada por um desconhecido, dentro de sua própria casa. No entanto, ela decide não deixar que isso a abale. O problema é que o agressor misterioso ainda não desistiu dela. 

COMENTARIO: O diretor holandês Paul Verhoeven que ja dirigiu diversos filmes e alguns polêmicos entre eles “Robocop” “O Vingador do Futuro”, “Instinto Selvagem” e Showgirls”, vem com seu novo e ousado filme “ELLE” Uma serie de situações perversas e outros momentos cômicos transforma o filme numa profunda ironia, e em torno de uma mulher de meia edade e com certeza o personagem mais interessante do ano, 

 Apos o estupro, ela não da queixa a policia e prefere procurar o estuprador por conta própria deixando aberto se o estupro traumatizou ou excitou ela. O ato do estupro é apenas uma das muitas coisas ruins ligadas à história de Michèle, que tem um passado terrível, com o qual se defronta de tempos em tempos com esses demônios pessoais, sua relação com o filho, o ex-marido e a mãe também igualmente problematizadas e exploradas no mais agudo dos sentidos pelo diretor. Verhoeven constrói um jogo com tensão. momentos dramáticos e reações inesperadas envolvendo nas montagem cenas de comédia sarcasticas e dominado por uma ironia constante 
O diretor admite que nenhuma atriz de Hollywood aceitaria fazer um papel e o encontro com Isabelle Huppert foi excelente, num mundo onde mostra que as mulheres que abusam de seus homens pode virar uma obra prima . .
Ao longo dos intensos 130 minutos de projeção, Verhoeven joga ao público uma trama recheada de pequenos segredos com tom de suspense, as vezes um drama ou uma história de sedução e a todo tempo esperamos o desenrolar dos fatos na cena seguinte. São 130 minutos de projeção que nem vemos o tempo passar. 

Nota:8

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

LION - Uma Jornada Para Casa

LION – Uma Jornada Para Casa (LION) 
Drama biográfico / 120 min / EUA; Austrália; UK / 2016 : 

Direção: Garth Davis 
Roteiro: Luke Davies, baseado na autobiografia A Long Way Home, de Saroo Brierley Produção: Iain Canning; Emile Sherman; Angie Fielder; 
Música: Volker Betelmann e Dustin O’Holloran 
Fotografia: Greig Fraser 
Figurino: Cappi Ireland 
Edição: Alexandre de Franceschi 
Elenco: Ayush Mahesh Khedekar (Saroo manini) Dev Patel (Saroo Maior), Nicole Kidman (Sue), Rooney Mara (Lucy) David Wenham (John); Priyanka Bose (Kamla); Tannishtha Chatterjee ( Noor); Eamon Farren Nawazuddin Siddiqui (Rawa); Deepti Naval (Mrs. Sood) 
SINOPSE: O Pequeno Saroo de cinco anos de idade perdeu seu irmão em um trem no qual recorrera milhes de quilômetros pela Índia, longe de sua casa e sua família. Saroo tenderá que aprender a viver só em Calcutá, antes que um casal de australianos o adote. Vinte cinco anos depois e somente com suas lembranças, procura o Google Earth, para reencontrar sua família biológica 
COMENTARIO: Desde o inicio do filme temos uma fotografia maravilhosa sobre os personagens e do ambiente indiano. A câmera esta focada em especial no garoto Saroo que rouba todas as cenas. Ele expressa muito bem suas duvidas e sua habilidade de fugir dos perigos. Finalmente Sue (Nicole Kidman) e John (David Wenham) australianos conseguem adotar dois indianos. Um belo trabalho Dev Pastel com sua namorada e com a mãe Nicole Kidman também em um belíssimo papel. 
Um final muito emotivo e melodramático no encontro de Dev Patel com sua mãe biológica em um roteiro aparentemente inverossímil, mas como no final do filme é apresentado o verdadero Saroo adulto e os pais adotivos e biológicos Kamla (Prinyanka Boe). A historia com Saroo Brierley é tão incrível, que fica difícil não se emocionar. Um ótimo filme mas poderia ser mais curto. 

