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sexta-feira, 25 de março de 2016

TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS - DVD

TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS  (Tudo Que Aprendemos Juntos)
Drama; Musical / 102 min / Brasil / 2015

Direção: Sérgio Machado
Roteiro: Maria Adelaide Amaral; Marta Nehring; Sérgio Machado; Marcelo Gomes.
Produção: Ricardo Aydar; Fabiano Gullane; Caio Gullane; Sérgio D'antino
Música:
Alexandre Guerra, Felipe de Souza, Edilson Venturelli + Orq. Sinf. Heliopolis
Fotografia: Marcelo Durst
Direção de Arte: Valdy Lopes Ferreira
Edição: Livia Serpa; Márcio Hashimoto Soares
Elenco: Lázaro Ramos(Laerte); Fernanda de Freitas (Bruna); Sandra Corveloni (Alzira); Hermes Baroli (Thogun Teixeira); Graça de Andrade (Criolo).

SINOPSE: Laerte é um talentoso violinista que, apos frustradas  tentativas de integrar a OSESP, se vê obrigado a dar aulas de musica para uma turma de adolescentes Heliópolis
La encontra um menino com muito talento e fara tudo para ajuda-lo a sair do trafico.
COMENTÁRIO: "Tudo que Aprendemos Juntos" teve sua estreia no Festival de  Locarno na Suíça e em agosto,teve sua Première no Festival do Rio, em uma projeção emocionada por mérito de sua edição impecável ao equilibrar um roteiro vivido ora na favela Heliópolis, ora na Sala São Paulo.
O filme impressiona pela maestria da direção de Sérgio Machado como passar de um cenas divertidas e construir cenas comoventes ajudado pela fotografia de Marcelo Durst, que se impõe pela beleza de sua iluminação
Uma das melhores surpresas do cinema nacional recente.

Nota: 9



domingo, 28 de fevereiro de 2016

GAROTA DINAMARQUESA - A

A GAROTA DINAMARQUESA (The Danish Girl) 
Drama / 119 min / UK; EUA; Bélgica Dinamarca; Alemanha / 2015 

Direção: Tom Hooper 
Roteiro: Lucinda Coxon 
Produção: Tim Bevan; Eric Fellner; Tom Hooper. 
Música: Alexandre Desplat 
Fotografia: Danny Cohen 
Direção de Arte: Tom Weaving 
Figurino: Paco Delgado 
Edição: Melanie Oliver 
Elenco: Eddie Redmayne (Einar Wegener / Lili Elbe); Alicia Vikander (Gerda Wegener); Ben Whishaw (Henrik); Amber Heard (Oola Paulson); Sebastian Koch ( Warnekros); Matthias Schoenaerts (Hans Axgil); Adrian Schiller (Rasmussen); Emerald Fennell (Elsa). 
SINOPSE: Cinebiografia de Lili Elbe (Eddie Redmayne), que nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. Em foco o relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher. 
Alicia Vikander
COMENTARIO: Baseado no livro de David Ebershoff, “A Garota Dinamarquesa se passa na década de 20 na cidade de Copenhagen. 
Na cidade ele, Einar (Eddie Redmayer), pinta paisagens delicadas e tem obtido sucesso em sua carreira e ela, Gerda (Alicia Vikander), faz retratos e luta por atenção. 
Ao pedir que Einar pose com roupas femininas para terminar uma obra, inicia uma secreta obsessão no marido. 
Eddie Redmayyne, vencedor do Oscar 2014 por Teoria de Tudo tem aqui mais um desafio tão sensível como emocional. 
Mas é Alicia Vikander quem rouba a cena. Seu personagem e os olhares para o marido vendo sua feminilidade e mostrando a dor vendo perder a quem tanto ama tendo que convive com a solidão . 
O cineasta londrino Tom Hooper demostra total domínio na sua obra no gênero o cinema de época. “O discurso do Rei” em 2010 com 12 indicações, e nos “Os Miseráveis” em 2012 com 8 indicações. 
Um trabalho brilhante do fotografo Danny Cohen, da direção de Arte Tom Weaving, a trilha de Alexandre Desplat, e finalmente a maquiagem e figurino de Paco Delgado.. 

