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terça-feira, 12 de julho de 2016

PAULINA

PAULINA (La Patota) 
Drama / 103 min / Argentina / 2015 

Direção: Santiago Mitre 
Roteiro: Santiago Mitre ; Mariana Llinas, baseado em “La Patota” 
Produção: Agustina Llambi Campbell, Fernando Brom 
Música: Nicolas Varchausky 
Fotografia: Gustavo Biazzi 
Direção de Arte: Micaela Saiegin 
Figurino: Florencia Caligluri, Carolina Sosa Loyola 
Edição: Delfina Castagniso. Leandro Aste; Joana Collier 
Elenco: Dolores Fronzi; Oscar Martinez, Esteban Lanolle 

SINOPSE: O filme trata de inúmeras questiones sociais entre a eximia advogada Paulina e seu pai também advogado e juiz na província de Misiones na Argentina. Paulina prefere abrir mão de sua profissão e dedicar-se a um projeto de Assistência Social Educativa no interior da província, achando ser única maneira de mudar a injustiça social. 
COMENTÁRIO: O filme é um remake do filme “La Patota y otros Demonios” 
Na “Paulina”, se vê o desmoronamento do sonho do pai e juiz, ter uma filha brilhando como “Doutora Paulina”. A partir daqui existem uma serie de confrontos sem êxito, cada um defendendo seus argumentos. Uma noite a educadora saindo do colégio é confundida com outra jovem, cujo ex-namorado não aceitava o fim do relacionamento. Paulina é estuprada por uma turma de alunos num edifício abandonado. Apesar da brutalidade ela não vai embora da cidade e se mantem firme em suas convicções, justiça e direitos humanos. 
Logo segue o enfrentamento entre o pai poderoso e a filha idealista, ele querendo punição e ela continua dando aulas, mesmo descobrindo o autor, prefere não delata-lo. 
E é aqui que começa conquistar respeito de seus alunos. O filme continua deixando uma mensagem sobre “pecado, culpa, arrependimento, confissão e perdão”. 
Um bom filme: 

Nota: 8,0

sábado, 9 de julho de 2016

À BEIRA MAR .. DVD

À BEIRA MAR  (By Tha Sea) 
Drama; Romance / 122 min / EUA / 2015 

Direção: Angelina Jolie Pitt 
Roteiro: Angelina Jolie Pitt 
Produção: Angelina Jolie Pitt 
Música: Gabriel Yared 
Fotografia: Christian Berger 
Desenho de Produção: John Hutman 
Figurino: Ellen Mirojnick 
Edição: Patricia Rommel, Martin Pensa 
Elenco: Angelina Jolie Pitt (Vanessa); Brad Pitt (Roland); Melanie Laurent (lea); Melvil Poupaud (Fraçois) 

SINOPSE: Vanessa (Angelina Jolie), uma ex-bailarina e Roland (Brad Pitt), um escritor, vivem uma crise no casamento. Em viagem pela França se hospedam em um resort litorâneo e, após trocas de experiências com funcionários do hotel e os turistas recém-casados Lea (Melanie Laurent) e François (Melvil Poupaud), tentam se acertar. 
COMENTARIO: Nos vemos a Angelina Jolie Pitt elegante porem super magra e Brad Pitt com um bigode ridiculo, mas a interpretação de eles é espetacular. 
O roteiro de “À Beira Mar” é da própria Angelina e nele o casal Vanessa e Roland fica em cena praticamente o tempo inteiro. 
A história escrita por ela vai “soltando” ao longo do tempo os problemas existentes e os mistérios deste casal da um clima de suspense neste drama de mais de duas horas de duração. 
O diretor de fotografia Christian Berger soube posicionar muito bem as câmeras no trabalho com a dupla, e a fotografia das paisagens do sul da França são magnificas. Uma edição pouco ágil e uma trilha sonora composta praticamente por músicas francesas antigas acompanham a monotonia ociosidade do casal Enfim, considero “À Beira Mar” um filme muito lento e arrastado, mesmo querendo dar destaque a detalhes no roteiro que pretende ser original. 