Nota: 9,0.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

LA LA LAND

LA LA LAND – Cantando estações (Lalaland)
Comedia; Drama;Musical/EUA/ 2016

Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle
Produção: fred Berger; Johsn Horowitz; Gary Gilbert; Marc Platt
Música: Justin Hurwitz
Fotografia: Linus Sandgren
Direção de Arte: Sandy Raynolds-Wasco
Figurino: Mary Zophres
Edição: Tom Cross
Elenco: Ryan Goslin (Sebastian); Emma Stone (Mia); John Legend (Keith); S.K. Simmons (Bill); Rosemarie DeWitt (Laura); Finn Wittrock (Greg); Callie Hernandez (Lisa); Jessica Rothe (Alexis).

SINOPSE: Ao chegar em Los Angeles o pianista de Jazz Sebastian conhece atriz iniciante Mia e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreira na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amorosa dar certo.
COMENTARIO: Damien Sayre Chazelle, conhecido pelos filmes ”Um Toque de Mestre” e “Whiplash em Busca da Perfeião” faz no “Lalaland” um belíssimo trabalho, num roteiro bem original.  No inicio do filme o diretor mostra uma dança coreografada fraca acima dos carros presos numa estrada com diálogos cantados. Por sorte pouco depois o filme aborda os problemas de cada personagem. 
O canadense Ryan Gosling interpreta um tecladista tocando temas de jazz moderno e avançado, com temas muito bem escolhidos num conjunto de um colega, mas sempre desejando formar seu próprio conjunto. Por outro lado temos uma Emma Stone que nos mostra uma protagonista desesperada por não conseguir um papel de atriz.
A mensagem, acredita estar no bom relacionamento entre eles quando trabalhavam  sem o êxito esperado e os problemas nos escassos encontros quando excessos de trabalhos e shows. Um final brilhante e o filme sera indicado para diversas estatuetas.

Um ótimo filme

Nota 9,5

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

AQUARIUS - DVD

AQUARIUS (Aquarius)
Drama / 142min / Brasil; França / 2016:

Direção: Kleber Mendonça Filho
Roteiro: Kleber Mendonça Filho
Produção: Emilie Lesclaux; Said Ben Said; Walter Salles; Carlos Diegues
Música:
Queen;Roberto Carlos
Fotografia: Pedro Sotero; Fabricio Tadeu
Direção de Arte: Juliano Dorneles
Desenho de Produção: Thales Junqueira
Figurino: Azevedo Gomes
Edição: Eduardo Serrano
Elenco:  Sonha Braga (Clara); Maeve Jinkings (Ana Paula); Irandhir Santos (Roberval)

SINOPSE: Clara mora de frente ao mar no edifício Aquarius, ultimo prédio de estilo antigo da Avenida Boa Viagem, no Recife. Jornalista aposentada e escritora, viúva com três filhos adultos e dona de um aconchegante apartamento repleto de discos e livros, ela irá enfrentar as investidas de uma construtora que tem outros planos para aquele terreno; demolir o Aquarius e dar lugar a um novo empreendimento.
COMENTARIO: Diego é um engenheiro que que derrubar  o Aquarius para construir um predio moderno. O pesadelo que assombra os dias e as noites de Clara. O diretor Kleber M.F. faz aqui um filme de suspense parecido ao seu filme “O som ao Redor” também próximo do terror.
Aquários é um filme que valoriza a solidão do ponto de vista feminino e na memoria de Clara, constrói os personagens em torno dela.
Filme com roteiro muito bem escolhido e adaptado. Sonia Braga esta ótima no seu papel de Gloria, alias ela rouba todas as cenas. A fotografia nítida e bem definida e muitas vezes somente focando parte do interior do Aquarius. A trilhas sonoras são MPB do passado colocados no certo com letra certa para cada cena,