Um ótimo filme 

Nota: 9

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

DHEEPAN - Refugio DVD

DHEEPAN - Refugio (Dheepan) 
Policial;Drama / 109 min / França / 2015 

Direção: Jacques Audiard 
Roteiro: Jacques Audiard; Noé Debré; Thomas Bidegain. 
Produção: Pascal Caucheteux 
Música: Nicolas Jaar 
Fotografia: Eponine Momenceau 
Direção de Arte: Helena Klotz 
Desenho de Produção: Michel Bartheemy 
Figurino: C. Bourreg 
Edição: Juliette Welfling 
Elenco: Antonythasan Jesuthasan (Dheepan); Kalieaswari Srinivasan (Yalini); Claudine Vinasithamby (Illayaal); Vincent Rottiers (Brahim); Faouzi Bensaïdi (Sr. Habib); Marc Zinga (Youssouf); Joséphine de Meaux (Diretora da escola). 
SINOPSE: Para escapar da guerra civil no Sri Lanka, o ex-soldado Dheepan, a jovem Yalini e a pequena Illayaal se fazem passar por uma família. Sem dominar o idioma local, vão morar em um projeto habitacional nos arredores de Paris. Deephan trabalha como zelador e Yalini como empregada doméstica e, mesmo mal se conhecendo, tentam construir uma vida juntos. Palma de Ouro no Festival de Cannes 2015. 
COMENTARIO: Este filme de Jacques Audiard (Ferrugem e Ossos) equilibra drama, tensão, humor e ação. A história foi escrita em conjunto com Thomas Bidegain e Noé Debré. Nele conseguem mostrar todos os passos pelos quais um refugiado ou uma família de refugiados possivelmente tem que passar até realmente se estabelecer em seu novo país. Alem de aprender a língua, conseguir um emprego, um local para morar, seguir as regras sociais diferentes das do seu país e outras coisas que não faziam parte do seu cotidiano no Sri-Lanka são alguns dos desafios que Dheepan, Yalini e Illayaal terão que enfrentar agora e o choque inicial que não é necessariamente cultural, mas de comportamento: o que define uma vida "normal"? Conviver com os pequenos prazeres do consumismo?. Não faz muita diferença se Dheepan e sua nova família sejam cingaleses, indianos, árabes ou paquistaneses, os problemas são muito similares. 
A edição realizada por Juliette Welfling (Jogos Vorazes) também dá este clima de transformação à vida dos personagens. O jovem músico norte-americano Nicolas Jaar ficou responsável pela trilha sonora. O filme foi ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes e é uma das atrações da 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Dheepan explora bem o conceito de choque cultural, como quando Dheepan que fica intrigado por não entender o humor nas piadas francesas. Em 2015, dentro do cinema francês particularmente, 
Dheepan - O Refúgio não foi o único a tratar de imigração. “Samba” (2014) rodou pelos cinemas trazendo o assunto através de uma maneira mais amistosa. 
Não é um filme bonito, muitas cenas obscuras mas não deixa ser um bom filme. 

Nota: 8

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

SICARIO Terra de Ninguem

SICARIO Terra de Ninguem (Sicario)
Policial;Drama;Suspense / 121 min / EUA / 2015

Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Taylor Sheridan;
Produção: Basil Iwanyk; Thad Luckinbill.
Música:
Jóhann Jóhannsson
Fotografia: Roger Deakins
Direção de Arte: Patrice Verrmrtte
Figurino: Renee April
Edição: Joe Walker
Elenco: Emily Blunt (Kate Macer); Benicio Del Toro (Alejandro); Josh Brolin (Matt Graver); Jon Bernthal (Ted); Victor Garber (Dave Jennings); Jeffrey Donovan (Steve Forsing); Daniel Kaluuya (Reggie); Raoul Trujillo (Rafael).