Nota: 6,5

quarta-feira, 29 de junho de 2016

MAIS FORTE QUE O MUNDO – A Historia de Jose Aldo

MAIS FORTE QUE O MUNDO – A Historia de Jose Aldo (=)
Drama; Ação; Biografia / 115 min / Brasil / 2016

Direção: Afonso Poyart
Roteiro: Afonso Poyart
Produção: Afonso Poyart; Diane Maia
Fotografia: Carlos André Zalasik
Edição: Lucas Gonzaga
Efeitos Especiais: Fabio Freitas, Segio Farjalla Jr
Elenco: José Loreto (José Aldo); Cleo Pires (Vivi); Jackson Antunes ( Seu José); Claudia Ohana (Rocilene); Milhem Cortaz (Dedé Pederneiras); Rômulo Arantes Neto (Fernandinho); Paloma Bernardi ( Luiza); Rafinha Bastos (Marcos Loro).

SINOPSE:Lutador de MMA (Mixed Martial Arts) José Aldo (José Loreto). Ele cresceu com o sonho de ser um grande lutador, tendo como ídolo Mike Tyson. Dentro do octógono, Aldo foi campeão dos penas do UFC e é considerado um dos melhores atletas pound-for-pound (independente da categoria de peso)

COMENTARIO: Mais um filme de um lutador saído da pobreza tendo que lutar contra muitos obstáculos para virar campeão. Neste caso também tinha que superar obstáculos  e superar seus “demônios" e traumas familiares em Manaus, tudo filmado com cores saturados e obscuras. Quando Aldo chega ao Rio a vida melhora e tudo vai com cores claras e céu azul.

"O filme não é um documentário porem o roteiro une relatos biográficos, obtidos através de várias entrevistas de Poyart com Aldo.  A relação com o pai está absolutamente real, mesmo essa dificuldade dele de perdoar o pai.
 Aldo, em depoimento diz ficou muito feliz com a atuação de do José Loreto e a contracena com Cleo Pires, que fez a ex-atleta Viviane Oliveira, mulher de Aldo.
Jackson Antunes vive Seu José, pai de Aldo, e Claudia Ohana aparece como Dona Rocilene, mãe do lutador.
Um bom filme



Nota: 7,5

domingo, 26 de junho de 2016

REAPRENDENDO A AMAR - DVD

REAPRENDENDO A AMAR (I'll See You in My Dreams) 
Comédia; Drama / 92 min / EUA / 2015 

Direção: Brett Haley 
Roteiro: Brett Haley 
Produção: Brett Haley; Emily Schweber. 
Música: Keegan DeWitt 
Fotografia: Rob C. Givens 
Desenho de Produção: Eric James Archer 
Figurino: Mirren Gordon Crozier 
Edição: Brett Haley 
Elenco: Blythe Danner (Carol Petersen); Martin Starr (Lloyd); Sam Elliott (Bill); Malin Akerman (Katherine Petersen); June Squibb (Georgina); Rhea Perlman (Sally); Mary Kay Place (Rona); John Beasley (Mike). 

SINOPSE: Após a morte de seu adorado cachorro, Carol (Blythe Danner) acha que as atividades cotidianas que orientam sua vida – o habitual jogo de bridge, a jardinagem, uma taça ou duas de vinho – perderam o brilho. Com o apoio de três leais amigas (June Squibb, Rhea Perlman e Mary Kay Place), Carol decide se abrir para o mundo, cultivando uma improvável amizade com o homem que cuida de sua piscina (Martin Starr), procurando um novo interesse romântico (Sam Elliott) e se reconectando com sua filha (Malin Akerman). Com amizade, amor e tudo o que está envolvido, Carol descobre que a vida pode começar de novo com qualquer idade. 

COMENTARIO: Um filme lindo, mesmo mostrando uma cena triste nos primeiros cinco minutos. O filme aborda um tema pesado de uma forma leve sem cair nos tradicionais clichês. Tem um ótimo trabalho da Blythe Danner no papel principal interpretando a difícil personagem Carol Petersen e sem querer desmerecer o resto do plantel feminino nos papeis de divertidas amigas de Carol. Um belo filme que deixa o espectador pensando. 