Nota: 9

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

MEU REI - DVD

MEU REI (Mon roi) 
Drama; Romance / 124 min / França / 2015 

Direção: Maïwenn; Marc Cohen 
Roteiro: Maïwenn; Etienne Comar 
Produção: Etienne Comar 
Música: Stephen Warbeck 
Fotografia: Claire Mathon 
Direção de Arte: Dan Weill 
Desenho de Produção: Etienne Comar 
Figurino: Marité Coutard 
Edição: Sinon Jacquet 
Elenco: Vincent Cassel (Georgio Milevski); Emmanuelle Bercot (Tony); Louis Garrel (Solal); Isild Le Besco (Babeth); Paul Hamy (Pascal); Chrystèle Saint-Louis Augustin (Agnès); Romain Sandère (cook); Marie Guillard (Marie). 
SINOPSE: Depois de um grave ferimento no joelho, Marie Antoinette Jézéquel, conhecida como Tony, se muda para o sudoeste da França para realizar um longo tratamento capaz de ajudá-la a caminhar normalmente. Mas esta não é a sua maior dor: ela ainda amarga um relacionamento infeliz com Georgio Milevski, um homem violento e possessivo com quem tem um filho. Aos poucos Tony consegue se recompor e aprende a se defender de seu marido. 
COMENTÁRIO: Com um roteiro bem amarrado o filme intercala as sequencia da terapia de Tony com flash- backs do situação atual. Além do trabalho espetacular mostrando com miradas e detalhes sutis através da imagem mostradas pelo diretor através do fotografo e do editor Não é a toa que Bercot levou o premio de melhor atriz em Cannes e 8 indicações para o Cesar. 
Um ótimo filme mesmo com 124 minutos 

Nota 9

A CORTE - DVD

A CORTE  (L'hermine)
Comédia; Policial; Drama / 98 min / França / 2015

Direção: Christian Vincent
Roteiro: Christian Vincent;
Produção: Sidonie Dumas; Tatiana Vialle
Fotografia: Laurent Dailland
Direção de Arte: Patrick Durand
Edição: Yves Deschamps
Elenco: Fabrice Luchini (Michel Racine); Sidse Babett Knudsen (Ditte Lorensen-Coteret);; Corinne Masiero (Marie-Jeanne Metzer); Victor Pontecorvo (Michaël Abiteboul);

SINOPSE: Michele Racine é um juiz temido do tribunal Criminal e comporta-se de forma tao dura consigo mesmo como é com os outros. Conocido como o "Juiz de dois dígitos", sua sentença minima é sempre maior de dez anos. Tudo muda quando Racine reencontra Birgit Lorensen-Coteret, uma antiga paixão que é escolhida como jurada em um novo caso que ele deve julgar.

COMENTÁRIO: “A Corte” no 13º Festival Varilux do cinema francês  é um filme fácil de ver, cativante onde o diretor nos apresenta  um ator veterano Fabrice Luchini atuando discretamente no cinema. 

Outra atriz com um ótimo desempenho é a linda atriz francesa de ascendência dinamarquesa de nome Sidse Babett Knudsen.
Um bom filme

Nota: 7,5

domingo, 11 de dezembro de 2016

BENFEITOR - O DVD


O BENFEITOR (The Benefactor)
Drama / 93 min / EUA / 2015

Direção: Andrew Renzi
Roteiro: Andrew Renzi
Produção: Brett Potter
Música:
Danny Bensi; (Doug Winningham)
Fotografia: Joe Anderson (III)
Desenho de Produção: Ethan Tobman
Figurino: Malgosia Turzanka
Edição: dean C, Marcial, Matthew Rundell
Elenco: Richard Gere (Franny); Dakota Fanning (Olivia); Theo James (Luke); Clarke Peters (Dr. Romano); Brian Anthony Wilson (Jesse)

SINOPSE: Fanny (Richard Gere) [e um rico  e exentrico filantropico.

Na tentativa de reviver seu passado, ele acaba interferindo na vida de recem vasados, como a de Olivia (Dakota Fanning), a joven filha deum amigo falecido, e Luke (Theo James), o noivo dela.
COMENTARIO: Um filme do estreante como diretor e roteirista Andrew Renzi . Um filme que fala sobre o sentimento de culpa do  protagonista principal e único sobrevivente do acidente e a insistência de querer consertar este trauma protegendo a filha do casal de amigos mortos.
Trabalho impecável de Richard Gere e um belo acompanhamento de Dakota Flanning. Uma boa fotografia.