SINOPSE: A Cia esta preparando uma Audaciosa operação para deter o grande lider de um cartel de drogas mexicano. Uma agente do FBI (Emily Blunt) é convidada a juntar-se a dois especialistas do governo (Josh Brolin e Benicio Del Toro) em uma missãao arriscada  que cruza as fronteiras entre EUA e  o Maxico para derrubar um lider de cartel.
Kate Marcy (Emily Blunt), mas logo descobre que tera testar todos seus limites morais, eticos nesta missão.
COMENTARIO: Com um ótimo roteiro de Taylor Sherdan, o diretor canadense Denis Villeneuve usa contrastes planos da fotografia com o famoso Roger Deakins.
As cenas aéreas sobre a fronteira no México, poderia ser no Iraque ou numa parte árida de EUA.   
Benicio del Toro faz um papel ora um pouco confuso,  as vezes aterrorizante, ora apaziguadora, mas sempre imponente. Por outro lado Emily Blunt esconde sua sensualidade, e mostra sua constituição frágil frente aos soldados curtidos pelo sol do Oriente Médio. 
Sicario é um dos mais intensos filmes já feitos sobre narcotráfico.
Não é um filme de ação, mas ele explora a aridez do cenário com uma trilha sonora seca e fortes como as cenas de violência adaptadas para cada personagem.
No fim o Alejandro diz que aquela fronteira é uma terra de lobos.
Um bom filme.

Nota: 8

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

45 ANOS

45 ANOS (45 Years)
Drama;Romance / 95 min /UK /  2015

Direção: Andrew Haigh
Roteiro: Andrew Haigh
Produção: Christopher Collins; Lizzie Francke; Tessa Ross
Fotografia:
Lol Crawley
Direção de Arte: Sarah Finlay
Desenho de Produção:
Edição: Jonathan Alberts
Efeitos Especiais:
Elenco: Charlotte Rampling (Kate Mercer); Tom Courtenay (Geoff Mercer); Geraldine James (Lena); Dolly Wells (Charlotte); Richard Cunningham (Sr. Watkins).

SINOPSE: Kate Mercer (Charlotte Rampling) esta planejando a festa comemorando dos 45 anos de casada. Porem, cinco dias antes do evento, o marido recebe uma carta: o corpo de seu primeiro amor foi encontrado congelado no meio dos Alpes Suíços. A estrutura emocional dele é seriamente abalada e Kate já não sabe se vai ter o que comemorar durante a festa.
COMENTARIO: O diretor Andrew Haigh faz um filme com atuações bem naturais de um casal idoso incluindo nas cenas mais intimas.
O estranho neste filme é a edição com tomadas relativamente curtas completamente  isoladas.
A trama é as vezes previsível e mesmo assim não explica tudo.
A fotografia e ótima de cores frias e opacas retratando o clima campestre inglês, mas o melhor do filme são as diferentes expressões de alegria e tristeza e dos gestos faciais da Charlotte Rampling. Ela brilha mesmo com olhares tristes. Tom Courtenay também esta ótimo no seu papel de marido.
Um bom filme mesmo na sua montagem diferente.

Nota 7,5 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

QUE MAL EU TE FIZ A DEUS? DVD

QUE MAL EU TE FIZ A DEUS? (Qu'est-ce qu'on a fait au Bon Dieu?) 
Comédia / 97 min / França / 2014 

Direção: Philippe de Chauveron 
Roteiro: Philippe de Chauveron 
Produção: Romain Rojtman 
Música: Marc Chouarain 
Fotografia: Vincent Mathias 
Edição: Sandro Lavezzi. 
Elenco: Christian Clavier (Claude Verneuil); Chantal Lauby (Marie Verneuil); Ary Abittan (David Benichou); Medi Sadoun (Rachid Benassem); Frédérique Bel (Isabelle Verneuil); Noom Diawara (Charles Koffi); Tatiana Rojo (Viviane Koffi); Elie Semoun (Psicóloga) 

SINOPSE: Um casal francês católico, bem educado, bem intencionado, financeiramente bem resolvido vê a sua vida virar de pernas pro ar quando suas quatro filhas decidem casar com homens de diferentes religiões e origens. 
COMENTARIO: Em pleno século XXI o “Que mal fiz a Deus?” de Phelippe de Chauveron teve sua distribuição proibida nos Estados Unidos e na Inglaterra. Em seu segundo trabalho como diretor neste maravilhoso filme, aborda os temas de racismo, preconceitos com muita inteligência, sutileza e ironia sem cair no ridículo mantendo um humor refinado. O roteiro fala em especial sobre questões culturais, diferenças nas formas de pensar, tradições religiosas, culinárias, politicas e a xenofobia do cidadão francês com relação aos estrangeiros. 