Nota: 8,5

sexta-feira, 17 de junho de 2016

CLÃ - O

O CLÃ (El Clan) 
Drama; Policial; Drama / 110 min / Argentina; Espanha / 2015 

Direção: Pablo Trapero 
Roteiro: Pablo Trapero 
Produção: Agustín Almodóvar; Pedro Almodóvar; Pablo Trapero 
Música: Sbastian Escofef 
Fotografia: Julian Apezteguia 
Direção de Arte: Sebastian Orgambide 
Figurino: Julia Suarez 
Edição: Pablo Trapero 
Elenco: Guillermo Francella (Arquímedes Puccio); Peter Lanzani ( Alejandro Puccio); Lili Popovich (Epifanía Puccio); Giselle Motta (II) (Silvia Puccio); Franco Masini (Guillermo Puccio); Gastón Cocchiarale (Maguila Puccio); Antonia Bengoechea ( Adriana Puccio); Stefanía Koessl (Mónica). 
SINOPSE: Baseado na história de uma das gangues mais conhecidas da Argentina, “os Puccio”, o filme narra sobre essa família que ficou conhecida na década de 1980 por sequestrar e matar várias pessoas. O clã estava composto pelo pai da família, Arquímesdes (Guillermo Francella), seus dois filhos, Daniel e Alejandro (Peter Lanzani), o militar aposentado Rodolfo Franco e mais dois amigos, Roberto Oscar Díaz e Guillermo Fernández Laborde. 
COMENTARIO: Pablo Trapero responsável pelas obras Família Rodante, Abutres e Elefante Branco volta aos cinemas brasileiros com o drama e suspense “O Clã”. O diretor Pablo Trapero nos apresenta uma obra de rara beleza emotiva e técnica. A trama escrita por Trapero, Esteban Student e Julian Loyola, é muito bem desenvolvida. O diretor usa mais elementos do suspense do que do gênero policial. Chega ser curioso os discursos do presidente Raul Alfonsin que Trapero nos apresenta no começo do filme. Vemos um bom trabalho do veterano ator Guillermo Francela, que interpreta o Sr Puccio com perfeição. Também vemos o Alejandro filho do Puccio interpretado pelo ator Peter Lanzarini . Exibido no Festival de Veneza e no Festival do Rio de 2015, o grupo ficou marcado por assassinar as vítimas após recolher o valor do resgate. 

Nota: 7,5

quinta-feira, 9 de junho de 2016

CHOCOLATE

CHOCOLATE (Monsieur Chocolat) 
Biografia; Drama / 110 min / França / 2016 

Direção: Roschdy Zem 
Roteiro: Cyril Gely, Roschdy Sen 
Produção: Nicolas Altmayer 
Música: Briigitte Taillandier, Dimitri Haulet 
Fotografia: Thomas Letellier 
Desenho de Produção: Jeremie D. Lignol 
Figurino: Pascaline Chavanne 
Edição: Monica Coleman 
Elenco: Omar Sy; James Thierree; Noemie Lvovsky; Frederic Pierrot; Clotide Heesme; Olivier Gourmet; Thibault de Montalembert 

SINOPSE: Do circo ao teatro, do anonimato à glória, a incrível trajetória do palhaço Monsieur Chocolat, primeiro artista circense negro da França. O duo inédito formado com Footit, alcança um imenso sucesso popular na Paris da Belle époque antes que a fama, o dinheiro fácil, o jogo e as discriminações desgastem a amizade da dupla e a carreira de Monsieur Chocolat. O filme retrata a história deste extraordinário artista. 

COMENTARIO: A história de vida de Rafael Padilla, um ex-escravo em Cuba, que inesperadamente se tornou um palhaço estrela na Paris da Belle Epoque. Descoberto em um circo pequeno no norte da França por George Footit, um palhaço britânico e acrobata, formou uma dupla de sucesso com ele, “Footit e Chocolat'. Um trabalho maravilhoso de Omar Sy, ja conhecido pelo filme “ Intouchables” e do neto de Charles Chaplin, James Thierrée. 