Um bom filme:


Nota: 7

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NEGOCIO DAS ARABIAS - DVD

NEGOCIO DAS ARABIAS ( A Hologram for the King) 
Drama / 98 min / UK; França; Alem; EUA; México / 2016 

Direção: Tom Tykwer 
Roteiro: Dave Eggers; Tom Tykwer 
Produção: Stefan Arndt; Gary Goetzman; Tim O'Hair; Uwe Schott 
Música: Johnny Klimek; Tom Tykwer 
Fotografia: Frank Griebe 
Direção de Arte: Daniel Chour 
Desenho de Produção: Hanisch Figurino: Avy Kaufman 
Edição: Alexander Berner 
Elenco: Tom Hanks (Alan Clay); Sarita Choudhury (Dra. Zahra Hakem); Alexander Black (Yousef); Sidse Babett Knudsen ( Hanne); Tom Skerritt (Ron Clay); Ben Whishaw (Dave); Khalid Laith (Karim Al-Ahmad); Jane Perry (Ruby Clay); Joe Trivoli (Rolf Saxon); 
SINOPSE: Um empresário americano em apuros financeiros, chamado Alan Clay (Tom Hanks) viaja para a Arábia Saudita em busca de novas oportunidades. Na próspera cidade de Jeddah, longe da complicada realidade da recessão que assola os Estados Unidos, ele realiza uma última e desesperada tentativa de evitar a falência completa, pagar a caríssima faculdade da filha e, talvez, realizar algo de bom e surpreendente em sua vida. Nesse deserto insólito, ele irá se deparar com uma estranha e fascinante galeria de personagens, gente vinda do mundo inteiro para cumprir todo tipo de ambição, como se convergissem para lá os pontos de uma realidade que parece se esfacelar. É nesse espelho quebrado de nacionalidades e aspirações que Alan tentará juntar os cacos de sua própria vida e recriar sua existência. 

COMENTARIO: Baseado no livro “Um Holograma para o Rei” de Dave Eggers, onde fala sobre as dificuldades de ser estrangeiro em um pais como Arábia Saudita . Temos uma dupla muito bem entrosada por um lado Tom Hanks desesperado tratando um encontro com o rei e do outro lado, o estreante Alexander Black no papel de motorista saudita. Os dois numa comedia cômica sofisticada e dramática que não perdem a oportunidade de tentando ridiculizar alguma costumes muçulmanas. 

O Filme vai mudando de uma sequencia de erros para um absurdo. Mostra o choque cultural sobre as bebidas alcoólicas terminalmente proibidas no pais mas todos tem bebida em lugares secretos e bebem Tykwer se esmera nos planos aéreos de Boston na abertura do filme e Meca vista de cima. Por um lado mostra o que a religião prega e a maneira de agir de alguns militantes. Através desse olhar faz questionar e criticar certos aspectos da sociedade árabe. 
O roteiro também do diretor Tom Tykwer (Corra Lola Corra) passa a sensação ao espectador ficar perdido no deserto correndo em círculos ate chegar a um destino nada empolgante. O diretor aproveita para mostrar a desigualdade entre a população local, o choque cultural entre ocidente e oriente. É importante citar a ótima fotografia de Frank Griebe. “Negocio das Arábias” não tem expectativa de premio mas deixa a mensagem sobre a solidão em determinada fase da vida em outro pais ou não. Um bom filme 

Nota 8,5

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

JULIETA

JULIETA (Julieta)
Drama / 99 min / Espanha /  2016

Direção: Pedro Almodovar
Roteiro:  Pedro Almodovar
Produção: Agustin e Pedro Almodovar
Música:
Alberto Iglesias
Fotografia: Jean-Claude Larrieu
Direção de Arte: Antxon Gomes
Figurino: Sonia Grande
Edição: Jose Salcedo
Elenco: Adriana Ugarte (Julieta aos 30 anos); Emma Suarez  (Julieta aos 50 anos); Daniel Grao (Xoan); Irma Cuesta (Ava); Dario Grandinetti (Lorenzo).