O filme além de divertir e fazer rir também faz pensar e refletir. Quem rouba a cena é o ator francês Christian Clavier e o franco-congolês Pascar N`Zonzi. Sem duvida, este é um grande filme é uma das melhores comedias francesas produzidas nos últimos anos. 

Nota: 8,5

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

BROOKLYN

BROOKLYN (Brooklyn)
Drama;Romance / 111 min / Irlanda; UK;Canadá / 2015

Direção: John Crowley
Roteiro: Nick Hornby
Produção: Finola Dwyer; Amanda Posey
Música:
Michael Brooks
Fotografia: Yves Bélanger
Direção de Arte: Irene O`Brien ; Robert Parle
Desenho de Produção: Fraçois Seuin
Figurino: Odile Dicks-Mireaux
Edição: Jake Roberts
Elenco: Saoirse Ronan (Eilis Lacey); Domhnall Gleeson (Jim Farrell); Emory Cohen (Tony Fiorello); Jim Broadbent (Father Flood); Julie Walters (Mrs. Kehoe); Jessica Paré (Miss Fortini); Fiona Glascott (Rose); 
SINOPSE: Nos anos 1950, a jovem Eilis Lacey (Saoirse Ronan) vive na Irlanda e parte em direção aos Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Ela se instala no bairro do Brooklyn, consegue um emprego e chama a atenção do imigrante italiano Tony (Emory Cohen). Os dois se apaixonam, mas uma tragédia na vida de Eilis a força retornar para sua terra natal, onde conhece Jim Farrell (Domhnall Gleeson). Agora, ela tem de se decidir com quem quer ficar
COMENTARIO: Brooklyn e um filme com um roteiro dramático adaptado com um elenco escolhido a dedo.
Todos os atores tem suas características físicas e interpretam perfeitamente os personagens.
Emory Cohen e Saoirse Ronan em especial, uma garota que não brilha pela sua beleza, mas consegue virar linda com sua interpretação.  
Eu procurei algum defeito no filme. mas não consegui nenhum,
O roteiro tem uma profundidade única e mostra a rivalidade dos imigrantes Irlandeses e italianos, sua alimentação e nos esportes. Os preconceitos entre eles muito bem mostrados de maneira ate divertida nos diálogos irônicos e sarcásticos.  
A montagem com quadros detalhados e pulando rapidamente e de maneira ágil.  
A fotografia mostrando os campos de Irlanda e as ruas de Nova York e uma trilha sonora discreta. O Figurino, Diretor Artístico  e o Desenho de Produção impecáveis.
Enfim uma obra muito bem feita.

Nota: 9

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

SPOTLIGHT

SPOTLIGHT - Segredos Revelados (Spotlight) 
Drama; Épico / 128 min / EUA / 2015 

Direção: Tom McCarthy 
Roteiro: Josh Singer; Tom McCarthy. 
Produção: Steve Golin; Michael Sugar 
Música: Howard Shore 
Fotografia: Masanobu Takayanagi 
Direção de Arte: Stephen Carter 
Figurino: Wendy Chuck 
Edição: Tom McArdle 
Elenco: Michael Keaton (Walter Robinson); Mark Ruffalo (Michael Rezendes); Rachel McAdams (Sacha Pfeiffer); Liev Schreiber (Marty Baron); John Slattery (Ben Bradlee Jr.); Brian d'Arcy James (Matt Carroll); Stanley Tucci (Mitchell Garabedian); Jamey Sheridan (Jim Sullivan) 
SINOPSE: Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região. 
COMENTARIO: A história muito bem adaptada ao cinema. Inicialmente, mostra um caso, depois passa a ter um interesse jornalístico, depois o interesse vai aumentando mostrando as consequências e as repercussões que podem acontecer a medida que as investigações vão desencadeado dentro do jornal e entre a alta sociedade e pessoas importantes da cidade de Boston. 
Os Josh Singer e Tom McCarthy fizeram um ótimo roteiro mostrando um bom filme com um bom jornalismo. Tom consegue manter o espectador atento durante um pouco mais de duas horas de forma tal que a tensão do filme não caia bruscamente quando os jornalistas trabalham na suas casas com familiares. 