Trata-se de um filme biográfico, histórico, mostrando envolvimento com mulheres, bebidas, drogas, jogos de azar, o já racismo e a divisão de classes existente na Europa, amizade e ciumes entre Chocolat e Footit que viajam para Paris para prosseguir a sua carreira de palhaço. Um filme com diversas musicas muito bem escolhidas, mas mesmo assim ao querer mostrar tudo, se arrastra ficando um pouco longo demais. Um ótimo filme 

Nota: 9

segunda-feira, 6 de junho de 2016

CONSPIRAÇÃO E PODER

CONSPIRAÇÃO E PODER (Truth) 
Drama / 125 min / Austrália; EUA / 2015 
 Direção: James Vanderbilt 
Roteiro: James Vanderbilt 
Produção: James Vanderbilt; Brett Ratner Música: Brian Tyler 
Fotografia: Mandy Walker 
Edição: Richard Francis-Bruce 
 Elenco: Cate Blanchett (Mary Mapes); Robert Redford (Dan Rather); Elisabeth Moss (Lucy Scott); Topher Grace (Mike Smith); Dennis Quaid (Col. Roger Charles); Stacy Keach (Le lieutenant-colonel Bill Burkett); Bruce Greenwood (Andrew Heyward); Dermot Mulroney (Larry Lanpher). 

SINOPSE: A produtora da CBS, Mary Papes, juntamente com o âncora Dan Rather suspeitam de que o presidente George W. Bush foi um dos muitos jovens privilegiados que usou os seus contatos para não combater na Guerra do Vietnã. Armando uma exposição, os dois pretendem levar a história ao ar, mas o fato só começa uma guerra entre o poder constituído na tentativa de tirar o crédito das informações, o que abala o emprego dos dois contratados da CBS, quase altera as eleições e quase leva toda a CBS News abaixo. 
 COMENTARIO: Este é mais um filme que trata de um de um tema muito relevante, baseado inteiramente na veracidade dos fatos, 
O filme questiona até que ponto o jornalismo consegue ser imparcial quando os principais canais de televisão, precisam do dinheiro de grandes corporações para manter-se sempre no topo. 

Conspiração e Poder mostra como a informação tem o poder de mover massas e mudar situações, como quase acabar com uma eleição, mostrado na grande habilidade do roteirista, diretor e produtor Vanderbilt para manter um bom roteiro nos trilhos e comentar a investigação, ocorrida em 2004 a respeito de supostos favorecimentos a George W. Bush durante seu serviço militar e o envolvimento da família Bin Laden nos negócios dos Bush no Texas, trazendo à tona testemunhos que poderiam prejudicar o então Presidente na reeleição. 

Cate Blanchett, no papel de Mary Mapes, divide o elenco com Robert Redford, que interpreta o mentor e amigo Dan Rather. A trilha sonora de Brian Tyler não sobressai, mas Cate Blanchett recebe um texto à altura do seu talento. Aos poucos ela vai assumindo o filme, deixando pouco espaço inclusive para o carismático veterano Redford . Um muito bom filme 

Nota: 8

sexta-feira, 20 de maio de 2016

VIVER SEM ENDEREÇO - DVD

VIVER SEM ENDEREÇO (Shelter)
Drama / 105 min / EUA / 2014 

Direção: Paul Bettany 
Roteiro: Paul Bettany 
Produção: Paul Bettany 
Música: James Lavelle 
Fotografia: Paula Huidobro 
Desenho de Produção: Tania Bijhani 
Figurino: Emma Porter 
Edição: John Lyon 
Elenco: Jennifer Connelly (Hannah); Anthony Mackie (Tahir); Amy Hargreaves (Carrie) ; Alok Tewari (Abdul); Teddy Cañez (Policial); Rob Morgan (Franklin); Kevin Hoffman (Brendan); Steve Cirbus (Jerry). 
SINOPSE: Tahir (Anthony Mackie) e Hannah (Jennifer Connelly), dois moradores de rua da conturbada Nova York, que vivem à sombra da incerteza do amanhã. Apaixonados, eles descobrem que juntos podem construir algo significativo, mas Hannah tem um passado do qual foge e que a atormenta. 
COMENTARIO: Um filme sensível mostrando uma visão totalmente realística dos sem tetos nos EUA. Uma relação de amizade, amor e cooperação entre duas pessoas, que sem se aprofundar no passado, conseguem podem dar sentido em sua vida. A atriz Jennifer Connely, casada com o diretor desde 2001, está perfeita nesta personagem e digna de Óscar. Uma ótima fotografia e uma direção fantástica mesmo sendo a primeira de Paul Bettany. Um filme forte mas altamente recomendado. 