SINOPSE: Julieta é uma jovem professora quando encontra seu destino em uma viagem de trem. uma troca de lugares faz com que ela conheça Xoan , homem casado com uma mulher que esta em coma. Os dois se apaixonam e dessa paixão, a principio proibida, nascera Antia, a filha com a qual Julieta terá perdido contato quando o filme começa e somos apresentados a seu passado por médio de flashbacks. A relação de Julia com a filha interrompida abruptamente, e com a própria mãe, que sofre de uma doença degenerativa, forma o eixo central dessa trema que investiga o lado sombrio da maternidade
COMENTARIO: O diretor faz desta trama um mistério e um suspense mas no filme não ha assassinatos, a solução do caso é o mistério da própria condição humana de Julieta.
O filme descreve o impacto destrutivo,  físico e emocional, que a ausência de um filho pode causar. O roteiro e baseado no conto escrito por Alice Munro, vencedora do premio Nobel de Literatura em 2013. e adaptado  pelo diretor espanhol Pedro Almodovar.
Um ótimo trabalho dos protagonistas femininos vividos na juventude na juventude pela Adiana Ugarte, no inicio com os cabelos loiros chamativos e logo mais trade com uma beleza mais sóbria e cativante. Apos acontecimentos trágicos a figura de Julieta é incorporada através de Emma Suarez, vivida na sua fase mais madura com um olhar melancólico.
A tristeza vai sendo representada de uma maneira sutil nos cenários, com as cores quentes das paredes que , gradativamente, viram tons pastel, como exibir a ausência de energia na vida de Julieta. Também nos bolos que ano a ano a mulher compra para celebrar  o aniversario da filha, que vão se tornando mais discretos com o passar do tempo. Na ausência de trilha sonora, o diretor entrega um filme cujo silencio colabora para o espectador compartilhar o vazio na vida de sua protagonista.


Nota: 8

sábado, 8 de outubro de 2016

COMO EU ERA ANTES DE VOCE - DVD

COMO EU ERA ANTES DE VOCE (Me Before You) 
Drama / 110 min / UK ; EUA / 2016 

Direção: Thea Sharrock 
Roteiro: Jojo Moyes 
Produção: Karen Rosenfelt; Alison Owen 
Fotografia: Remi Adefarasin 
Edição: John Wilson (II) 
Elenco: Emilia Clarke (Louisa Clark); Sam Claflin (William Traynor); Janet McTeer (Camilla Traynor); Charles Dance (Steven Traynor); Brendan Coyle (Bernard Clark); Jenna Coleman (Katrina Clark); Matthew Lewis (Patrick); Vanessa Kirby (Alicia). 

SINOPSE: Algumas vezes o amor leva você para onde menos se espera ir! Louisa “Lou” Clark (Emilia Clarke) vive no interior da Inglaterra, seu jeito excêntrico é colocado à prova quando ela se depara com o mais novo desafio de sua carreira: ser cuidadora e acompanhante de Will Traynor (Sam Claflin). 
Depois de um acidente que o deixou preso à uma cadeira de rodas, Will, que tem tudo na vida, parece ter desistido. Isto é... até Lou se determinar a convencê-lo de que a vida vale a pena ser vivida. Juntos em uma série de aventuras, tanto Lou quanto Will acabam conquistando muito mais do que esperavam e veem suas vidas – e seus corações – mudando de um modo que eles nunca imaginavam.
COMENTARIO: A roteirista Jojo Moyes, declarou que se inspirou na historia real de um jogador de rugby que escolheu a se matar com ajuda da organização “Dignitas”. Tratasse de uma Clinica de suicídio sem dor localizada na Suíça. O interessado no funesto processo deve passar por avaliações medicas e reunir testemunhais que atestem e assinem o interesse do paciente. No ritual o paciente ingere um medicamento para evitar vômitos, em seguida uma dose de Nembutal. Surge sonolência, que evoluem para o coma em aproximadamente 30 min. ocorre a morte por parada respiratória. A “Dignitas” se diz uma instituição sem fins lucrativos e aplica taxas de U$ 5300 para preparação ou U$ 9300 incluindo custos funerais e taxas. A historia poderia ser mais um romances “agua com açúcar”, mas neste caso o senso de humor e o carinho dos personagens mantem uma realidade simpática. 

Nota: 8