Michael Keaton voltou brilhar num grande filme e Mark Ruffalo o supera como adjuvante. 
Enfim, Spotlight não deixa de conter um clima pesado, mas o diretor consegue com a força da persistência dos seus protagonistas manter seu ritmo ate o final. 
Um ótimo filme 

Nota: 9

sábado, 6 de fevereiro de 2016

HOMENS, MULHERES E FILHOS DVD

HOMENS, MULHERES E FILHOS (Men, Women & Children) 
Comédia; Romance / 119 min / EUA / 2014 

Direção: Jason Reitman 
Roteiro: Jason Reitman; Erin Cressida Wilson; Chad Kultgen 
Produção: Helen Estabrook; Jason Reitman 
Música: Ethan Andrus 
Fotografia: Eric Steelberg 
Direção de Arte: Rodney Becker 
Desenho de Produção: Bruce Curtis 
Figurino: Leah Katznelson 
Edição: Dana E. Glauberman 
Elenco: Ansel Elgort (Tim Mooney); Jennifer Garner (Patricia Beltmeyer); Adam Sandler (Don Truby); Timothée Chalamet (Danny Vance); Kaitlyn Dever (Brandy Beltmeyer); Rosemarie DeWitt (Helen Truby); Judy Greer (Donna Clint); Dennis Haysbert (Secretluvur). 
SINOPSE: Adultos, adolescentes e crianças amam, sofrem, se relacionam e compartilham tudo, sempre conectados. A internet é onipresente e, nesta grande rede em que o mundo se transformou, as ideias de sociedade e interação social ganham um novo significado. Algumas situações como um casal que não tem intimidade; uma garota que quer ser uma anoréxica melhor; um adolescente que vive em num mundo de pornografia virtual, fazem o expectador repensar a relações humanas 
COMENTARIO: Um filme educativo do talentoso Jason Reitman, que nos apresenta algumas micro histórias narradas pela Emma Thompson todas envolvidas num mundo da informática virtual e no “Internet”. 
Temos sub-tramas envolvendo uma mãe controladora (Jennifer Garner), um jovem casal depressivo (Ansel Elfort e Kaitlyn Dever) muito interessante e uma mãe que divulga a carreira da filha (Judy Greer) em outra sub trama. Um bom filme que deixa o espectador em alerta, sob o mundo local e o mundo global. 

Nota: 8

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

SEM RETORNO - DVD

SEM RETORNO ( Self/less)
Ação; Drama; Ficção; Suspense /117 min / EUA / 2015 

Direção: Tarsem Singh 
Roteiro: David Pastor; Alex Pastor 
Produção: Ram Bergman; James D. Stern. 
Música: Antônio Pinto 
Fotografia: Brendan Galvin 
Desenho de Produção: Tom Foden 
Figurino: Shay Cunlifte 
Edição: Robert Duffy 
Elenco: Ryan Reynolds (Young Damian); Ben Kingsley (Damian); Natalie Martinez (Madeline); Matthew Goode (Albright); Michelle Dockery (Claire); Melora Hardin (Judy); Victor Garber (Martin); Sam Page (Carl). 
SINOPSE: Damian (Ben Kingsley), é um um velho empresário multimilionário que vê sua vida chegando ao fim graças a um terrível câncer que tem se alastrado. Inconformado com a ideia de morrer, ele resolve passar por um processo médico radical que irá transferir sua consciência para um corpo mais jovem. Depois do processo, porém, ele começa a desconfiar dos métodos utilizados pelo Dr. Albright (Matthew Goode), o que coloca ele e pessoas inocentes na mira dessa misteriosa organização. 

COMENTARIO: No inicio temos a Ben Kingsley, só que este ator participa apenas 15 ou 20 minutos. Logo entra em ação o Ryan Reynolds numa sequencia de perseguições e num ataque na casa onde vive a esposa de Damian (Ryan).  