Nota: 8

quinta-feira, 28 de abril de 2016

LOBO DO DESERTO - O DVD

O LOBO DO DESERTO (Theeb)
Aventura; Drama / 100 min / Jordania; Qatar; UK / 2016 

Direção: Naji Abu Nowar 
Roteiro: Naji Abu Nowar 
Produção: Bassel Ghandour 
Música: Jerry Lane 
Fotografia: Wolfgang Thaler 
Direção de Arte:Anna Lavelle 
Figurino: Jamila Aladoin 
Edição: Rupert Lloyd 
Elenco: Jacir Eid (Theeb); Hassan Mutlag (Homem desconhecido); Hussein Salameh (Hussein); Jack Fox (Edward) 

SINOPSE: Na trama, ambientada em parte do período da primeira guerra mundial, conhecemos o jovem Theeb (Jacir Eid Al-Hwietat) um menino, muito apegado com seu irmão, que vive com sua família na província otomana de Hijaz. Certo dia, um soldado do exército britânico aparece buscando ajuda para encontrar um lugar. Assim, em meio a um deserto cheio de perigos, Theeb e seu irmão vão ajudar o soldado e acabam encontrando uma aventura que fará Theeb amadurecer bem mais rápido que qualquer outro menino de sua idade. 
COMENTARIO: “O Lobo de Deserto”, mostra um lado profundo sobre a historia e os problemas dos guias de caravanas depois da chegada da ferrovia dos ingleses ao deserto. Não é um filme comercial e o diretor prefere mostrar o ambiente e a trama com apenas a força dos poucos personagens em cena. 
O filme poderia ser mais curto. 
Indicado ao Oscar 2016 para Melhor Filme Estrangeiro pela Jordânia.
Um filme com uma fotografia belíssima, uma direção firme e precisa do diretor Naji Abu Nowar em seu primeiro longa-metragem. 

Nota:7,5

quarta-feira, 27 de abril de 2016

PHOENIX DVD

PHOENIX (Phoenix) 
Drama / 98 min / Alemanha; Polônia / 2014 

Direção: Christian Petzold 
Roteiro: Christian Petzold; Harun Farocki 
Produção: Christian Petzold 
Música: Stefan Will 
Fotografia: Hans Fromm 
Desenho de Produção: K.D.Gruber 
Figurino: Anette Guther 
Edição: Betina Bauer 
Elenco: Nina Hoss (Nelly Lenz); Ronald Zehrfeld ( Johannes 'Johnny'); Nina Kunzendorf (Lene Winter); Michael Maertens ( Arzt); Imogen Kogge (Elisabeth); Uwe Preuss (Dono do clube). 

SINOPSE: Junio 1945, Nelly Lenz é uma sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz durante a segunda guerra mundial, onde foi deixada terrivelmente desfigurada. Acompanhada por Lene, da agencia Judaica e amiga de antes da guerra se somete a cirurgias de reconstrução facial. 
Pouco tempo depois, apos a traumática operação, Nelly volta à Berlin em busca do seu marido Johnny. Quando ela finalmente o encontra, Johnny não a reconhece. No entanto, ele se aproxima dela com uma proposta, já que ela se parece com a sua esposa a quem ele acredita estar morta. Ele pede para que ela o ajude a reivindicar a herança de sua viúva. Nelly concorda, pois deseja descobrir se Johnny a amava, ou se ele a traiu. 

 COMENTARIO: Este é um filme de uma sobrevivente de Auschwitz, visto de outro ponto, sem mostrar os horrores do Holocausto. Depois do filme “Barbara”, Petzold volta a contar com a colaboração habitual de Nina Hoss, a melhor atriz alemã da atualidade, com o duplo papel de Nelly sendo vivido por ela mesma. Todo o elenco, parece completamente integrado à narrativa e com um desfecho enigmático e explosivo. Boa fotografia do Hans Fromm com riqueza de cenários e cenas noturnas iluminadas por neones e luzes de cabaré que da título ao filme. Um bom filme. 

Nota: 7.5

segunda-feira, 11 de abril de 2016

TRUMAN 2015

TRUMAN 2015 (Truman) 
Tragicomedia / 108 min / España; Argentina / 2015 

Direção: Cesc Gay Roteiro: Cesc Gay e Tomás Aragay. 
Produção: Marta Esteban, Diego Dudcovsky 
Música: Nico Cota. 
Fotografia: Andreu Rebes 
Direção de Arte: Irene Montcada 
Figurino: Anna Güell 
Edição: Paulo Barbieri 
Elenco: Ricardo Darín, Javier Cámara, Dolores Fonzi. 