Sobre a ética no desejo da imortalidade e da transferência de consciência fica por conta do espectador. O roteiro começa bem depois no andamento da narrativa fica sem inovação e previsível. Reynolds se esforça para tentar levar o filme nas costas mas não consegue passar a dramaticidade ao seu personagem e resto do elenco e fraco. 
Enfim é um filme que pode divertir em certos momentos mas poderia ter sido um bom filme se o diretor tivesse tido mais dedicação com Ryan Reynolds não aproveitando um grande potencial. 

Nota: 6

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

REZA A LENDA

REZA A LENDA (Reza a Lenda)
Ação;Aventura;Drama / 87 min / Brasil / 2016 

Direção: Homero Olivetto 
Roteiro: Homero Olivetto; Patrícia Andrade; Newton Cannito 
Produção: Bianca Villar; Fernando Fraiha; Homero Olivetto; Kiki Lavigne 
Música: Marcos Camargo 
Fotografia: Marcelo Corpanni 
Direção de Arte: Valdy Lopez 
Figurino: Cassio Brasil 
Edição: Manga Campion; Marcio Canella 
Elenco: Cauã Reymond (Ara); Sophie Charlotte (Severina); Luisa Arraes (Laura); Humberto Martins (Tenório); Silvia Buarque (Tereza); Jesuíta Barbosa (Pica-Pau); Nanego Lira (Pai Nosso); Zezita Matos (Deinha). 
SINOPSE: Em uma terra sem lei, a sorte favorece apenas os mais fortes e corajosos. Ara (Cauã), um homem de ação e poucas palavras, é o líder de um bando de motoqueiros armados que acredita em uma antiga lenda capaz de devolver justiça e liberdade ao povo da região. Quando realizam um ousado roubo, acabam despertando a fúria do poderoso Tenório (Humberto Martins). Agora, Tenório vai concentrar todas as suas forças em uma perseguição para destruir o bando de Ara e recuperar aquilo que acredita ser seu por direito. Durante a perseguição, a jovem Laura (Luisa Arraes) é resgatada de um acidente e tem que seguir o bando contra a sua vontade, despertando ciúmes em Severina (Sophie Charlotte), companheira de Ara. 
COMENTÁRIO: Um turma de motoqueiros liderada por Ara (Cauã Reymond) procura chuva para a catinga. Para que isto aconteça, uma profecia devera ser cumprida. Ela exige que uma santa que esta em posse de Tenório (Humberto Martins), um homem poderoso e rico da região, devera ser levada a um locar especifico, que se faz entender que seria numa capela, e além disso uma mulher devera ser oferecida ao profeta Galego Lorde (Júlio Andrade). 
Cauã Reymond, que também é produtor , faz um papel discreto como protagonista e as emoções são mais pelo roteiro e não que como gala. Laura (Luisa Arraes) no papel de “oferta” na saga com pouca expressão um pequeno destaque para Severina (Sophie Charlotte) membro da gangue e com interesse amoroso de Ara. Um ótimo trabalho do coronel sanguinário, o vilão interpretado por Humberto Martins falando mole e jurando vingança caso for roubado O diretor Homero Olivetto mostra belíssimas paisagens da catinga brasileira e uma atípica trilha sonora com rock pesado hip-hop e musica eletrônica dando um ritmo bom ao filme. Um filme que poderia ser pretencioso, mas tem personalidade. 

Nota: 7,0

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

CAROL

CAROL (Carol) Drama;Romance / 118 min / UK; EUA / 2015 

Direção: Todd Haynes 
Roteiro: Phyllis Nagy; Patricia Highsmith. 
Produção: Elizabeth Karlsen; Tessa Ross; Christine Vachon; Stephen Woolley Música: Carter Burwell 
Fotografia: Edward Lachman 
Direção de Arte: Judy Baker 
Figurino: Sandy Powell 
Edição: Affonso Goncalves 
Elenco: Cate Blanchett (Carol Aird); Rooney Mara (Therese Belivet); Kyle Chandler (Harge Aird); Sarah Paulson (Abby); Carrie Brownstein (Genevieve Cantrell); Jake Lacy (Richard); Cory Michael Smith (Tommy Tucker); John Magaro (Dannie). 
SINOPSE: A jovem Therese Belivet (Rooney Mara) tem um emprego entediante na seção de brinquedos de uma loja de departamentos. Um dia, ela conhece a elegante Carol Aird (Cate Blanchett), uma cliente que busca um presente de Natal para a sua filha. Carol, que está se divorciando de Harge (Kyle Chandler), também não está contente com a sua vida. As duas se aproximam cada vez mais e, quando Harge a impede de passar o Natal com a filha, Carol convida Therese a fazer uma viagem pelos Estados Unidos 
COMENTARIO: O Haynes consegue construir um filme dentro de um delicado mundo onde predominam as sutilezas, toques e olhares. O fotografo explora muito as mãos e os rostos. O espectador imagina o que vai acontecer, mas o diretor mostra isto muita lentamente criando o clima certo para liberar as emoções. 
Cate Blanchet toma conta do filme deixando a Rooney Mara como uma ótima coadjuvante dentro de um clima muito intimo e sedutor. Um roteiro bem interessante. Uma ótima trilha sonora. 