SINOPSE: Julián (Ricardo Darín) recebe a visita inesperada de seu amigo Tomás (Javier Cámara), que vive no Canadá. Os dois amigos junto a Truman, seu cachorro fiel, compartirão durante quatro intensos dias momentos emotivos e surpreendentes, provocados pela difícil situação que está atravessando Julián. 
COMENTARIO: O diretor Cesc Gay e os atores Ricardo Darín e Javier Cámara voltam a trabalhar juntos nesta comedia com um fundo trágico com o qual ambos intérpretes ganharam a “Concha de Plata” como Melhor Ator no Festival de San Sebastián 2015 e a 
principal ganhadora dos Goya 2016 com 5 prêmios: como melhor Filme, melhor Direção melhor Roteiro Original, melhor Ator Melhor e melhor Ator Coadjuvante; Ótimas fotografias de Espanha, Holanda. 

Nota: 9

sábado, 2 de abril de 2016

CLUBE - O .DVD

O CLUBE  (El Club)
Drama /  96 min. / Chile / 2015

Direção: Pablo Larrain
Roteiro:
Pablo Larraín; Guillermo Calderon; Daniel Villalobos.
Produção: Juan de Dios Larrain; 
Música: Carlos Cabezas
Fotografia: Sergio Armstrong
Direção de Arte: Estefania Larrain
Figurino: Estafania Larrain
Edição: Sebastian Sepulveda
Elenco: Alfredo Castro ( Pai Vidal); Roberto Farías (Sandokan); Antonia Zegers (Irmã Monica); Jaime Vadell (Padre Silva); Alejandro Goic (Padre Ortega); Marcelo Alonso (Pai Garcia); José Soza (Pai Lazcano); Francisco Reyes (Padre Alfonso).

SINOPSE: O clube do título se refere à casa amarela destinada a abrigar padres afastados do sacerdócio. Quando não estão e pagando seus pecado, eles treinam seu cachorro galgo para as próximas corridas. 
Quando um novo sacerdote muda-se para la e começa fazer fortes acusações, sua voz aumenta mais e mais ate que um tiro soa. O padre evita as acusações dizendo ser suicido. A Igreja envia um investigador, mas será que realmente tem a intenção descobrir a verdade ou apenas  garantir que a aparência santa seja mantida?
COMENTÁRIO: O Clube” foi  vencedor do Urso de Prata no festival de Berlim 2015.
O filme acompanha a história de padres pecadores, mantidos em reclusão em busca de arrependimento.
O diretor chileno Pablo Larraín,  já premiado em 2012 com o filme “No”, cria um drama psicológico complexo, sem medo de explorar assuntos delicados e incômodos.
Não é um filme fácil, mas é muito bem construído, com ritmo lento, que se acelera perto do clímax, e consegue atingir exatamente os pontos que pretendia.
Um filme que causa um desconforto extremo, incomoda de maneira crua que nos é revelado o que o ser humano tem de pior.
Um roteiro inteligente e discursos afiados combinando entre sim para um desfecho sarcástico e inesperado.
“O Clube”  é o mais próximo de um tribunal humano para os crimes cometidos em nome de Deus. na Porta do Inferno,


Nota: 7

sexta-feira, 25 de março de 2016

TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS - DVD

TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS  (Tudo Que Aprendemos Juntos)
Drama; Musical / 102 min / Brasil / 2015

Direção: Sérgio Machado
Roteiro: Maria Adelaide Amaral; Marta Nehring; Sérgio Machado; Marcelo Gomes.
Produção: Ricardo Aydar; Fabiano Gullane; Caio Gullane; Sérgio D'antino
Música:
Alexandre Guerra, Felipe de Souza, Edilson Venturelli + Orq. Sinf. Heliopolis
Fotografia: Marcelo Durst
Direção de Arte: Valdy Lopes Ferreira
Edição: Livia Serpa; Márcio Hashimoto Soares
Elenco: Lázaro Ramos(Laerte); Fernanda de Freitas (Bruna); Sandra Corveloni (Alzira); Hermes Baroli (Thogun Teixeira); Graça de Andrade (Criolo).