Nota: 9

JOY

JOY: O Nome de Sucesso (Joy)
Drama:Comedia/124 min/ EUA/2015

Direção: Davi O. Russell
Roteiro: Davi O. Russell
Produção: Megan Ellison
Música:
David Campbell; West Thordson
Fotografia: Linus Sandren
Direção de Arte: Judy Becker
Figurino: Michael Wilkinson
Edição: Jay Cassidy
Elenco: Jennifer Lawrence (Joy Mangano); Robert DeNiro (Rudy); BradCooper (Neilm Walker); Edgar Ramirez (Tony Miranne); Virginia Madsen (Terry); Isabella Rossellini (Trudy); Diane Ladd (Mimi); Dascha Polanco (Jackie).

SINOPSE: O drama narra a historia real da inventora Joy Mangano, mãe solteira de tres filhos , responsável pela criação do utensilio domestico conhecido como “Magic Mop” (Esfregão Magico) em 1990. Com o estouro de vendas, Joy começou a trabalhar no ramo comercial, registrandp mais de 100 patentes, ate se tornar apresentadora de um canal compras na TV r depois vender sua marca por um contrato milionário.
COMENTÁRIO: No filme Jennifer interpreta desde uma jovem colegial ate uma empresaria com 40 anos e consegue segurar o filme em todas suas etapas. Seu parceiro no filme é o venezuelano Edgar Ramirez (“Livra-nos do mal”, “A hora mais Escura”) vive o Tony Miranne, o primeiro marido de Joy. Jennifer já trabalhou com Bradley Cooper e Robert DeNiro no “O Lado Bom da Vida” e no ”Trapaça”.
Robert DeNiro tem um papel bem opaco como Rudy, ao lado da Isabella Rossellini. Bradley Cooper. tem um papel bem curto, mas se apresenta bem em cena.
O roteiro e a direção são muito bem trabalhados pelo David O. Russell.
Há uma cena muito forte e emocionante para os protagonistas, quando ela chega a perderr toda a esperança em si mesma e obrigada a decretar falência. Possivelmente esta sequencia justifique a indicação J. Lawrence pela quarta vez ao Oscar.
Enfim é um bom filme.

Nota 7 

domingo, 17 de janeiro de 2016

REGRESSO - O

O REGRESSO (The Revenant) Ação;Aventura;Drama / 156 min / EUA / 2015 

Direção: Alejandro González Iñárritu 
Roteiro: Mark L. Smith; Alejandro González Iñárritu; Michael Punke 
Produção: Steve Golin; Alejandro González Iñárritu; Arnon Milchan; Megan Ellison. 
Música: Ryuichi Sakamoto 
Fotografia: Emmanuel Lubezki 
Direção de Arte: Jack Fisk 
Desenho de Produção: Jack Fisk 
Edição: Stephen Mirrione 
Efeitos Especiais: Douglas Ziegler 
Elenco: Leonardo DiCaprio (Hugh Glass); Tom Hardy (John Fitzgerald); Domhnall Gleeson (Andrew Henry); Will Poulter (Bridger); Paul Anderson (Anderson); Kristoffer Joner (Murphy); Brendan Fletcher (Fryman); Lukas Haas (Jones). 