SINOPSE: Laerte é um talentoso violinista que, apos frustradas  tentativas de integrar a OSESP, se vê obrigado a dar aulas de musica para uma turma de adolescentes Heliópolis
La encontra um menino com muito talento e fara tudo para ajuda-lo a sair do trafico.
COMENTÁRIO: "Tudo que Aprendemos Juntos" teve sua estreia no Festival de  Locarno na Suíça e em agosto,teve sua Première no Festival do Rio, em uma projeção emocionada por mérito de sua edição impecável ao equilibrar um roteiro vivido ora na favela Heliópolis, ora na Sala São Paulo.
O filme impressiona pela maestria da direção de Sérgio Machado como passar de um cenas divertidas e construir cenas comoventes ajudado pela fotografia de Marcelo Durst, que se impõe pela beleza de sua iluminação
Uma das melhores surpresas do cinema nacional recente.

Nota: 9



domingo, 28 de fevereiro de 2016

GAROTA DINAMARQUESA - A

A GAROTA DINAMARQUESA (The Danish Girl) 
Drama / 119 min / UK; EUA; Bélgica Dinamarca; Alemanha / 2015 

Direção: Tom Hooper 
Roteiro: Lucinda Coxon 
Produção: Tim Bevan; Eric Fellner; Tom Hooper. 
Música: Alexandre Desplat 
Fotografia: Danny Cohen 
Direção de Arte: Tom Weaving 
Figurino: Paco Delgado 
Edição: Melanie Oliver 
Elenco: Eddie Redmayne (Einar Wegener / Lili Elbe); Alicia Vikander (Gerda Wegener); Ben Whishaw (Henrik); Amber Heard (Oola Paulson); Sebastian Koch ( Warnekros); Matthias Schoenaerts (Hans Axgil); Adrian Schiller (Rasmussen); Emerald Fennell (Elsa). 
SINOPSE: Cinebiografia de Lili Elbe (Eddie Redmayne), que nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. Em foco o relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher. 
Alicia Vikander
COMENTARIO: Baseado no livro de David Ebershoff, “A Garota Dinamarquesa se passa na década de 20 na cidade de Copenhagen. 
Na cidade ele, Einar (Eddie Redmayer), pinta paisagens delicadas e tem obtido sucesso em sua carreira e ela, Gerda (Alicia Vikander), faz retratos e luta por atenção. 
Ao pedir que Einar pose com roupas femininas para terminar uma obra, inicia uma secreta obsessão no marido. 
Eddie Redmayyne, vencedor do Oscar 2014 por Teoria de Tudo tem aqui mais um desafio tão sensível como emocional. 
Mas é Alicia Vikander quem rouba a cena. Seu personagem e os olhares para o marido vendo sua feminilidade e mostrando a dor vendo perder a quem tanto ama tendo que convive com a solidão . 
O cineasta londrino Tom Hooper demostra total domínio na sua obra no gênero o cinema de época. “O discurso do Rei” em 2010 com 12 indicações, e nos “Os Miseráveis” em 2012 com 8 indicações. 
Um trabalho brilhante do fotografo Danny Cohen, da direção de Arte Tom Weaving, a trilha de Alexandre Desplat, e finalmente a maquiagem e figurino de Paco Delgado.. 