SINOPSE: DiCaprio interpreta Hugh Glass, um forasteiro que atua como guia para americanos que caçam animais em uma região perigosa e pouco acolhedora dos Estados Unidos, em 1820. Atacado por um urso, ele fica bastante ferido e acaba abandonado para morrer pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy). Glass, no entanto, acaba sobrevivendo e luta para sobreviver com um único objetivo: ir atrás de Fitzgerald. 

COMENTARIO: Esta produção é baseada na história real de Hugh Glass (DiCaprio) que foi atacado por um urso cinza e deixado pela expedição em 1823. Depois, ele se arrastou por 200 milhas até a civilização e jurou vingança contra aqueles que o tinham abandonado, levado os seus suprimentos e deixado ele para morrer, mas a história conta que ele não conseguiu pegar nenhum dos dois. 

Este é um filme cru e mostra a parte selvagem que dominou o cenário do país nas incontáveis disputas entre “brancos” e “índios” por posses e terras. Com muita violência e cenas bem realistas e nas mãos de Alejandro Iñarritu, assim como mais um grande trabalho do cada vez mais afiado de Leonardo DiCaprio, resultou um filme bem acabado, que certamente receberá várias indicações ao Oscar. 
Este filme muito bem poderia levar a assinatura de Quentin Tarantino. Pelo menos em termos de crueza e violência, a diferença, provavelmente, estaria nos diálogos, que com Tarantino costumam ser irônicos e ácidos. 

Mas o filme não é apenas Leonardo DiCaprio. O diretor Alejandro González Iñárritu se coloca definitivamente entre os grandes nomes de Hollywood. É muito importante destacar a fotografia de Emmanuel Lubezki primordial neste filme conhecido e premiado nos filmes Gravidade” e “Birdman”. Ele nunca filmou tão bem quanto em O Regresso mesmo contando com algumas sequências pesadas e fortes. 
O filme possui um bom ritmo e cenas empolgantes, sem deixar de oferecer momentos de respiro ao espectador, que assim como o personagem de DiCaprio é obrigado a confrontar a beleza e a imensidão da natureza. 
Ryuichi Sakamoto cria uma trilha sonora muito bonita, que toca o filme sem querer roubar a cena, mas mesmo assim se faz presente de forma significativa. Os efeitos sonoros, o som e a mixagem do longa são ótimos. A montagem de Stephen Mirrione também é digna de aplausos. Não é fácil evitar sequencias e quedas de ritmo em um longa com 150 min de duração. Tudo no longa é de primeira qualidade; cenários, figurinos, direção de arte, design de produção.... 
A estratégia de Iñarritu e Lubezki para dar mais realismo era efetuar as filmagens somente durante o dia com luz natural e estas demoraram quase nove meses e acabaram sendo mas longas que o planejado, a neve começou a derreter no Canadá e por isso a equipe teve que terminar os trabalhos na Terra do Fogo, na Argentina aonde as condições climáticas ainda eram favoráveis para a produção gelada.  A parte rodada em estúdio também foi feita no Canadá, no Mammoth Studios em Burnaby. 
Como o filme sugere, DiCaprio teve que aprender duas línguas nativas americanas (Pawnee e Arikara) e estudou técnicas antigas de cura. Segundo o ator, este foi o papel mais difícil de sua carreira. Para entender aqueles personagens foi fundamental compreender o ambiente em que eles viviam. 
Depois, evidente que logo chama a atenção do espectador o tom cru da narrativa e a violência resultante como a sequência em que ele cai com o cavalo em um desfiladeiro após ser perseguido pelos índios e ao invés de ficar na copa da árvore ele cai no chão cena interessante e bem executada, 
A edição de Stephen Mirrione e a trilha sonora de Bryce Dessner, Carsten Nicolai e Ryuichi Sakamoto, também merecem destaque o design de produção de Jack Fisk ja que pelo tipo de este filme precisou ser bem planejado antes, o departamento de maquiagem com 29 profissionais sob o comando de Anthony Gordon e a equipe de efeitos especiais com 26 profissionais sob a batuta de Douglas D. Ziegler. Esse filme não seria possível sem eles – especialmente as duas últimas equipes.  
Possivelmente “O Regressdo” será indicado varias categorias do Oscar, como Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Leonardo DiCaprio), Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Edição, Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Maquiagem e Penteado. A lista ainda pode crescer acrescentando Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som, 

NOTA: 9.