Um ótimo filme 

Nota: 9

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

DHEEPAN - Refugio DVD

DHEEPAN - Refugio (Dheepan) 
Policial;Drama / 109 min / França / 2015 

Direção: Jacques Audiard 
Roteiro: Jacques Audiard; Noé Debré; Thomas Bidegain. 
Produção: Pascal Caucheteux 
Música: Nicolas Jaar 
Fotografia: Eponine Momenceau 
Direção de Arte: Helena Klotz 
Desenho de Produção: Michel Bartheemy 
Figurino: C. Bourreg 
Edição: Juliette Welfling 
Elenco: Antonythasan Jesuthasan (Dheepan); Kalieaswari Srinivasan (Yalini); Claudine Vinasithamby (Illayaal); Vincent Rottiers (Brahim); Faouzi Bensaïdi (Sr. Habib); Marc Zinga (Youssouf); Joséphine de Meaux (Diretora da escola). 
SINOPSE: Para escapar da guerra civil no Sri Lanka, o ex-soldado Dheepan, a jovem Yalini e a pequena Illayaal se fazem passar por uma família. Sem dominar o idioma local, vão morar em um projeto habitacional nos arredores de Paris. Deephan trabalha como zelador e Yalini como empregada doméstica e, mesmo mal se conhecendo, tentam construir uma vida juntos. Palma de Ouro no Festival de Cannes 2015. 
COMENTARIO: Este filme de Jacques Audiard (Ferrugem e Ossos) equilibra drama, tensão, humor e ação. A história foi escrita em conjunto com Thomas Bidegain e Noé Debré. Nele conseguem mostrar todos os passos pelos quais um refugiado ou uma família de refugiados possivelmente tem que passar até realmente se estabelecer em seu novo país. Alem de aprender a língua, conseguir um emprego, um local para morar, seguir as regras sociais diferentes das do seu país e outras coisas que não faziam parte do seu cotidiano no Sri-Lanka são alguns dos desafios que Dheepan, Yalini e Illayaal terão que enfrentar agora e o choque inicial que não é necessariamente cultural, mas de comportamento: o que define uma vida "normal"? Conviver com os pequenos prazeres do consumismo?. Não faz muita diferença se Dheepan e sua nova família sejam cingaleses, indianos, árabes ou paquistaneses, os problemas são muito similares. 
A edição realizada por Juliette Welfling (Jogos Vorazes) também dá este clima de transformação à vida dos personagens. O jovem músico norte-americano Nicolas Jaar ficou responsável pela trilha sonora. O filme foi ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes e é uma das atrações da 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Dheepan explora bem o conceito de choque cultural, como quando Dheepan que fica intrigado por não entender o humor nas piadas francesas. Em 2015, dentro do cinema francês particularmente, 
Dheepan - O Refúgio não foi o único a tratar de imigração. “Samba” (2014) rodou pelos cinemas trazendo o assunto através de uma maneira mais amistosa. 
Não é um filme bonito, muitas cenas obscuras mas não deixa ser um bom filme. 

Nota: 8

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

SICARIO Terra de Ninguem

SICARIO Terra de Ninguem (Sicario)
Policial;Drama;Suspense / 121 min / EUA / 2015

Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Taylor Sheridan;
Produção: Basil Iwanyk; Thad Luckinbill.
Música:
Jóhann Jóhannsson
Fotografia: Roger Deakins
Direção de Arte: Patrice Verrmrtte
Figurino: Renee April
Edição: Joe Walker
Elenco: Emily Blunt (Kate Macer); Benicio Del Toro (Alejandro); Josh Brolin (Matt Graver); Jon Bernthal (Ted); Victor Garber (Dave Jennings); Jeffrey Donovan (Steve Forsing); Daniel Kaluuya (Reggie); Raoul Trujillo (Rafael).

SINOPSE: A Cia esta preparando uma Audaciosa operação para deter o grande lider de um cartel de drogas mexicano. Uma agente do FBI (Emily Blunt) é convidada a juntar-se a dois especialistas do governo (Josh Brolin e Benicio Del Toro) em uma missãao arriscada  que cruza as fronteiras entre EUA e  o Maxico para derrubar um lider de cartel.
Kate Marcy (Emily Blunt), mas logo descobre que tera testar todos seus limites morais, eticos nesta missão.
COMENTARIO: Com um ótimo roteiro de Taylor Sherdan, o diretor canadense Denis Villeneuve usa contrastes planos da fotografia com o famoso Roger Deakins.
As cenas aéreas sobre a fronteira no México, poderia ser no Iraque ou numa parte árida de EUA.   
Benicio del Toro faz um papel ora um pouco confuso,  as vezes aterrorizante, ora apaziguadora, mas sempre imponente. Por outro lado Emily Blunt esconde sua sensualidade, e mostra sua constituição frágil frente aos soldados curtidos pelo sol do Oriente Médio. 
Sicario é um dos mais intensos filmes já feitos sobre narcotráfico.
Não é um filme de ação, mas ele explora a aridez do cenário com uma trilha sonora seca e fortes como as cenas de violência adaptadas para cada personagem.
No fim o Alejandro diz que aquela fronteira é uma terra de lobos.
Um bom filme.

Nota: 8